terça-feira, 23 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 21 > Advogada da vítima vê contradições...

A advogada teve acesso ao inquérito na última quinta–feira, 17, após fazer 
uma solicitação à Secretaria de Segurança Pública (SSP) 
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 22 de abril de 2019

Caso Design: advogada da vítima vê contradições em depoimentos

Em um primeiro encontro realizado na manhã desta segunda-feira, 22, no Ministério Público Estadual (MPE), a defesa da família de Clautenis José dos Santos afirmou que após ter acesso ao inquérito da morte do design percebeu que havia muitas contradições nos depoimentos prestados à polícia. Segundo a advogada de defesa, Laura Lustosa, as contradições do motorista de aplicativo foram as que mais lhe chamaram atenção.

A advogada teve acesso ao inquérito na última quinta–feira, 17, após fazer uma solicitação à Secretaria de Segurança Pública (SSP). Após fazer a leitura dos autos, Laura classificou o inquérito como “raso e com poucos depoimentos”. “O que me chamou a atenção nos autos do inquérito foi o depoimento do motorista de aplicativo. Ele foi totalmente contraditório. Não sei se foi por nervosismo ou o que possa ter havido. Acredito que na justiça o depoimento dele há de mudar alguma coisa”, avalia.

Ainda segunda ela, o ponto-chave da contradição diz respeito às 
circunstâncias da morte de Clautenis (Foto: Portal Infonet)

Ainda segunda ela, o ponto-chave da contradição diz respeito às circunstâncias da morte de Clautenis. “O Leandro [amigo de Clautenis e que estava no veículo durante a abordagem policial] não teve contradição nenhuma em seus depoimentos. Ele relata que Clautenis foi morto dentro veículo. Já o motorista de aplicativo tem duas versões. Quem está falando a verdade?!”, questiona.

No que se refere às testemunhas ouvidas, ela também diz encontrar pontos que não se cruzam. “No inquérito encontramos testemunhas de ‘ouvir dizer’. Mas ‘ouvir dizer’ não é testemunha ocular que estava no fato. Há testemunhas que presenciaram toda dinâmica do crime e não consta nos autos do inquérito policial”, ressalta Laura. Diante dos fatos, ela diz acreditar nos encaminhamentos que o Ministério Público pode ofertar. “Eu acredito na imparcialidade e na credibilidade do Ministério Público. Além do seu poder de investigação. Não é só a Polícia que investiga. O promotor também tem o poder de investigar”, destaca. “Eu torço por uma investigação com qualidade. Que se investigue de maneira mais profunda”, assinala.

MP

O motorista de aplicativo chegou a comparecer a sede do MPE, mas não foi ouvido. Um novo encontro foi remarcado, ainda sem data definida. O promotor do caso, Djaniro Jonas, informou que ainda não leu os autos do inquérito e que só irá se manifestar “no momento oportuno”. Segundo Jonas, ainda é cedo para qualquer parecer. “Por isso que as investigações estão sob sigilo. Para não atrapalhar o andamento do processo”, assinala.

Por João Paulo Schneider

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 18 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 20 > Inquérito sai do DHPP...



Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 17 de abril de 2019

Inquérito do caso designer sai do DHPP e fica com a Corregedoria

O inquérito que investiga a morte do designer de interiores Clautênis José dos Santos já não está mais com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Corregedoria da Polícia Civil conduzirá as investigações de agora em diante. O irmão da vítima, Cleverton Santos, já havia mostrado receio com a investigação do DHPP, acreditando que poderia prevalecer um ‘corporativismo’, e afirmou que fez essa solicitação de mudança na reunião de ontem ao secretário de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) – pedido que foi atendido. Os advogados da família também reclamaram da falta de acesso ao inquérito, mas o impasse foi resolvido no final da manhã desta quarta-feira, 17.


Texto, imagem e vídeo reproduzidos do site: infonet.com.br e youtube.com

terça-feira, 16 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 19 > Familiares recebidos pelo Secretário João Eloy


Publicado originalmente no site FAN F1, em 16/04/2019

Caso Clautenis: “não existe abordagem padrão de se chegar atirando” diz secretário

Por Leonardo Barreto

Nove dias depois da morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos, familiares foram recebidos pelo secretário de Segurança Pública do Estado de Sergipe, João Eloy e pela delegada-geral da Polícia Civil Katarina Feitosa, na sede da SSP.

Questionado sobre a abordagem policial que vitimou Clautenis, João Eloy declarou: “Não existe abordagem padrão de se chegar atirando. A polícia atira quando tem uma reação. O policial assume que atirou. Agora é preciso investigar as circunstâncias do fato. Se já chegou atirando, se o Clautenis chegou a sair do carro. Enfim toda a dinâmica”.

No carro em que o designer estava, não foi encontrada nenhuma arma.

Reconstituição – O secretário informou que, apesar de só ter recebido a família hoje, colocou-se à disposição deles no dia seguinte ao crime, quando esteve pessoalmente com o amigo de Clautenis, com o padre e com um vereador. “Como houve a demora no retorno, pedi a minha assessoria que fizesse o contato no sábado, marcando a reunião para hoje”, esclareceu João Eloy.

Informou, também, que será feita uma reconstituição do crime, em data ainda a ser definida e garantiu a isenção das investigações. “O inquérito será remetido para Justiça e tem ai o Ministério Público do Estado, para caso não concordar com a investigação da polícia, rever todos os atos, a instituição tem autonomia para isto”, pontou.

O irmão de Clautenis, Cleverton Santos, disse que está mais aliviado com a garantia dada pelo secretário de que o caso será esclarecido. “Nós vamos acompanhar a investigação através da nossa advogada, ela nos representará”, explicou.

O inquérito tem o prazo legal de 30 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais 30.

Entenda o caso

A morte do designer tem repercutido na imprensa local e nacional desde a última segunda-feira, 8. Clautenis é apontado por amigos e familiares como um homem religioso, trabalhador e de conduta ilibada, sem antecedentes criminais.

Ele foi morto a tiros por policiais civis, quando voltava da igreja católica do Conjunto Bugio, na Zona Oeste de Aracaju (SE) para sua casa, no município da Barra dos Coqueiros (SE), na região metropolitana da capital. Clautenis e um amigo estavam em um veículo de aplicativo de transporte, quando na avenida Serafim Bonfim, no bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju foram abordados por policiais civis, que disparam vários tiros contra o veículo. Cleutenis foi alvejado e levado pelos policiais ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 18 > Deputado afirma "Clautênis foi assassinado..."


Publicado originalmente no site FAXAJU [https://bit.ly/2UJOiPv], em 16/04/2019 

DEPUTADO AFIRMA QUE “CLAUTÊNIS FOI ASSASSINADO DURANTE ABORDAGEM”

Continua repercutindo a morte brutal do designer de interiores, Clautênis José dos Santos, ocorrido na semana passada durante uma abordagem da polícia civil em Aracaju.

Clautênis morreu dentro de um veículo de aplicativo na noite do último dia 8, no bairro Santos Dumont, quando se dirigia em companhia de um amigo e do motorista do aplicativo para a sua residência no município de Barra dos Coqueiros.

Durante a abordagem policial, o motorista do aplicativo foi atingido por um tiro na perna, enquanto Clautênis foi alvejado por dois tiros, sendo um na cabeça. O outro passageiro saiu ileso.

O deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC), foi duro em seu comentário sobre o fato, afirmando que ele foi assassinado.  “Clautênis foi assassinado. Não havia arma dentro do veículo. Dizer que ele não foi assassinado é querer transformar o morto, pessoa de bem, desarmada, sem passagem pela polícia, em culpado por sua própria morte”, disse o parlamentar.

Texto e imagem reproduzidos do site: faxaju.com.br 

CASO CLAUTENES 17 > Advogado de motorista baleado...

Advogado de motorista do carro onde designer de interiores foi baleado falou pelo cliente

Publicado originalmente no site G1 SE., em 15/04/2019 

Advogado de motorista baleado em abordagem policial diz que ele não sabe porque veículo foi parado

Abordagem terminou com a morte do designer de interiores, Clautênis José dos Santos, na última segunda-feira (8).

Por G1 SE

O advogado do motorista de aplicativo baleado durante ação policial que resultou na morte do designer de interiores, Clautênis José dos Santos, 37 anos, na noite da segunda-feira (8) no Bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju (SE), falou sobre a versão de seu cliente a respeito da ocorrência.

Segundo o advogado, José Macial Santos, seu cliente, disse que foi acionado para buscar os passageiros no Conjunto Bugio e durante o tempo em que esteve com eles não notou nenhuma atitude suspeita.

Ainda de acordo com o advogado, o motorista notou que um carro estava seguindo o veículo em que eles estavam e em seguida os policiais deram ordem de parada. “Ele desceu do carro, se identificou como motorista de aplicativo e ficou em posição de revista, de costas para o veículo. Foi quando ele ouviu os disparos e por medo correu e também foi baleado. Ele retornou, se identificou novamente e foi socorrido pelos policiais juntamente com o Clautênis”, contou.

O advogado disse também que o motorista, que não tem passagem pela polícia, ainda não sabe o motivo pelo qual foi abordado naquela noite.

O que diz uma testemunha

O amigo e testemunha da morte de Clautênis, contou detalhes do que aconteceu antes e depois dos disparos que foram realizados contra um veículo de aplicativo em que eles estavam durante a abordagem policial.

Em conversa com o G1, Leandro Santos, disse que horas antes da ocorrência ele e Clautênis estavam em uma pescaria com amigos, e de lá seguiram para o Santuário Nossa Senhora Aparecida no Conjunto Bugio para visitar o padre da paróquia.

“Por volta das 21h30 chamamos um veículo de aplicativo para deixar o local com destino ao município da Barra dos Coqueiros, onde moramos. Mas minutos depois de cruzar a ponte entre o Conjunto Bugio e Bairro Santos Dumont uma caminhonete encostou a esquerda do nosso carro e gritaram: ‘para, para, para’. Nós estávamos no banco de trás e pensamos que era um assalto. Nos agachamos, o motorista baixou o vidro e eles começaram a atirar. Foi muito tiro, muito tiro”, contou.

Ainda de acordo com a testemunha, ele abriu a porta do carro e tentou puxar o amigo que já estava baleado. “Estava todo ensanguentado, porque o tiro pegou no rosto. Quando percebi que era uma ação policial, eu disse, ‘pelo amor de Deus não atirem não, aqui é passageiro, de aplicativo’. E o motorista gritando, calma’. E eles atiraram. Um dos tiros também acertou a perna do motorista”, lembrou

A investigação

Segundo o delegado da Polícia Civil, Jonathan Evangelista, é prematuro fazer qualquer avaliação sobre o caso que está sendo investigado. “O objetivo é que a apuração seja bastante rigorosa. As versões que estão correndo nos aplicativos não são as versões que estão no papel. Temos cinco oitivas que precisam ser confrontadas. E temos que tratar o caso com bastante seriedade. Precisamos aprofundar as investigações, para que a conclusão seja real e transmita o que realmente aconteceu”, disse.

Defesa dos policiais

“Eles estavam no levantamento de eventuais roubos de carros na região do Bugio e avistaram um veículo em atitude suspeita, com motorista e dois passageiros no banco de trás. Isso é errado? Não. Isso é normal? Também não. Nada mais justo, nada mais correto as suas funções do que proceder com a abordagem. Essa abordagem seguiu os padrões que lecionam a literatura policial”, disse o advogado Cícero Dantas.

Para o advogado, Alessandro Calazans, alguns pontos da investigação ainda precisam ser esclarecidos. “Existe a informação de pessoas que nem sequer estavam na cena do crime dando conta de uma situação que nenhuma das pessoas que estavam no local do fato relataram. Então, é preciso confrontar os diversos depoimentos dos policiais civis, do amigo do Clautênis, do motorista do aplicativo e das provas teóricas periciais, que essas, sem sombra de dúvida são as com mais respaldo. Então, no momento, existem alguns depoimentos e algumas provas periciais, que estão sendo analisadas. É isso que estamos aguardando, com calma e tranquilidade”.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com

segunda-feira, 15 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 16 > Notas do blog de Adiberto de Souza (Infonet)


Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 12 de abril de 2019 

Vítima não é réu
Por Adiberto de Souza (Blog Infonet)

Os advogados dos agentes civis que fuzilaram na periferia de Aracaju um pobre trabalhador negro querem provar que a abordagem seguiu “os padrões da literatura policial”. Ora, qual academia de polícia manda matar primeiro para só depois identificar a vítima? Só falta querer culpar o morto por ter ficado na frente da arma assassina. Tivesse sido uma operação normal, os três executores do designer Clautênis Santos não teriam entregado as armas e pedido o imediato afastamento das funções. Os advogados estão no papel deles, porem a sociedade está de olhos bem abertos para que não transformem a vítima em réu e absolvam os matadores por absoluta falta de provas. Crendeuspai!

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 11 de abril de 2019 

Estranho sigilo
Por Adiberto de Souza (Blog Infonet) 

A sociedade sergipana estranha que a Polícia apure em sigilo o fuzilamento de um trabalhador negro por três agentes civis. Também surpreende o fato de os indiciados ainda não tenham sido presos, apesar de as evidências mostrarem que houve uma execução covarde. Aliás, o trio está afastado das atividades policiais porque assim desejou. Ora, se as vítimas fossem os policiais, será que o acusado pelo crime – um trabalhador negro e pobre – estaria solto e o inquérito correndo em sigilo absoluto? Era mais provável que já tivesse sido morto em confronto armado com a Polícia. Portanto, fica muito difícil convencer o povão de que a liberdade concedida aos executores do operário, além do segredo imposto às investigações, visa garantir agilidade ao inquérito. Tomara que este rumoroso caso não caia no esquecimento e que os matadores do cidadão Clautenes dos Santos não sejam absolvidos por absoluta falta de provas. Ó Céus!

Textos e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

CASO CLAUTENES 15 > Editorial Portal F5 News


Editorial - Clautenis José dos Santos poderia ser você

Sociedade aguarda ansiosa pelas respostas da Segurança Pública  

Editorial | Por Will Rodriguez, em 10/04/2019 

Poderia ser eu. Mas também poderia ser você a estar dentro de um veículo de transporte a caminho de sua casa numa viagem que jamais terá fim. Com o mínimo de empatia é possível concluir que a ação policial, da qual o designer de interiores Clautenis Santos, 37 anos, saiu morto em Aracaju nessa segunda-feira, foi, pelo menos, inadequada.

Não há, até o momento, nas palavras das autoridades que cuidam do caso, qualquer indício de que a abordagem dos policiais civis ao veículo em que Clautenis estava amparou-se no risco apresentado por qualquer um dos três ocupantes do carro. Até porque, segundo contaram os dois sobreviventes, ele não existia. O carro tinha cadastro ativo na empresa de transporte, os ocupantes não tinham passagem pela polícia nem mandados de prisão, como também não foi apreendido qualquer material ilícito com os envolvidos.

Para além da dinâmica do fato - que ainda está sendo apurada pelos investigadores do Departamento de Homicídios - a Secretaria da Segurança Pública deverá - como bem orientou o governador Belivaldo Chagas - responder a questões que, neste primeiro momento, permanecem obscuras.

Se havia a averiguação de uma denúncia de roubo de veículo em curso, quais mecanismos de verificação foram adotados pelos policiais para checar se aquele era o carro procurado, antes de fazer o cerco? Houve uma ordem de parada desobedecida pelo condutor do automóvel?! Por que os policiais sugeriram, em depoimento, terem reagido a uma “injusta agressão” sem que qualquer arma tenha sido apreendida com os envolvidos? É verdade que, como disse o amigo da vítima, os agentes da PC teriam coagido o motorista a relatar uma suposta reação?

O caso Clautenis também exige de nós uma reflexão sobre o excesso de uso da força que, não raras vezes, rege a conduta dos operadores da Segurança Pública Brasil afora. Essa realidade, contudo, não pode sublimar a garantia fundamental descrita em nosso ordenamento jurídico como “direito de ir e vir” previsto no artigo 5, XV da Constituição Federal.

Num momento em que a SSP tem alardeado sua política de prevenção às mortes violentas, notabilizada pela redução de homicídios e latrocínios em todo o Estado, a morte de Clautenis soa desproporcional e ameaça a confiança que cada cidadão deposita nas forças policiais, a quem está afiançada a segurança a qual todo cidadão tem direito, e também o controle de Justiça sobre as condutas sociais.

Respostas difíceis, mas que precisam vir à tona para que eu, ou você, não sejamos vítimas do mesmo suposto engano que matou Clautenis.

Texto e imagem reproduzidos do site f5news.com.br

CASO CLAUTENES 14 > SSP não explica morte de Clautenis

A vítima de 37 anos seguia para casa na Barra dos Coqueiros. (Foto: reprodução Facebook)  

Publicado originalmente no site F5 News, em 10/04/2019 

SSP não explica morte de Clautenis dos Santos durante ação policial

Corregedora diz que policiais teriam sido agredidos na abordagem em Aracaju 

Por Will Rodriguez 

A Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP) ainda não tem explicações para a abordagem policial que resultou na morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos, 37 anos, em Aracaju. Em entrevista coletiva, no começo da tarde desta terça-feira (9), os delegados responsáveis pelo caso disseram que cinco pessoas já prestaram depoimento, mas todas as versões ainda serão verificadas.

A delegada Tereza Simony, titular do Departamento de Homicídios (DHPP), considera precipitado divulgar os detalhes das oitivas dos três policiais envolvidos na ação, como também do motorista e do amigo de Clautenis que presenciaram a execução do rapaz. "Estamos levantando imagens das câmeras de estabelecimentos da região. O inquérito é sigiloso e nós precisamos confrontar as informações", disse.

A operação aconteceu por volta das 22h desta segunda-feira (8), quando policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV) averiguavam uma denúncia do roubo de um veículo modelo Corolla no conjunto Bugio, na zona oeste da capital, onde Clautenis iniciou a corrida. No bairro Santos Dumont, segundo Leandro Santos, que também estava no carro, os policiais fizeram o cerco e efetuaram disparos sem qualquer chance de defesa.

Na narrativa apresentada pelos policiais, os ocupantes do carro teriam reagido à abordagem, conforme a corregedora da Polícia Civil, Erika Magalhães. "Havendo indícios de que existe uma situação de crime, os policiais devem fazer a chegada de forma tranquila e bastante técnica. Pelo que a gente percebeu, a princípio, os policiais também sofreram algum tipo de agresssão, no início, e houve um 'confronto' que infelizmente culminou com o óbito", afirmou.

O veículo em que Clautenis foi morto já passou pela perícia da Polícia Civil, que não identificou nenhum item que o tornasse suspeito e também já constatou que o automóvel possuía cadastro ativo e regular na empresa de transporte por aplicativo.

A SSP informou que Clautenis não possuía passagem pela polícia. A Polícia Civil tem 30 dias para concluir o inquérito, que também vai subsidiar as medidas administrativas em relação aos policias envolvidos, que não foram afastados inicialmente.

Ministério Público

O Ministério Público de Sergipe instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta dos policiais envolvidos na morte de Clautenis. Em ofício enviado ao secretário da Segurança, João Eloy, o promotor de Justiça, Eduardo Matos, pede que o Inquérito Policial seja encaminhado para a Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial após a investigação.


Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br

CASO CLAUTENES 13 > Vítimas e não “supostas"...


Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 10 de abril de 2019 

Caso Clautênis: vítimas e não “supostas”...

Blog Cláudio Nunes (Infonet)


“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

O assassinato (até agora foi isso que aconteceu) de Clautênis José dos Santos, de 37 anos, revela para a sociedade e a imprensa como são abordagens onde pessoas são mortas em supostas trocas de tiros que a polícia divulga quase que diariamente.

O último caso mais escabroso de ‘troca de tiros’ a polícia matou seis pessoas no município de Lagarto. Depois teve mais um caso, e na segunda-feira passada, também seria, caso não ficassem testemunhas vivas para contar a história.

A abordagem ao carro onde as vítimas estavam, sim, não supostas vítimas como trata a cúpula da SSP, porque havia um amigo de Clautênis, ferido, e o motorista do veículo, que presta serviço como transporte por aplicativo também ferido, parece uma rotina que a polícia sergipana vem adotando.

Uma tragédia para a família das vítimas as supostas vítimas como a SSP trata. Os policiais continuam por aí à solta podendo fazer outras operações. Deus nos livre deles. O mínimo que a SSP deveria fazer era o afastamento dos três policiais, isso preservava até estes policiais, na atividade podem intimidar testemunhas.

Não se sabe se a polícia tem alguma “carta na manga” para fazer os ocupantes do carro suspeitos de alguma coisa. Faltou a SSP um pedido e desculpas e não uma posição arrogante, a exemplo do Exército no Rio de Janeiro no primeiro momento onde tratava uma família onde um chefe foi morto na frente do filho e da esposa e por pouco não ocorreu algo pior onde 80 tiros foram disparados contra o carro, e o Exército somente depois afastou dez dos militares envolvidos. O MPE/SE já pediu apuração da conduta dos policiais.

Outra curiosidade é saber como os hospitais da rede pública aceitam sem questionar receber corpos destas trocas de tiros que a polícia chega lá e joga no necrotério. Procedimento padrão da polícia, mata em ‘troca de tiros’ leva o corpo para o hospital, joga lá, e nem perícia é feita onde supostamente houve a troca de tiros, será que há exames de prova de pólvora nas mãos destes mortos? Um picolé de graviola se tiver algum.

Enquanto cidadão, estamos todos assustados, porque tem policial que vai ganhar em breve uma estátua por bravura de tanto matar ‘bandidos’ em ‘troca de tiros’. Vamos rezar porque pode vir de qualquer lugar, em qualquer bairro, em qualquer município uma saraivada de balas e depois ser tratado como suposta vítima pela SSP.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

sábado, 13 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 12 > Familiares são recebidos na OAB


Publicado originalmente no site do Portal A8, em 12/04/2019 

Caso Clautenis: familiares são recebidos na OAB

Redação Portal A8

Nesta sexta-feira (12), a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil de Sergipe  (OAB/SE) recebeu a família de Clautenis, designer de interiores que foi morto durante uma abordagem policial, para oferecer apoio e auxiliar na forma que for necessária em busca de uma resolução para o caso.

Segundo o presidente da Comissão, Robson Barros, alguns procedimentos já foram tomados, “Já elaboramos os ofícios e encaminhamos para as autoridades competentes as quais cabe investigar, apurar e trazer a tona a verdade do que aconteceu naquela abordagem policial. Solicitamos também a cópia dos procedimentos instaurados para que a Comissão possa acompanhar de perto todo o desenrolar da investigação”. O presidente da Comissão também observou que foi cobrado do Secretário de Segurança Pública que medidas preventivas sejam tomadas para que fatos como esse não ocorram novamente e ainda ressaltou que o caso deve ser acompanhado pela Comissão mesmo sendo investigado em sigilo.

O irmão de Clautenis, Cleverton dos Santos, reforçou a necessidade de uma resposta clara sobre o ocorrido, “Nós precisamos, a família e a sociedade sergipana de uma resposta sobre todos os fatos que ocorreram”. Cleverton revelou também a desconfiança em relação a investigação, “É a polícia investigando seus próprios membros, por isso pedimos ajuda ao Ministério Público e hoje aqui na OAB”.

Confira a fala do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/SE e com a família de Clautenis no Balanço Geral Sergipe desta sexta-feira (12):


Texto, imagem e vídeo reproduzidos dos sites: a8se.com/sergipe e youtube.com

sexta-feira, 12 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 11 > "Houve quebra de protocolo na abordagem"


Publicado originalmente no site FAN F1, em 12/04/2019 

Caso Clautenis: doutor em Ciência Criminal diz que houve quebra de protocolo na abordagem

Por Leonardo Barreto

“Há regras para fazer aquele determinado tipo de ação”, disse o doutor em Ciência Criminal e professor da Universidade Tiradentes, Eduardo Santiago em entrevista ao radialista Narcizo Machado, durante o Jornal da Fan na manhã desta sexta-feira, 12, ao se referir a abordagem policial que terminou na morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos, na última segunda-feira, 8.

O especialista apontou que houve quebra de protocolo na abordagem policial. “É preciso que os policiais tenham amplo direito à defesa, mas numa análise preliminar, não há o menor sentido em algumas ações que identificamos nos depoimentos. Por exemplo: Se o veículo onde os três rapazes estavam fosse de fato roubado e os rapazes suspeitos, porque depois de atirarem, os policiais deixaram o amigo do Clautenis no local, sem que ele fosse ao menos revistado”, questionou?

Leandro - amigo de Clautenis (Foto: reprodução TV Atalaia)

O amigo de Clautenis,  identificado como Leandro informou que depois de atirar, os policiais recolheram o corpo do designer e jogaram na carroceria da viatura policial. “Nesse momento eu vi nos coletes que eram policiais civis, mas até então, eu pensei que fosse um assalto, já que fomos interceptados por um carro descaracterizado com homens encapuzados, que já chegaram atirando. Os policiais foram embora e eu fiquei sem entender nada. Só depois fui ajudado por uma equipe da Polícia Militar, que passava pelo local”, detalhou.

O fato dos policias chegarem atirando, segundo especialista em Ciência Criminal, é o principal fator que demonstra a quebra de protocolo na abordagem. “Se policiais estão em busca de um veículo roubado, o primeiro procedimento a ser adotado é se certificar sobre a identificação do carro, feito isto, manda-se para uma central confirmar a informação, podendo-se a partir daí efetuar a abordagem. Os disparos são justificados em legitima defesa, para isto é preciso que os suspeitos atirem ou que estejam com a arma apontada na direção dos policiais. Se os suspeitos estiverem armados, mas estas condições postas não acontecerem, não justifica atirar”, explicou.

Entenda o caso

A morte do designer tem repercutido na imprensa local e nacional desde a última segunda-feira, 8. Clautenis é apontado por amigos e familiares como um homem religioso, trabalhador e de conduta ilibada, sem antecedentes criminais.

Clautenis José dos Santos - designer de interiores assassinado

Ele foi morto a tiros po policiais civis, quando voltada da igreja católica do Conjunto Bugio, na Zona Oeste de Aracaju (SE) para sua casa, no município da Barra dos Coqueiros (SE), na região metropolitana da capital. Clautenis e um amigo estavam em um veículo de aplicativo de transporte, quando na avenida Serafim Bonfim, no bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju foram abordados por policiais civis, que disparam vários tiros contra o veículo. Cleutenis foi alvejado e levado pelos policiais ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 10 > Defesa de policiais envolvidos na abordagem...


Advogados dos policiais falam sobre abordagem que resultou na morte de designer

Publicado originalmente no site do G1 SE., em 11/04/2019 

Defesa de policiais envolvidos na abordagem que resultou na morte de designer de interiores diz que ação estava dentro dos padrões

Segundo um dos advogados, ainda é necessário o confronto de depoimentos e provas técnicas.

Por G1 SE

Os advogados dos policiais envolvidos na abordagem que resultou na morte do designer de interiores Clautênis José dos Santos, 37 anos, na noite desta segunda-feira (8) dentro de um veículo de aplicativo após ser atingido por tiros falaram sobre a versão dos policiais sobre o caso e o que esperam esclarecer. Os policiais foram afastados das funções após a ocorrência.

“Eles estavam no levantamento de eventuais roubos de carros na região do Bugio e avistaram um veículo em atitude suspeita, com motorista e dois passageiros no banco de trás. Isso é errado? Não. Isso é normal? Também não. Nada mais justo, nada mais correto as suas funções do que proceder com a abordagem. Essa abordagem seguiu os padrões que lecionam a literatura policial”, disse o advogado Cícero Dantas.

Para o advogado, Alessandro Calazans, alguns pontos da investigação ainda precisam ser esclarecidos. “Existe a informação de pessoas que nem sequer estavam na cena do crime dando conta de uma situação que nenhuma das pessoas que estavam no local do fato relataram. Então, é preciso confrontar os diversos depoimentos dos policiais civis, do amigo do Clautênis, do motorista do aplicativo e das provas teóricas periciais, que essas, sem sombra de dúvida são as com mais respaldo. Então, no momento, existem alguns depoimentos e algumas provas periciais, que estão sendo analisadas. É isso que estamos aguardando, com calma e tranquilidade”.

Acompanhamento do MPE

Familiares do designer procuraram o Ministério Público (MP) do Estado de Sergipe na manhã desta quinta-feira (11), para pedir o acompanhamento do inquérito, que segue em sigilo.

O promotor do MP, Eduardo Matos, conversou com os parentes de Clâutenis e disse que o caso será acompanhado. “Já foi encaminhado à SSP um ofício solicitando os documentos da perícia, depoimentos, nomes dos policiais, o tipo de armamento utilizado na abordagem e quantos tiros foram efetuados”, falou.

O que diz uma testemunha

O amigo e testemunha da morte de Clautênis, contou detalhes do que aconteceu antes e depois dos disparos que foram realizados contra um veículo de aplicativo em que eles estavam durante a abordagem policial.

Em conversa com o G1, Leandro Santos, disse que horas antes da ocorrência ele e Clautênis estavam em uma pescaria com amigos, e de lá seguiram para o Santuário Nossa Senhora Aparecida no Conjunto Bugio para visitar o padre da paróquia.

“Por volta das 21h30 chamamos um veículo de aplicativo para deixar o local com destino ao município da Barra dos Coqueiros, onde moramos. Mas minutos depois de cruzar a ponte entre o Conjunto Bugio e Bairro Santos Dumont uma caminhonete encostou a esquerda do nosso carro e gritaram: ‘para, para, para’. Nós estávamos no banco de trás e pensamos que era um assalto. Nos agachamos, o motorista baixou o vidro e eles começaram a atirar. Foi muito tiro, muito tiro”, contou.

Ainda de acordo com a testemunha, ele abriu a porta do carro e tentou puxar o amigo que já estava baleado. “Estava todo ensanguentado, porque o tiro pegou no rosto. Quando percebi que era uma ação policial, eu disse, ‘pelo amor de Deus não atirem não, aqui é passageiro, de aplicativo’. E o motorista gritando, calma’. E eles atiraram. Um dos tiros também acertou a perna do motorista”, lembrou.

A investigação

Segundo o delegado da Polícia Civil, Jonathan Evangelista, é prematuro fazer qualquer avaliação sobre o caso que está sendo investigado. “O objetivo é que a apuração seja bastante rigorosa. As versões que estão correndo nos aplicativos não são as versões que estão no papel. Temos cinco oitivas que precisam ser confrontadas. E temos que tratar o caso com bastante seriedade. Precisamos aprofundar as investigações, para que a conclusão seja real e transmita o que realmente aconteceu”, disse.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/se

quinta-feira, 11 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 09 > Conduta dos policiais será investigada p/MPE

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 11 de abril de 2019

Conduta dos policiais na morte de designer será investigada pelo MPE

O Ministério Público Estadual abriu procedimento nesta quinta-feira, 11, para investigar por conta própria a conduta dos policiais envolvidos na morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos, na última segunda-feira, 8. Com as circunstâncias da morte ainda não esclarecidas e apelo público dos familiares da vítima, a Promotoria Especializada no Controle Externo da Atividade Policial quer apurar porque a polícia disparou contra o veículo de aplicativo onde estava Clautenis, o amigo e o motorista.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública afirmou para nossa reportagem que o inquérito policial ocorre de forma sigilosa, mas que o MPE, familiares e advogados podem acompanhar todo processo com transparência.


Texto e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br e youtube.com

CASO CLAUTENES 08 > Familiares serão ouvidos pelo MPE...


Publicado originalmente no site FAN F1, em 11/04/2019

Familiares de designer morto pela polícia serão ouvidos pelo MPE nesta quinta-feira, 11

Por Redação 

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPE-SE), Eduardo D´avila receberá familiares do designer interiores Clautenis José dos Santos na sede da instituição nesta quinta-feira, 11. Eles serão ouvidos pelo procurador, que já oficiou o Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe, João Eloy, pedindo celeridade na apuração do caso.

O caso tem repercutido bastante em todo estado, já que os depoimentos dos sobreviventes e das testemunhas apontam que houve erro na abordagem policial que terminou na morte do rapaz.

O caso está sendo acompanhado também pela Ordem dos Advogados do Brasil secção Sergipe. As investigações acontecem nas áreas criminal e institucional

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE) informou que o inquérito é sigiloso.

Entenda o caso

Clautenis José dos Santos foi morto a tiros nas proximidades do Sesi do bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju (SE). De acordo com o tio da vítima, Clautenes e um amigo tinham saído do Conjunto Bugio e seguiam para a Barra dos Coqueiros (SE) em um carro de um aplicativo de transporte por volta das 22h da segunda-feira, 8, mas segundo ele, a viagem teria sido interrompida por policiais civis encapuzados, que fizeram o veículo parar e dispararam vários tiros.

Ainda segundo o tio da vítima, o rapaz foi baleado na cabeça e depois teve o corpo jogado na carroceria da viatura. O jovem foi levado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

O motorista do aplicativo de transporte foi baleado na perna e o amigo do jovem não foi atingido. O amigo  de Clautenis informou à família que chegou a ouvir de um dos policiais a afirmação de que teria matado o homem errado.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 07 > Corpo é sepultado na Barra dos Coqueiros

Foto de capa: Marcos Couto

Publicado originalmente no site FAN F1, em 10/04/2019 

Corpo de designer executado pela polícia é sepultado na Barra dos Coqueiros (SE)

Por Redação FAN F1

Em meio a dor, pedidos de justiça marcaram a despedida ao designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos. O corpo dele foi velado na Paróquia Santa Luzia, na Barra dos Coqueiros (SE). O tempo religioso foi tomado por uma multidão que lamentava a morte do rapaz. Amigos e familiares garantem sua inocência. Clautenis foi morto durante uma abordagem da Polícia Civil no bairro Santos Dumont na noite de segunda-feira, 8.

Clautenis José dos Santos de 37 anos (Foto: arquivo pessoal)

Em depoimentos emocionados, familiares lembravam a conduta do rapaz, que segundo eles, era religioso, trabalhador e bastante solidário.


Foto: Marcos Couto

No final da tarde, centenas de pessoas seguiram em cortejo pelas ruas da cidade até o cemitério municipal onde o corpo de Clautenis foi sepultado sob louvores e orações.

Entenda o caso

Local onde o jovem foi morto- avenida Serafim Bonfim no bairro 
Santos Dumont na Zona Norte de Aracaju (Foto: Fan F1)

O designer de interiores Clautenis foi morto durante uma abordagem da Polícia Civil no bairro Santos Dumont na noite de segunda-feira, 8.De acordo com o tio da vítima, Clautenis e um amigo tinham saído do Conjunto Bugio e seguiam para a Barra dos Coqueiros (SE) em um carro de um aplicativo de transporte por volta das 22h, mas segundo ele, a viagem teria sido interrompida por policiais civis encapuzados, que fizeram o veículo parar e dispararam vários tiros.

Ainda segundo o tio da vítima e testemunhas do caso, o rapaz foi baleado na cabeça e depois teve o corpo jogado na carroceria da viatura. Clautenis foi levado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

O motorista do aplicativo de transporte foi baleado na perna e o amigo do jovem não foi atingido. O amigo de Clautenis informou à família que chegou a ouvir de um dos policiais a afirmação de que teria matado o homem errado.

Os policiais civis envolvidos no caso foram afastados nessa terça-feira, 9, a pedido deles.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 06 > Gov. determina rigor nas investigações...

Clautenis José dos Santos – Arquivo pessoal

Publicado originalmente no site NE Notícias, em 9 de abril de 2019 

Governador determina rigor nas investigações sobre o designer morto por policiais

Por NE Notícias

O governador Belivaldo Chagas (PSD) determinou à Secretaria de Segurança Pública “rigor” nas investigações sobre a morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos.

Clautenis foi morto durante operação policial na noite da última segunda-feira, 8.

Em sua conta no Twitter, Belivaldo deixa claro que exige rigor nas investigações:

Apoio as ações das nossas polícias, militar e civil, no combate à criminalidade, mas quero deixar claro para toda sociedade que prezo pela Justiça e não compactuarei com nenhum tipo de erro, caso ocorra.

**********

Belivaldo Chagas
@belivaldochagas
 · 9 de abr de 2019
 Em relação a morte de Clautenes José dos Santos, em uma abordagem policial na Zona Norte de Aracaju nesta segunda-feira, 8, afirmo que a determinação para a Secretaria de Estado da Segurança Pública é apurar de forma rigorosa o ocorrido buscando o pleno esclarecimento dos fatos.

Belivaldo Chagas
@belivaldochagas
Apoio as ações das nossas polícias, militar e civil, no combate à criminalidade, mas quero deixar claro para toda sociedade que prezo pela Justiça e não compactuarei com nenhum tipo de erro, caso ocorra.


Texto e imagem reproduzidos do site: nenoticias.com.br

CASO CLAUTENES 05 > MPE pede resultado final do inquérito...


MPE pede resultado final do inquérito sobre morte de designer

Publicado originalmente no site FAN F1, em 10/04/2019 

Por Leonardo Barreto

O Ministério Público de Sergipe oficiou o secretário de Segurança Pública, João Eloy de Menezes, para que apure a morte do designer de interiores, Clautenis José dos Santos de 37 anos, morto durante uma abordagem da Polícia Civil na última segunda-feira, 8.

O promotor de Justiça Eduardo Matos requereu a instauração de Processo administrativo, a fim de que sejam apuradas as eventuais condutas delitivas de agentes policiais. O MPE destacou no ofício que, findadas as investigações, o inquérito Policial deve encaminhado para a Promotoria, para apreciação e adoção das medidas cabíveis.

A inciativa é da Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial, Questões Agrárias e Atuação no Sistema Prisional.
Entenda o caso

Clautenis José dos Santos foi morto a tiros nas proximidades do Sesi do bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju (SE). De acordo com o tio da vítima, Clautenes e um amigo tinham saído do Conjunto Bugio e seguiam para a Barra dos Coqueiros (SE) em um carro de um aplicativo de transporte por volta das 22h da segunda-feira, 8, mas segundo ele, a viagem teria sido interrompida por policiais civis encapuzados, que fizeram o veículo parar e dispararam vários tiros.

Ainda segundo o tio da vítima, o rapaz foi baleado na cabeça e depois teve o corpo jogado na carroceria da viatura. O jovem foi levado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

O motorista do aplicativo de transporte foi baleado na perna e o amigo do jovem não foi atingido. O amigo  de Clautenis informou à família que chegou a ouvir de um dos policiais a afirmação de que teria matado o homem errado.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 04 > Policiais que executaram são afastados


Policiais que executaram designer em Aracaju (SE) são afastados

Publicado originalmente no site FAN F1, em 10/04/2019 

Por Redação FAN F1

Os três policiais envolvidos na morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos foram afastados no final da tarde dessa terça-feira, 9, a pedido deles. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE).

Os policiais pediram afastamento até o final das investigações.

Eles estão sendo investigados no âmbito criminal e institucional, isto porque teriam feito uma abordagem desastrosa. Testemunhas do caso os acusaram de terem agido de forma arbitrária, quando interceptaram o veículo em que o designer estava com um amigo e o motorista do veículo de aplicativo e disparam vários tiros.

Para família do jovem morto, os policias mataram um homem inocente. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Entenda o caso

Clautenis José dos Santos foi morto a tiros nas proximidades do Sesi do bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju (SE). De acordo com o tio da vítima, Clautenes e um amigo tinham saído do Conjunto Bugio e seguiam para a Barra dos Coqueiros (SE) em um carro de um aplicativo de transporte por volta das 22h da segunda-feira, 8, mas segundo ele, a viagem teria sido interrompida por policiais civis encapuzados, que fizeram o veículo parar e dispararam vários tiros.

Ainda segundo o tio da vítima, o rapaz foi baleado na cabeça e depois teve o corpo jogado na carroceria da viatura. O jovem foi levado ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

O motorista do aplicativo de transporte foi baleado na perna e o amigo do jovem não foi atingido. O amigo  de Clautenis informou à família que chegou a ouvir de um dos policiais a afirmação de que teria matado o homem errado.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 03 > Inquérito do caso é sigiloso


Publicado originalmente no site FAN F1, em 09/04/2019 

Inquérito do caso do designer morto é sigiloso; MP vai apurar

Por Célia Silva

O Ministério Público de Sergipe vai acompanhar o caso do designer Clautenis José dos Santos, 37, morto na noite dessa segunda-feira, 8 de março, vítima de tiros na cabeça disparados por policiais civis numa ação da polícia na Barra dos Coqueiros. Inquérito é sigilioso.

O promotor de Justiça Eduardo Matos requereu a instauração de processo administrativo, a fim de que sejam apuradas as eventuais condutas delitivas de agentes policiais e salientou no ofício que, após as investigações, o o Inquérito Policial seja encaminhado para a Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial, Questões Agrárias e Atuação no Sistema Prisional.

Eduardo Matos requereu ao secretário de Segurança Pública, João Eloy de Menezes, para que apure o caso.

De acordo com o noticiado, o rapaz de 37 anos foi morto na noite da última segunda-feira (08), vítima de tiros disparados por policiais civis em operação articulada pela SSP, como consequência de uma investigação que envolve o roubo de veículos.

DHPP conduz investigação – O caso está sendo conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob a responsabilidade da delegada Thereza Simony. Ela informou  em coletiva hoje de manhã que, os policiais foram checar um suposto roubo de veículo no conjunto Bugio e no retorno, fizeram uma abordagem de rotina ao veículo em que Clautenis estava.

Informou ainda que o inquérito tem o prazo legal de 30 dias, podendo ser prorrogado e que já foram feitas ontem mesmo as primeiras oitivas.

Inquérito sigiloso – De acordo com a corregedora de Polícia Civil, Érica Magalhães, o inquérito será conduzido de forma sigilosa e a população pode ficar tranquila porque será conduzido de forma que todos os fatos venham à tona.

Ainda segundo Érica Magalhães, “a princípio, a abordagem foi correta, mas só vamos poder afirmar se houve abuso, após o término das investigações”, disse ao informar que os policiais permanecem em serviço.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 02 > IML: Corpo de jovem morto é liberado


IML: corpo de jovem morto em “carro de aplicativo” é liberado

Publicado originalmente no site FAN F1, em 09/04/2019 

Por Leonardo Barreto

O corpo do designer de interiores Clautenes Jesus dos Santos de 37 anos foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe às 8h45 desta terça-feira, 9. Familiares acompanharam o trabalho do serviço funerário inconformados com a morte trágica do jovem. O velório acontece na Igreja Matriz da Barra dos Coqueiros. O sepultamento está marcado para o final da tarde no cemitério da Barra.

Clautenes era solteiro e não tinha filhos.

O jovem morreu na noite dessa segunda-feira, 8, durante uma ação da Polícia Civil no bairro Santos Dumont. A família denuncia que o rapaz foi vítima de uma ação truculenta e desastrosa da polícia.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br