segunda-feira, 15 de outubro de 2018

DIA DO PROFESSOR - Prof. desempregado faz trabalho voluntário...

Publicado originalmente no site G1 SE., em 13/10/2018

Professor desempregado faz trabalho voluntário com crianças carentes

A renda mensal dele é de R$ 300, valor que utiliza para manter o projeto e pagar as contas da casa.

Por Anderson Barbosa, G1 SE — Aracaju

Professor desempregado faz trabalho voluntário com crianças carentes em Aracaju

No Bairro 17 de Março, Zona de Expansão de Aracaju (SE), um exemplo de dedicação à profissão de professor chama a atenção. O Tio Carlos, como é conhecido na região, leva literatura às crianças daquela comunicada carente e dá um novo sentido a vidas desses pequenos cidadãos.

No quintal da casa ele põe um tapeta e conta as histórias que nascem da cabeça dele e também dos livros de literatura infantil. Os meninos parecem hipnotizados ao ouvir o professor, que faz tudo isso de forma voluntária. No início do ano, a atividade ocorria na porta de uma vizinha.

A calçada da casa do professor se transforma em sala de aula
Foto: Mara Lúcia de Paula 

“Educação é o meio de transformação sócio- cultural para a vida de cada uma dessas crianças levando respeito, dignidade, conhecimento e independência financeira", diz com o sorriso no rosto.

Luiz Carlos é formado em Letras/Literatura, mas está desempregado desde 2016. Para sobreviver, ele dá aulas particulares e recebe menos de R$ 300, pelos oito alunos. É com este dinheiro que ele pagas as contas de casa e mantém o projeto que ocorre duas vezes por mês.

“É assim que consigo pagar as contas da casa, comprar roupas e alimentos. Deus é quem dá a força pra gente superar todas as dificuldades que a vida nos oferece”, afirma.

Professor Luiz Carlos com os alunos — Foto: Arquivo Pessoal 

Combate à deficiência na leitura

O trabalho do sergipano serve de combate à deficiência da leitura ainda no início da vida escolar, como aponta a Avaliação Nacional de Alfabetização, do Ministério da Educação e Cultura (MEC). O estudo revela que mais da metade dos alunos do terceito ano do ensino fundamental não consegue nota mínima em matérias básicas. No ano de 2014, a insuficiência em leitura era de 56,17% entre os alunos. Dois anos depois o número teve uma pequena queda, 54,73%.

“Quero ver a melhoria do bairro em que moro e dessas crianças, que muitas vezes vão à escola e não conseguem aprender o conteúdo. O que eu faço é com amor, com carinho e sou muito respeitado por elas, que serão os futuros homens e mulheres da nossa cidade. A maior recompensa é o prazer de contar histórias e contribuir no processo de alfabetização dessas crianças”, conta Luiz Carlos.

A batalha do mestre

Luiz Carlos nasceu no município de Malhada dos Bois e foi criado em Cedro de São João, ambos na Região do Baixo São Francisco de Sergipe. Filho de pais separados, ele é o mais velho entre nove irmãos, o único com nível superior, conquistado no ano de 2012 após cursar Letras/Português em uma universidade particular na capital.
  
“Concluí a graduação com muita dificuldade financeira, pois estava desempregado. Tive a ajuda de familiares e principalmente de uma ex-diretora da instituição, que me ajudou bastante nesta fase da minha vida”

Luiz Carlos já trabalhou em escolas particulares, em programas do governo e atualmente sobrevive dando aulas de reforço em casa, além de fazer 'bicos' auxiliando outros professores em projetos educacionais.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/se

ARACAJU, MORADOR DE RUA - Projeto 'Corrente do Bem Aju'

Publicado originalmente no site G1 SE., em 06/10/2018

Serviço humanitário ajuda a resgatar autoestima de moradores em situação de rua

Projeto 'Corrente do Bem Aju' distribui alimentos, produtos de higiene pessoal e banho nas ruas de Aracaju.

Por Anderson Barbosa, G1 SE — Aracaju

Equipe ajuda a cuidar da higiene pessoal dos moradores de rua de Aracaju
Foto: Corrente do Bem

Nos grandes centros populacionais do país é cada vez mais comum observar a presença de grupos formados por pessoas abaixo da linha de pobreza. Em 2015, a população em situação de rua nas capitais brasileiras somava 101.854 de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A situação em que se encontram muitas vezes os colocam na condição de nômades. A cada noite escolhem um lugar para descansar e no dia seguinte divagam em buscar de uma dignidade que esbarra na cegueira social.

Sem casa, muitas vezes longe do mercado de trabalho e das famílias, elas tentam sobreviver em meio as incertezas de ser um cidadão em situação de rua. Gente que encontra na ação de voluntários a esperança de um amanhã menos sofrido. Em Aracaju são cerca de 200 pessoas, segundo a prefeitura, vivendo nesta situação nas ruas da capital.

Voluntários também fazem a distribuição de café da manhã — Foto: Corrente do Bem

Há 4 anos, seis amigos se reuniram na capital de Sergipe e criaram o projeto ‘Corrente do Bem Aju’, entre eles a professora Jucélia Brasil Gomes de Oliveira. A ideia surgiu quando a filha de uma voluntária descobriu que Papai Noel era um personagem fictício e, na explicação dada pelos pais, foi dito que as crianças carentes não recebiam presente porque os pais não tinham condição financeira.

“Letícia [a criança] assim resolveu doar todos os seus brinquedos, bonecas e pelúcias. Daí a ideia foi se espalhando e chegando mais brinquedos, lanches e sacolinhas. A ‘Corrente do Bem AJU’ nasce no natal de 2014 no Bairro 17 de Março. Os projetos são planejadas por Carla (fisioterapeuta) Christine (fisioterapeuta), Denise (empresária), Iracema (lar), Léa (funcionária pública) , Socorro (enfermeira) e Telma (empresaria) e depois de prontos são publicados nas redes e aberto a voluntários”, revela Jucélia.

Depois disso, a cada quinze dias eles passaram a se reunir e levar para rua sopa, pão, café e suco. Além do alimento, eles entregam outras doações como lençóis, roupas e material de higiene pessoal.

Morador em situação de rua — Foto: Corrente do Bem

“A vida na rua é um mundo desconhecido. Já vivemos morte de moradores, resgate chamando SAMU, já salvamos vidas, resgate de drogados para centro de reabilitação, despachamos receita médica, já pagamos passagem rodoviária, demos conselhos e cada vivência vem com sua história marcante e inesquecível para nós”, conta.

A aproximação com essa população leva ao conhecimento das histórias pessoais e a muitas descobertas. É assim que entendem que nem sempre a maior fome é a de alimento, mas a da alma, de serem vistos como peça importante dentro da engrenagem social.

“Entramos na vida deles como muito respeito, caridade e sem julgamentos. Oferecemos o que os falta e a receptividade é de muita gratidão e desejo de bênçãos. Foge de satisfação o serviço humanitário, não se trata de ego e sim ver Jesus no próximo. É por amor. É só amor”, assegura Jucélia.

Tenda do projeto 'Corrente do Bem' — Foto: Corrente do Bem

Banho nas ruas

Quando o dia amanhece no centro comercial de Aracaju é possível encontrar dezenas de pessoas espalhadas pelas calçadas, em cima de papelões que servem como colchões e cobertores. A sujeira das ruas, o odor dos esgotos e até mesmo os insetos que circulam entre eles, só aumenta os riscos de contaminação e doenças.

Em meio a este cenário, muitos revelam desejos simples, mas que não fazem parte do cotidiano. “Bom é tomar um banho, né? Hoje mesmo ainda não tomei”, revela Ginaldo dos Santos, que há mais de 20 anos vive na região.

Banheiro improvisado montado nas ruas de Aracaju — Foto: Corrente do Bem

Desejo simples que os voluntários do ‘Corrente do Bem Aju’ ouviram e resolveram realizar. A cada três meses eles fazem o ‘Banho do Bem’ onde levam às ruas um caminhão-pipa, com uma adaptação, que serve como chuveiro.

“Tentamos levar a eles um pouco de cuidado diante todo abandono que cerca suas vidas. É um dia em que eles serão servidos” - Jucélia Brasil, voluntária
O trabalho está na quarta edição que vai ocorrer no dia 28 de outubro. Assim como nas outras ações, vão distribuir toalha, kits de higiene pessoal, roupa limpa, corte de cabelo, barba e unhas, além de atendimento de primeiros socorros e café da manhã.

População de rua faz refeição — Foto: Corrente do Bem

“Falar de dificuldades para a realização dos projetos é falar de fé. Quatro anos de trabalho social humanitário e tudo acontece. Graças a Deus temos amigos e parceiros que dizem sim quando é preciso ouvir o sim. Graças a Deus muitas pessoas acolhem nossas campanhas e juntam-se a nós pelo propósito. Só a fé e o amor explicam”, afirma.

O trabalho conta com o apoio da população através de doações de material não perecível e a parte do café é ficam com a responsabilidade os integrantes do grupo. Quem quiser contribur com o projeto pode se dirigir aos pontos de coleta:

Restaurante Cumbuca - Rua Pacatuba, 113 Centro;

Renovar Oficina em Ed. Especial - Rua Dom José Thomaz, 573, São José, em Aracaju.

Morador de rua toma café nas ruas do Centro de Aracaju — Foto: Corrente do Bem

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/se

domingo, 14 de outubro de 2018

ACIDENTE AVIÃO DA VARIG - Como desobedeci comissário de bordo...

Publicado originalmente no site G1, em 13/10/2018

Como desobedeci comissário de bordo e me tornei o único passageiro a sobreviver a desastre de avião

Aos 21 anos, Ricardo Trajano desobececeu ordens de tripulação durante incêndio à bordo de voo da Varig em 1973, em Paris; transgressão salvou sua vida.

Por BBC

 Acidente com o avião da Varig em Orly deixou 123 mortos em 1973 — Foto: Reprodução 

Em 1973, um avião em chamas fez um pouso forçado em um campo nos arredores de Paris. O acidente deixou 123 pessoas mortas. Entre os 11 sobreviventes, apenas um era passageiro. E por que sobreviveu? Porque o passageiro, um brasileiro com 21 anos à época, desobedeceu todas as instruções de segurança que havia recebido. Seu nome é Ricardo Trajano.

Hoje, aquele jovem transgressor - cujo estado ao ser retirado do avião em chamas era tão grave que os médicos não lhe davam mais do que uma semana de vida - é pai de duas filhas e descobriu uma nova paixão: auxiliar outros sobreviventes de acidentes a superarem seus traumas.

No texto a seguir, Ricardo Trajano relembra a experiência em comovente depoimento a Thomas Pappon, do programa Witness, do BBC World Service.

"Eu estava estudando engenharia em Petrópolis, no Rio. Era músico, roqueiro, já tinha tocado em bandas. E decidi visitar Londres, que era a Meca do rock na década de 1970."

Voo Varig RG-820

"Era meu primeiro voo e eu tinha lido que a cauda do avião ficava mais protegida em acidente aéreo, então decidi me sentar atrás. Era um Boeing 707, da Varig."

Mas Ricardo não ficou na última fileira. Naquela época, as tripulações dos aviões eram numerosas, e alguns dos 17 comissários ocupavam os últimos assentos. Ricardo sentou-se na penúltima fileira, logo à frente deles.

Na poltrona à frente de Ricardo estava um artista famoso.

"Você já ouviu falar do Agostinho dos Santos, um cantor muito famoso naquela época? Era como se (hoje) entrasse no avião o Gilberto Gil. Todo mundo ia reconhecer - e todo mundo reconheceu o Agostinho. Ele se sentou na minha frente."

E mais à frente ainda, estava a passageira Rita, com quem Ricardo passaria horas conversando.

"Ela era filha do embaixador da Índia no Brasil, morava com o pai em Brasília. Tinha a minha idade, era inteligente, simpática. Trocamos contato porque ela também ia para Londres, íamos nos encontrar lá."

Fumaça no banheiro

O voo foi tranquilo. O avião faria uma escala no aeroporto de Orly, em Paris.

"Quando faltavam cinco minutos para pousarmos, uma fumaça branca começou a sair do banheiro atrás de mim. Os passageiros sentados atrás notaram, e os comissários, também. Um deles veio com um extintor e tentou apagar o fogo, mas eu vi que a fumaça não estava diminuindo."

O avião já tinha iniciado a descida e todos os passageiros estavam sentados, com os cintos afivelados. Nesse momento, Ricardo decidiu sair do seu assento.

Ricardo Trajano tinha 21 anos quando sobreviveu
ao acidente aéreo — Foto: Reprodução 

"Eu simplesmente desconectei o cinto e fui caminhando para a frente do avião. Eu já tinha visitado a cabine duas vezes, naquela época você podia fazer isso. Então, fui para a frente do avião. Todos os outros passageiros ficaram nos seus lugares. Eles devem ter pensado que eu estava indo ao outro banheiro lá na frente."

"Quando cheguei lá, um comissário estava dizendo aos passageiros que ficassem tranquilos, que eles estavam resolvendo um problema lá atrás, e que todo mundo devia ficar onde estava, com os cintos afivelados. Quando ele me viu, me deu uma bronca. 'Rapaz, o que você está fazendo aqui? Vai sentar no seu lugar, você não pode ficar aqui, em pé!'"

"E aí, por impulso, não sei o que foi, instinto, eu desobedeci o cara. Eu podia ter voltado. E se eu não tivesse feito essa transgressão, eu provavelmente não estaria aqui hoje."

"Andei mais para a frente. Fiquei na divisória, aquela área que fica entre a cabine do piloto e a primeira classe. Tinha alguns comissários ali perto."

Mortes silenciosas

Agora, a fumaça já não era branca. E tomava conta de toda a aeronave.

"Era uma fumaça densa, negra e muito tóxica - como aquela fumaça de pneu queimado, sabe? Você inalava aquilo, na primeira vez, já ficava paralisado. Na segunda ou terceira, te matava. Todos os passageiros morreram sentados, com seus cintos afivelados, asfixiados."

A fumaça já tinha chegado à parte fronteira do avião, onde Ricardo estava. Os comissários ao seu lado, que antes conversavam nervosamente entre si, agora estavam calados.

"Eu senti que eles estavam morrendo porque pararam de falar. Eu não via mais de um palmo na minha frente. Estava tudo negro. Eu fechei o olho. O que me ajudou muito é que eu fiquei calmo. Veio aquele flashback na minha cabeça, me despedindo da vida, dos amigos, da minha família. Sentindo a morte me abraçar. Mas a calma me ajudou muito."

"Senti que o avião perdeu muita altura. Parecia que estava a 90 graus. Claro que não estava, mas estava muito inclinado, então eu caí. A fumaça embaixo é mais rarefeita e isso te ajuda (a respirar)."

Cabeça fria

A cabine do avião também havia sido tomada pela fumaça.

"Senti, ou ouvi, o co-piloto abrir a janelinha para poder pilotar o avião."

Estranhamente, não houve gritaria.

"A fumaça foi envolvendo todo mundo, foi saindo pelo revestimento do avião. O revestimento era polipropileno, era plástico. Você imagina aquilo queimando. Era uma fumaça muito forte e foi pegando todos os passageiros desprevenidos. Eu, lá na frente, não ouvi absolutamente nada. Podia ter havido tumulto, gente correndo lá para a frente. Não teve nada disso. "

Dentro da cabine, no entanto, o cenário era outro. Vários comissários tinham se refugiado ali.

"A única coisa que eu ouvi foi o tumulto dentro da cabine, dos comissários apavorados. Um deles falou para o piloto: 'joga logo esse avião no chão que eu não aguento mais!'"

"Mas os pilotos foram muito frios e corajosos. Primeiro, não desceram as máscaras de oxigênio porque o oxigênio é inflamável, então o fogo ia se alastrar mais ainda."

Os pilotos também tomaram a decisão de pousar antes de chegar ao aeroporto - embora já houvesse bombeiros de prontidão no local.

"Não dava tempo de chegar ao aeroporto porque o avião podia explodir no ar. Então, o comandante Gilberto Araújo fez um pouso forçado. Desviou de um vilarejo, de um fio de alta tensão, e pousou numa plantação de cebola. Quando ele pousou, eu apaguei."

Resgate

Lutando contra dificuldades de acesso, as equipes de resgate demoraram entre dez e 15 minutos para chegar ao avião.

"Ainda fiquei naquela fornalha uns dez minutos."

Tomado pelas chamas, o teto da aeronave começou a cair sobre as pessoas. Passageiros que talvez tivessem sobrevivido até aquele momento, possivelmente desmaiados, morreram carbonizados.

"Caiu uma placa de metal grande, da fuselagem, nas minhas costas. Por sorte eu estava de costas. Se eu tivesse caído de barriga para cima, provavelmente teria morrido porque os órgãos teriam ficado mais expostos."

A placa queimou a metade inferior das costas, parte das nádegas e das coxas de Ricardo.

Ele não tem qualquer lembrança do resgate. "Acordei no hospital sem entender nada, tinha ficado desacordado, em coma, 30 horas."

Segundo Tempo

Ricardo chegou ao hospital sem roupas - e, portanto, sem documentos ou objetos que permitissem sua identificação. No entanto, seu porte físico - ele é magro e tem 1m e 92cm de altura - era muito parecido com o de um membro da tripulação. Isso levou a equipe do hospital a concluir que ele era o comissário da Varig Sérgio Balbino.

A primeira notícia, quando eu entrei no hospital, era de que eu era o comissário, Sérgio Balbino.

"Ligaram para o Brasil avisando a família do Sérgio Balbino que ele estava vivo. E para a minha família, avisando que eu estava morto."

O pai de Ricardo já estava encomendando a sepultura do filho e os amigos foram informados sobre sua morte.

'Esse bilhete, eu posso dizer que psicografei', 
diz Trajano — Foto: Reprodução 

"Minha mãe, que faleceu no ano passado, aos 96 anos de idade, era a única que dizia, 'não, meu filho não morreu'. A mamãe falava isso e todo mundo dizia, 'coitada da dona Quéti, não quer cair na real.' "

"Eu fiquei 30 horas em coma, mas em um determinado momento, pedi uma folha (de papel e uma caneta). Esse bilhete, eu posso dizer que psicografei. Eu estava desacordado, mas peguei uma caneta e com uma letra de criança, toda tremida, coloquei os telefones, o nome do meu pai, (meu) endereço."

Festa no velório

Os atendentes procuraram o nome de Ricardo na lista dos tripulantes e não encontraram. Então, olharam a lista de passageiros. Lá estava o nome. Ricardo Trajano.

"Quando me resgataram, havia vários corpos de tripulantes mortos (perto de mim). 'Como é que esse cara estava lá na frente, com os tripulantes?' "

"Aí, a Varig liga para a família do Balbino comunicando que, infelizmente, ele tinha morrido. E liga para a minha casa, meu pai atende: 'Queremos comunicar que seu filho está mal, mas ainda está vivo.' "

"Você imagina? Lá em casa tinha um velório, virou uma grande festa."

Cicatrização demorada

A companhia aérea enviou passagens e, imediatamente, os pais de Ricardo voaram para a França.

"Aí tem o segundo tempo, no hospital. Eu acordo e não entendi anda, era tudo um grande quebra-cabeças e faltavam dezenas de peças."

"Quando eu acordei e comecei a ter a ideia de que tinha acontecido um acidente, a primeira pergunta que eu fiz - eu estava todo entubado, todo escangalhado, numa tenda de oxigênio - eu perguntei pelo Agostinho dos Santos e o resto do pessoal."

Os atendentes diziam que estava tudo bem, mas Ricardo sabia que não era bem assim. Ele sabia, por exemplo que seu estado de saúde não era bom.

"Fiquei sabendo, bem mais tarde, que os médicos não me davam uma semana de vida. Minha primeira radiografia de pulmão é um atestado de óbito. Minhas vias aéreas estavam todas queimadas pela fumaça que eu tinha respirado. Eu expelia todo o meu sangue envenenado pela boca. Tinha taquicardia. Minha queimadura não cicatrizava e podia infeccionar os rins. Tomei muitas transfusões de sangue, tinha febre alta."

Rumo ao Rio

Ricardo ficou 52 dias no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do hospital na França.

"Eu procurava extrair daquele ambiente conturbado as coisas boas que me rodeavam. Para começar, os enfermeiros. Um pessoal jovem, legal demais, uma energia boa. Um bom humor incrível."

"Minha recuperação foi lenta e gradual. Depois de dois meses no hospital, de um dia para o outro, minhas queimaduras começaram a cicatrizar. Os médicos começaram a pensar no meu retorno para o Rio. E eu comecei a pensar em continuar minha viagem pra Londres, olha que loucura. Os médicos falaram, 'meu amigo, negativo. Você vai ter de voltar para o Brasil e ainda vai ter de ficar no hospital.' "

Encontro com bombeiro: abraço e muito choro

A equipe médica temia que Ricardo tivesse problemas para voltar a voar de avião.

"Conversei com eles. 'Por favor, eu quero viajar aceso o tempo todo. Não me deem comprimidos, suco de maracujá, injeção. Quero vir aceso."

E assim foi feito. Ricardo viajaria em um compartimento separado, criado especialmente para ele.

"Fui o primeiro a entrar no avião. E aí chegaram umas pessoas na minha frente com um cara jovem, um pouco mais velho do que eu. Eles falaram, 'esse aqui é o bombeiro, que subiu a escada e te tirou do avião.' "

"Foi um momento único. Segurei a mão dele, abraçava ele. Eu e ele não conseguíamos falar, chorávamos o tempo todo. É um momento em que penso até hoje, está muito presente, esse encontro."

Pai de Rita: 'Corajosa até o fim'

No Brasil, Ricardo ficou mais um mês no hospital. Quando chegou em casa, recebeu uma carta do embaixador da Índia, o pai da Rita.

"Ele soube que eu tinha estado com ela. Eu conversei com ela várias horas no avião e isso saiu no jornal. Ele viu e me mandou uma carta, que eu guardo com muito carinho. Uma carta singela, uma folha. Falando, 'eu soube que você esteve com a minha filha no avião, fico muito feliz de saber que você está bem.' No final, ele coloca, 'espero que ela tenha sido corajosa até o fim.' Foi muito emocionante."

Um ano depois, Ricardo voltou à mesma agência da Varig onde havia comprado sua passagem. Estava determinado a completar a viagem interrompida.

"Voltei lá e falei, 'quero uma passagem para Londres com escala no aeroporto de Orly, em Paris.' Cabeça dura, teimoso."

Atualmente, Trajano auxilia outros sobreviventes de acidentes
a superarem o trauma — Foto: Reprodução 

A atendente lhe passou o preço.

"Eu falei, 'você não está entendendo. Sabe aquele acidente um ano atrás? Que teve um sobrevivente? Pois é, fui eu. Paguei minha passagem de ida e volta, em dinheiro, e não cheguei nem na primeira escala da ida. Você não acha que a Varig tem de me dar uma passagem?' "

"A mulher olhou - 'é você!' - me deu um abraço super carinhoso. Minutos depois, eu já estava com a passagem no bolso."

Ricardo viajou com um amigo, o fotógrafo e apresentador de rádio Maurício Valadares.

"Finalmente, assisti o (Led) Zeppelin. Eu queria ver Zeppelin, (The) Who, (The Rolling) Stones. Vi um monte de coisas, no Rainbow (Theatre), no Royal Albert Hall, no One Hundred Club. E fui lá no Marquee, que foi fechado anos depois. Fiquei doidão vendo as bandas ali - ali era o templo (do rock), né?"

Hoje: uma nova razão para viver

As únicas sequelas físicas deixadas pelo acidente são as queimaduras nas costas, nádegas e coxas de Ricardo. Ele não quis fazer cirurgia para removê-las.

"Eu quero fazer disso o meu troféu, que carrego até o final da vida."

"O pulmão, eu recuperei. Seis meses depois, estava jogando basquete na faculdade. Eu fui atleta, fui nadador. , competi pelo Flamengo na adolescência. Depois joguei basquete pelo Bota Fogo. Isso também me ajudou muito, com certeza."

Ricardo se formou engenheiro civil, mas hoje trabalha com comércio - é dono de uma loja de sapatos em Belo Horizonte. E, não faz muito tempo, meio por acaso, descobriu, talvez, uma nova vocação. Foi convidado para contar a história de seu acidente em uma palestra. E percebeu que tem uma contribuição importante a fazer.

"Não tenho o menor trauma, nunca sonhei com esse acidente. Fui. Sem roteiro. As coisas foram saindo, fui falando. (No final), um garoto chegou e falou, 'uns anos atrás sofri um acidente e minha cabeça está zonza o tempo todo. Ouvir você falar foi bom para mim'."

Agora, Ricardo está apresentando sua palestra, "Reflexões de um sobrevivente", pelo Brasil.

"Tem sido de uma realização interna muito grande. Falo muito sobre a vida. Estou aqui. É possivel recomeçar a vida após um trauma, um fracasso, uma perda. A vida continua. Isso aqui é um grande palco."

Segundo autoridades da aviação, o fogo no avião foi, provavelmente, causado por um cigarro aceso jogado no compartimento de lixo de um dos banheiros.

Esta reportagem foi adaptada a partir de depoimento dado a Thomas Pappon, do programa de rádio Witness, do BBC World Service.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

BRASIL - Eleições 2018



ELEITOS PARA O SEGUNDO TURNO 
PRESIDENTE DO BRASIL

Presidente100,00% apurado
JAIR BOLSONARO
PSL
46,03%
49.275.358 votos
FERNANDO HADDAD
PT
29,28%
31.341.839

SERGIPE - Eleições 2018


SERGIPE - ELEIÇÕES 2018

GOVERNADOR 100,00% apurado

BELIVALDO
PSD
40,84%
403.252 votos
VALADARES FILHO
PSB
21,49%
212.169 votos

**********************************************************

SENADOR 100,00% apurado

DELEGADO ALESSANDRO VIEIRA
REDE
25,95%
474.449 votos
ROGERIO CARVALHO SANTOS
PT
16,42%
300.247 votos

*****************************************************

DEPUTADO FEDERAL 100,00% apurado

FÁBIO MITIDIERI
PSD
102.899 votos
LAERCIO OLIVEIRA
PP
68.014 votos
FABIO REIS
MDB
64.879 votos
GUSTINHO RIBEIRO
SOLIDARIEDADE
64.132 votos
JOAO DANIEL
PT
59.933 votos
BOSCO COSTA
PR
47.788 votos
VALDEVAN NOVENTA
PSC
45.472 votos
FÁBIO HENRIQUE
PDT
35.226 votos

*************************************************************

DEPUTADO ESTADUAL 100,00% apurado

TALYSSON DE VALMIR
PR
42.046 votos
MAISA MITIDIERI
PSD
35.707 votos
JEFERSON ANDRADE
PSD
34.736 votos
GILMAR CARVALHO
PSC
34.160 votos
LUCIANO BISPO
MDB
33.705 votos
IBRAIN MONTEIRO
PSC
32.059 votos
ZEZINHO GUIMARÃES
MDB
28.094 votos
IRAN BARBOSA
PT
26.961 votos
DR. VANDERBAL
PSC
26.054 votos
ZEZINHO SOBRAL
PODE
25.764 votos
JANIER MOTA
PR
25.731 votos
FRANCISCO GUALBERTO
PT
24.637 votos
GEORGEO PASSOS
REDE
23.355 votos
GARIBALDE MENDONÇA
MDB
22.819 votos
ADAILTON MARTINS
PSD
22.400 votos
GORETTI REIS
PSD
21.306 votos
DINÁ ALMEIDA
PODE
20.168 votos
MARIA MENDONÇA
PSDB
19.102 votos
DILSON DE AGRIPINO
PPS
18.038 votos
KITTY LIMA
REDE
18.008 votos
LUCIANO PIMENTEL
PSB
16.907 votos
CAPITÃO SAMUEL
PSC
15.770 votos
RODRIGO VALADARES
PTB
15.221 votos
DR SAMUEL CARVALHO
PPS
14.216 votos

terça-feira, 28 de agosto de 2018

BOM EXEMPLO - Ação nobre foi gravada e viralizou pelo mundo



Publicado originalmente no site 1 News Brasil, em 28 de agosto de 2018

Homem vê criança olhando para seu celular e decide agir sem saber que estava sendo filmado

Mesmo nos dias de hoje, algumas atitudes podem surpreender.

Por 1News Brasil 

Hoje em dia com a era digital, todo e qualquer ser humano pode estar sendo observado sem saber. Há inúmeras câmeras de segurança por todas as partes, além dos smartphones que contam hoje com câmeras de ótima qualidade que podem a qualquer instante flagrar toda ação de um indivíduo, seja ela boa ou ruim. 

Essa tecnologia ajuda muitas vezes a solucionar crimes e a reconhecer pessoas que praticam furtos, mas também pode contemplar pessoas de bom coração fazendo boas ações por aí.

Um vídeo viralizou na última semana mostrando um homem sentado no banco de um metrô de Nova Iorque. Sem saber que estava sendo filmado, o rapaz tinha os seus fones nos ouvidos e estava a jogar um jogo em seu celular, o que prendia sua total atenção.

No entanto, o rapaz percebeu que outros olhos também estavam atentos para suas ações no jogo do smartphone. Um garoto desconhecido que estava ao seu lado, não desgrudava o olhar da telinha do seu celular, aparentando estar bem interessado no joguinho.

O homem continuou com seu jogo até que após algumas paradas do metrô, resolveu ter uma bonita atitude, pouco usual em um mundo tão violento e egoísta como é o de hoje. Ele ofereceu seu celular para o garoto para que ele também brincasse com o joguinho.

Essa ação nobre foi flagrada por uma desconhecida passageira do mesmo metrô, que felizmente resolveu acompanhar a cena com o seu celular. Essa pessoa postou nas redes sociais e logo o vídeo se tornou viral atraindo milhares de comentários elogiando a atitude do rapaz, que mesmo sem saber que estava sendo gravado, fez a alegria de uma criança que não conhecia, mesmo que por alguns instantes.

Veja abaixo o vídeo que repercutiu no mundo inteiro e tire suas próprias conclusões:


E aí, o que achou desta atitude? Faria o mesmo?

Texto, imagens e vídeo reproduzidos dos sites: 1news.com.br e youtube.com 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

BRASIL - ELEIÇÕES 2018 > Primeiro Debate acontecido em 9 de agosto



Debate Band: Candidatos a presidente se enfrentam nesta quinta-feira, dia 9

Primeiro debate na TV será a partir das 22 horas.

By Diego Iraheta

Debate na Band será o primeiro entre candidatos à Presidência, já formalizados nas respectivas convenções dos partidos.

O debate da Band, que tradicionalmente abre o ciclo de debates com candidatos a presidente do Brasil, será na próxima quinta-feira, dia 9 de agosto.

Será a primeira vez que os nomes já ratificados pelas respectivas convenções de seus partidos vão se enfrentar cara a cara nestas eleições.

O primeiro confronto entre os candidatos à Presidência da República começa às 22 horas. O primeiro horário informado para a imprensa era 22h30. O debate também será transmitido online, tanto pelo portal da Band quanto pelo canal da emissora no YouTube.

Foram confirmados no debate: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT). Na terça-feira (7) foi divulgado posicionamento dos presidenciáveis.

Candidato pelo PT, o ex-presidente Lula, que está preso desde abril, pediu à Justiça para comparecer ao debate, mas teve o pedido negado. O PT pediu, então, à Band para enviar o candidato a vice na chapa, ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o que também foi negado.

Em 2014, 7 dos 11 candidatos foram convidados para o debate na Band.

Regras do debate da Band

As regras para o debate entre presidenciáveis na Band foram acertadas entre a emissora paulista e as equipes dos partidos no último dia 30. No total, serão 5 blocos. No primeiro, todos responderão a uma mesma pergunta feita por leitores do jornal Metro, do Grupo Bandeirantes. A ordem de respostas foi definida por sorteio.

Ainda no primeiro bloco, candidato pergunta para candidato, também de acordo com ordem sorteada. Um candidato pode ser questionado até 3 vezes.

No segundo e no quarto blocos, 3 jornalistas do Grupo Band farão perguntas para os candidatos e escolherão quem faz a réplica. O candidato questionado primeiramente tem direito a fazer tréplica.

No terceiro bloco, candidato pergunta para candidato, conforme ordem sorteada. Cada concorrente pode ser questionado até duas vezes. Perguntas devem ser feitas em 30 segundos, e respostas devem ser dadas em 2 minutos. Réplica e tréplica devem durar, no máximo, 45 segundos.

O último bloco é reservado às considerações finais do candidato, com 1 minuto e meio para cada.

Caso se sinta vítima de ofensa moral e pessoal, o candidato pode pedir direito de resposta. Se aprovada, a resposta deve ser dada no mesmo bloco e deve durar 1 minuto.

Texto e imagem reproduzidos do site: huffpostbrasil.com

sexta-feira, 20 de julho de 2018

ESPORTE EM ARACAJU > Torcida invade treino do Confiança

Torcedores do Confiança invadem gramado e protestam contra Campanha do Clube. 
Alguns atiram pedras em veículos e vidraças do Sabino Ribeiro 

Publicada originalmente no site do Jornal do Dia, em 19/07/2018

Torcida invade treino do Confiança

A coisa esteve feia ontem à tarde no Sa bino Ribeiro. Por muito pouco não aconteceu uma tragédia de grandes proporções, envolvendo atletas, dirigentes e torcedores. O treino comandado pelo técnico Luizinho Lopes, foi com portões fechados para imprensa e torcedores. Mas mesmo assim, um grupo de mais ou menos 100 vândalos travestidos de torcedores, começou a atirar pedras, na academia do clube, vidraças foram quebradas, carros amassados e armados com cabos de vassouras invadiram o gramado e foram desacatar os jogadores, dirigentes e comissão técnica do Confiança, cobrando empenho e bons resultados nos próximos jogos. Por muito pouco não aconteceu uma tragédia na tarde desta quarta-feira no Sabino Ribeiro, isso porque os jogadores foram desacatados, agredidos verbalmente, porém não revidaram até mesmo temendo uma reação mais violenta por parte dos agressores.  

   Sobre o assunto, a assessoria de comunicação do Confiança divulgou nota de repúdio condenando a atitude de uma minoria de torcedores proletários. Nota de repúdio A Associação Desportiva Confiança repudia o ato que aconteceu na tarde desta quarta-feira no Estádio Sabino Ribeiro, quando um grupo de cerca de 100 torcedores invadiu as dependências e o campo de trabalho dos jogadores. Na ocasião, a academia do clube foi apedrejada e um veículo de um profissional da fisioterapia foi danificado. No campo, os jogadores foram insultados e cobrados veementemente. Entendemos que nada justifica a violência e a incitação da violência por parte de torcedores do clube. Todos os funcionários e jogadores da Associação Desportiva Confiança são pais de família e merecem respeito. Ninguém gostaria de ser insultado e cobrado em seu local de trabalho, muito menos desta forma. A academia do clube está danificada e um profissional teve prejuízos financeiros. Não é deste jeito que os resultados em campo irão aparecer. Mais uma vez, o Confiança repudia imensamente este vandalismo que ocorreu no Sabino Ribeiro. Associação Desportiva Confiança.

O treino comandado pelo técnico Luizinho Lopes, foi com portões fechados para imprensa e torcedores. Mas mesmo assim, um grupo de mais ou menos 100 vândalos travestidos de torcedores, começou a atirar pedras, na academia do clube, vidraças foram quebradas, carros amassados e armados com cabos de vassouras invadiram o gramado e foram desacatar os jogadores, dirigentes e comissão técnica do Confiança, cobrando empenho e bons resultados nos próximos jogos.

Por muito pouco não aconteceu uma tragédia na tarde desta quarta-feira no Sabino Ribeiro, isso porque os jogadores foram desacatados, agredidos verbalmente, porém não revidaram até mesmo temendo uma reação mais violenta por parte dos agressores. 

    Sobre o assunto, a assessoria de comunicação do Confiança divulgou nota de repúdio condenando a atitude de uma minoria de torcedores proletários.

Nota de repúdio

A Associação Desportiva Confiança repudia o ato que aconteceu na tarde desta quarta-feira no Estádio Sabino Ribeiro, quando um grupo de cerca de 100 torcedores invadiu as dependências e o campo de trabalho dos jogadores.

Na ocasião, a academia do clube foi apedrejada e um veículo de um profissional da fisioterapia foi danificado.

No campo, os jogadores foram insultados e cobrados veementemente. Entendemos que nada justifica a violência e a incitação da violência por parte de torcedores do clube. Todos os funcionários e jogadores da Associação Desportiva Confiança são pais de família e merecem respeito. Ninguém gostaria de ser insultado e cobrado em seu local de trabalho, muito menos desta forma.

A academia do clube está danificada e um profissional teve prejuízos financeiros. Não é deste jeito que os resultados em campo irão aparecer.

Mais uma vez, o Confiança repudia imensamente este vandalismo que ocorreu no Sabino Ribeiro.

Associação Desportiva Confiança

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldodiase.com.br

segunda-feira, 16 de julho de 2018

ARACAJU/SE. > Esquadrilha da Fumaça em Aracaju, após 12 anos














Fotos: Ana Lícia Menezes

Publicado originalmente no site da Agência Aracaju de Notícias, em 15/07/18

Esquadrilha da Fumaça realiza apresentação em Aracaju após 12 anos

Parecia uma festa. A Orla da Atalaia, mais precisamente, a área da Passarela do Caranguejo, foi tomada por sergipanos e turistas de todas as partes. Se em dias comuns, as intenções são voltadas para o mar ou para os bares do local, neste domingo, 15, os olhares estavam concentrados no céu, ou melhor, nas sete aeronaves da Esquadrilha da Fumaça, grupo da Força Aérea Brasileira (FAB) que voltou a Aracaju após 12 anos para uma apresentação mais do que especial. Apesar de ter ser comemorada no dia 8 de julho, a Emancipação de Sergipe foi o que motivou o retorno aos céus da capital numa tarde em que o tempo até pareceu querer atrapalhar, mas, não impediu que fossem cumpridos os 40 minutos de show pelos ares.

Com o apoio da Prefeitura de Aracaju, a apresentação foi planejada meses antes como parte de uma cronograma de demonstrações aéreas por 12 cidades do Norte e Nordeste. “Foi um grande presente para os aracajuanos e turistas, ainda mais para homenagear a Emancipação de Sergipe. Com certeza um espetáculo que vai ficar marcado na história da nossa cidade”, frisou o prefeito em exercício, Nitinho Vitale.

Assim que partiu de Salvador, a Esquadrilha seguiu para Aracaju, a segunda cidade do tour nas regiões que terminará no dia 27 deste mês. “A apresentação em Aracaju foi preparada de modo a fazer com que o público veja coisas que nunca viram antes. Ao todo, são mais de 50 tipos de acrobacias, entre elas looping, tunô, e outras. Foram 14 pilotos que se revezaram em sete aeronaves. A intenção é encantar as pessoas e fazer a melhor apresentação possível”, afirmou o capitão Teixeira, representante da FAB em Sergipe.

Antes mesmo de os aviões cortarem o céu, o público conferiu uma surpresa preparada por paraquedistas, que juntamente com o Grupamento Tático Aéreo (GTA) abrilhantou ainda mais a passagem da Esquadrilha por Aracaju. “Viemos para unir esforços do paraquedismo, da atividade policial e da atividade de resgate para mostrar um pouco desse trabalho que realizamos. Fizemos uma preparação especial, inclusive, nos unimos a outros grupos de paraquedismo da Bahia, para fazer uma demonstração de salto noturno ontem e hoje durante todo o evento”, disse o paraquedista Boanerges Costa.

O modelo usado pela Esquadrilha foi o A29 Super Tucano. Para quem não entende muito de aviação, a informação pode até não fazer sentido, mas, o que vale mesmo é que esse é um modelo de fabricação 100% brasileira que, pintado com as cores do país, chamou atenção pelas acrobacias capaz de fazer e pelo barulho do motor que foi mais um atrativo durante a apresentação.

No início, a chuva deu o ar da graça e as aeronaves tiveram que se recolher, porém, com um esforço da FAB e uma ajudinha do tempo, além do apoio do público que esperou ansiosamente pelo retorno do show, a Esquadrilha da Fumaça pode retornar e finalizar a apresentação.

“Demos sorte porque o tempo contribuiu e a gente conseguiu coordenar com o tráfego aéreo para fazermos a nossa demonstração e realizar o máximo que a gente conseguiu aqui em Aracaju. Com o tempo nublado, nós temos um limite de teto, de nuvens, mas hoje a gente conseguiu reduzir apenas um pouco do que costumamos fazer. O que mais nos empolgou foi que as pessoas não saíram do local da apresentação até que voltássemos e isso foi muito especial. Esperamos voltar mais vezes e contar com o calor do público novamente”, ressaltou o capitão Esteves da Esquadrilha da Fumaça.

Presente na última apresentação do grupo, Rafael Barreto se surpreendeu mais uma vez. “Achei essa apresentação ainda mais incrível do que a outra  e ainda teve os paraquedistas. Da outra vez vim sozinha, hoje trouxe minha família, o que torna ainda mais especial”, contou.

De férias em Aracaju, a paulista Flávia Melo soube da apresentação e teve mais um motivo para ficar na capital. “Vim passar alguns dias na casa de uma tia e soube que a Esquadrilha faria a demonstração e me empolguei. Nunca tive a oportunidade em São Paulo, mas tive aqui em Aracaju e foi lindo. Fiquei muito emocionada”, frisou.

Sem dúvidas, foram as crianças as que mais se encantaram com a apresentação, o pequeno Felipe Neves, de 8 anos, bem pode dizer. “Foi muito legal ver como os aviões fazem as manobras no céu. Não imaginei que seria tão bacana. Vim com meu irmão, minha tia e minha avô, mas, antes, achava que seria sem graça, mas foi muito legal. Quero ver sempre que puder”, afirmou animado.

Para que o público pudesse ter acesso ao melhor da apresentação todo um esquema de trânsito, através da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), e segurança, por meio da Guarda Municipal de Aracaju (GMA) foi organizado. “Foi uma preparação longa e, antes de viajar a trabalho, o prefeito Edvaldo Nogueira pediu que todos os órgãos se engajassem na organização do projeto e, como resultado, vimos um sucesso de público, o que nos deixa muito satisfeitos”, salientou o secretário da Defesa Social e Cidadania, Luiz Fernando Almeida.

Texto e imagens reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br