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quarta-feira, 6 de abril de 2022

PAULINHA ABELHA > A Dor da Perda

Publicação compartilhada do site DESTAQUE NOTÍCIAS, de 6 de abril de 2022

Para viúvo de Paulinha Abelha, laudos não a trarão de volta

Clevinho se prepara para apresentar o primeiro projeto como cantor

A morte de Paulinha Abelha, vocalista da banda Calcinha Preta, comoveu o Brasil e deixou uma legião de fãs, amigos e familiares de luto. Clevinho Santos, marido da cantora, acompanhou a internação de perto e, agora, luta para seguir em frente apesar da dor e da ausência da esposa. O dançarino, que no começo do ano se lançaria como cantor, agora se prepara para retomar o projeto e colocar em prática uma série de homenagens à esposa.

A reportagem do R7 conversou com o viúvo sobre o período em que a artista ficou internada, a dor da perda, o desafio para retomar a rotina e, ainda, os detalhes para transformar o álbum em realidade. A estrela de forró morreu no dia 23 de fevereiro após passar 12 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em dois hospitais particulares, em Aracaju, Sergipe.

No último dia 31 de março, a equipe da cantora divulgou o laudo médico que sugere o motivo da morte da artista. De acordo com o documento, ela teria morrido por conta de um processo infeccioso no sistema nervoso central, conforme consta na certidão de óbito, e não decorrente de intoxicação exógena medicamentosa.”

Nunca vai encontrar a causa

“Nenhum resultado vai trazer a minha esposa de volta. Eu acho que a gente vai ficar mexendo nisso ou naquilo e nunca vai conseguir encontrar um real motivo. O verdadeiro motivo da morte dela. Se os profissionais não estão identificando, se eles não sabem o real motivo da morte dela, o que eu passo falar? […] Eu sempre fui a primeira pessoa a querer descobrir o verdadeiro motivo para que eu pudesse passar para outras pessoas o que foi ou o que não foi. Nenhum resultado vai trazer a minha esposa de volta”, comentou.

Os dias em que a mulher esteve na UTI foram marcados por apreensão, esperança e dor. Da entrada no hospital ao agravamento do quadro, Clevinho sentiu na pele o impacto dos dias difíceis e chegou a perder 10 kg.

Cada dia era uma dor

“Cada dia era um sofrimento, cada dia era uma dor. Cada dia a dor só aumentava e o sofrimento também. Até hoje não tem sido fácil. Não é fácil. Eu acho que é um período que a gente tem aos poucos, um dia de cada vez, para poder se reerguer, se recuperar totalmente. Um período que eu não desejo para ninguém. Foram coisas que eu jamais esperava passar”, completou.

A vida sem a companheira tem sido um desafio diário. “São dias difíceis demais. São dias que você acorda de madrugada. Que você pensa que está sonhando, que está vivendo em um filme. São dias que, às vezes, eu não acredito que ela se foi. É uma dor sem explicação. Eu não tenho palavras para explicar o tamanho dessa dor. Eu não desejo para ninguém. Quando eu mais sofro é ao chegar em casa. E na parte da noite. Lidar com esse luto é algo complicado. Tem as coisas para resolver. Acaba que você acaba não vivendo totalmente esse luto.”

Projeto como cantor

Agora, apesar do luto, o dançarino se prepara para apresentar o primeiro projeto como cantor. “Eu tenho esse projeto desde novembro de 2021, que eu iria lançar no início deste ano. Assim que a gente chegasse de São Paulo eu iria colocar a minha voz. Estava tudo certo. Tudo marcado. Só que como aconteceu tudo isso, acabou que infelizmente tive que dar uma pausa no projeto”, disse.

E completou: “Agora estou retomando o meu projeto. Inclusive, no meio dele tem uma música que é em homenagem a Paulinha. É uma música que nos identifica demais. É uma música que se chama Para Sempre Paulinha. Em breve vai estar disponível nas plataformas digitais e em clipe”.

Fonte: Portal R7

Texto e imagem reproduzidos do site: destaquenoticias.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2022

PAULINHA ABELHA > 'Ela era uma pessoa saudável’, diz nutróloga...'


Legenda das fotos: Nutróloga de Paulinha Abelha fala pela primeira vez sobre tratamento da cantora

Publicado originalmente no site G1 GLOBO SERGIPE, em 1 de abril de 2022 

'Ela era uma pessoa saudável’, diz nutróloga de Paulinha Abelha em primeiro pronunciamento após a morte da cantora

Especialista se manifestou um dia depois da divulgação de um parecer médico que descartar a relação de medicamentos com a morte da artista e explicou porque se manteve em silêncio sobre o assunto.

Por g1 SE

Um dia após a divulgação de um parecer médico que descartou a relação de medicamentos com a morte da cantora Paulinha Abelha, em 23 de fevereiro, a nutróloga da artista,falou pela primeira vez sobre a rotina de tratamento que realizava com a cantora. A conclusão do parecer corrobora o que consta na certidão de óbito, que aponta quatro causas da morte: meningoencefalite, hipertensão craniana, insuficiência renal aguda e hepatite, sem apontar o que levou a cantora a este quadro.

"A Paulinha não tinha nenhuma comorbidade de base, ela era esforçada, praticava atividade física junto com a nossa equipe disciplinar. Ela tinha educador físico, nutricionista... Treinar o alimento honesto [a alimentação saudável], era o nosso projeto até dar o próximo passo, que era conseguir o emagrecimento, que não é um processo rápido. É um processo que abrange melhorar a ansiedade, o humor, o sono, estabilizar o ser humano com um todo”, disse Paula Cavalari.

A especialista negou que os remédios administrados para Paulinha tivessem efeitos colaterais sobre o fígado e os rins, apontados em exames com lesionados. “De forma alguma, primeiro porque ela tinha um histórico saudável. Em 15 anos de experiência em qualidade de vida e em tratamentos, nós sabemos exatamente, dentro da ciência, dentro de técnicas cada item e tudo que nós estamos utilizando. Tudo era personalizado e individualizado, de acordo com cada momento, com cada necessidade. E ela não tinha nada, era uma pessoa saudável”.

Um possível aceleramento do processo para a obtenção mais rápida de resultados também foi negado pela nutróloga: “No processo que começamos, a primeira palavra não foi emagrecimento, foi: eu quero ter disposição, ânimo, qualidade de vida e retomar a minha autoestima e amor próprio, que a gente perde quando ganha peso. E o processo segue etapas de reconstruir as deficiências nutricionais, estabilizar o sono com o que a gente faz dentro da ciência, dentro do esforço e do que funciona de verdade”.

Questionada sobre ter ficado em silêncio durante o período de internamento e falecimento da Paulinha e a possível ligação dos medicamentos o agravamento do quadro de saúde da cantora, Cavalari resumiu: “eu sempre estive ao lado dela e da família. O objetivo que nós tínhamos era a cura dela, era o melhor diagnóstico, o melhor tratamento possível que toda a equipe médica trabalha para isso. Como médica eu tenho um código de ética. Eu tenho respeito e fiz um juramento. A gente não pode jamais quebrar o código de sigilo médico e paciente. Então eu optei por permanecer tentando viver esse luto, assim como todos”.

Parecer médico

Um parecer médico, divulgado nesta quinta-feira (31), sobre o que teria motivado a internação da cantora Paulinha Abelha, que morreu em 23 de fevereiro, afirma que as lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com o uso de medicamentos antes ou durante o período em que ela estava internada.

Exame toxicológico da cantora revelou presença de anfetaminas

O documento, assinado pelo médico Nelson Bruni C. Freitas, contratado de forma particular pela banda, foi baseado na análise dos prontuários médicos e cita que exames (como análise do liquor, líquido encontrado no no cérebro e na medula espinhal) evidenciaram uma infecção no Sistema Nervoso Central e indicam a hipótese diagnóstica de uma meningite não decorrente de intoxicação medicamentosa.

Além disso, o parecer cita que não há elementos para concluir que uma intoxicação alimentar possa ter desencadeado a patologia da paciente. Embora o médico explique que intoxicações alimentares possam causar lesões renais, hepáticas e cerebrais, culminando em alguns casos com o óbito dependendo da gravidade da doença e a virulência do agente patológico, a avaliação é que este não foi o caso de Paulinha.

O que diz o marido de Paulinha

Através da assessoria jurídica da banda, o esposo de Paulinha, Clevinho Santos, disse que dá por encerradas as investigações da causa da morte dela.

“O momento agora é viver o luto, que não se conseguiu em razão dessa angústia por respostas sobre o que causou a morte de Paulinha e várias especulações que saíram na mídia. Agora de forma reservada o que a família quer é descansar um pouco, refletir sobre essa perda precoce é inestimável, e reunir forças para seguir em frente e acima de tudo honrar o legado que Paulinha nos deixou”.

Outros exames

Exames da cantora já haviam sido divulgados pela assessoria jurídica da banda, entre eles um teste toxicológico que testou positivo para anfetaminas, — encontradas em remédio já utilizado pela cantora junto com outros medicamentos para controle do peso — e barbitúricos, possivelmente presentes em sedativos administrados durante a internação de Paulinha.

O resultado de uma biópsia indicou lesão hepática aguda com inflamação e morte das células que formam o fígado, o que poderia ter sido causado pelo uso de medicamentos para emagrecer. Entre eles, um estimulante anfetamínico.

O resultado de um exame que avaliou a situação dos rins da cantora Paulinha Abelha revelou que ela possuía lesões graves.

Internação após turnê

A cantora foi internada em Aracaju em 11 de fevereiro, após sentir dores logo depois de ter chegado à cidade depois de uma turnê com a banda em São Paulo.

Seu quadro se agravou rapidamente. No dia 14, a cantora foi transferida para a UTI; três dias depois, Paulinha entrou em coma. No dia 23, as lesões neurológicas da cantora se agravaram e sua morte encefálica foi confirmada (leia mais detalhes no final da reportagem).

Quem foi Paulinha Abelha

Natural do município de Simão Dias, no interior de Sergipe, Paula de Menezes Nascimento Leça Viana, trabalhou com pai comercializando em feiras livres. Começou a carreira como cantora profissional na banda Panela de Barro, onde fez dupla com o cantor Daniel Diau.

Os dois voltaram a cantar juntos na Calcinha Preta, que também é composta, atualmente, por Silvânia Aquino e Bell Oliver. A história na banda tem idas e vindas, mas começou no final dos anos 90, quando o empresário Gilton Andrade a descobriu. Ao todo, ela gravou 21 CDs e três DVDs.

A cantora foi homenageada na música que leva o seu nome, "Paulinha". Deixou a banda em 2009 para integrar a G.D.Ó. do Forró com Marlus Viana, com quem foi casada. Em 2014, retornou para a Calcinha Preta. Em 2016, Paulinha deixou a banda para formar dupla com a Silvânia Aquino, retornando ao grupo em 2018.

Entre os maiores sucessos de Paulinha e da banda Calcinha Preta estão as músicas: "Você Não Vale Nada", "Furunfa", "Baby doll", "Louca por ti", "Sonho Lindo", "Armadilha", "Paulinha" e "Ainda te amo".

A Calcinha Preta gravou um DVD de 25 anos em fevereiro de 2020 e retornava à rotina de shows após meses sem apresentações por conta da pandemia.

Paulinha Abelha foi voz importante do forró eletrônico

Até a internação de Paulinha, o último compromisso do grupo foi a gravação do podcast Podpah, em São Paulo, no dia 8 de fevereiro.

Veja a cronologia da internação:

11 de fevereiro - A cantora Paulinha Abelha foi hospitalizada em Aracaju depois de chegar de uma turnê com a banda Calcinha Preta em São Paulo. A internação foi para tratar de problemas renais, mas a causa não foi divulgada;

14 de fevereiro - O quadro da cantora se agravou e ela foi transferida para a UTI. A partir daí, passou a fazer diálise;

17 de fevereiro - O boletim médico desse dia informou que Paulinha estava em coma e, por causa da instabilidade neurológica, não tinha condições clínicas suficientes para a transferência. No fim da noite a situação mudou e ela foi transferida para o Hospital Primavera, na Zona Sul de Aracaju, para fazer novos exames renais;

18 de fevereiro - O boletim médico informou que a artista permanecia em coma, clinicamente estável, com quadro de infecção controlado e respirando com o suporte de aparelho. A assessoria da cantora disse ainda que estava descartada a possibilidade de morte cerebral, e que naquela tarde ela passaria por mais uma sessão de hemodiálise. Segundo a assessoria, Paulinha estava sendo submetida a um novo tratamento, que só deveria apresentar resposta em 72 horas. Com relação à transferência para hospital de outro estado, a assessoria informou que não havia previsão de quando poderia acontecer;

19 de fevereiro - No fim da manhã do sábado, novo boletim informava que após a investigação com exames complementares, foi afastada a possibilidade da cantora estar com "doenças infecciosas de interesse epidemiológico para a comunidade". O documento não trouxe mais detalhes sobre quais doenças seriam essas. À noite, os médicos informaram que ela estava intubada e em coma persistente;

20 de fevereiro - Segundo o boletim médico do domingo, a cantora apresentou quadro neurológico grave e permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela também continuava em coma e intubada;

21 de fevereiro - na segunda-feira, a artista seguia com quadro neurológico grave, sem sinais de instabilidade hemodinâmica, respirando com a ajuda de aparelhos e necessitando de diálise.

22 de fevereiro- Na terça, de acordo com o boletim, ela permanecia com o quadro neurológico grave inalterado, sem necessidade de medicamentos para ajuste da pressão, respirando com a ajuda de aparelhos e necessitando de hemodiálise para ajuste da função renal. No final da tarde, os médicos que acompanhavam a cantora concederam entrevista coletiva e definiram o estado de coma dela com o nível 3 na Escala de Glasglow, que se caracteriza como o mais profundo.

23 de fevereiro- O último boletim divulgado pelo hospital, no começo da tarde de quarta-feira informou que a cantora permanecia em coma com quadro neurológico grave inalterado, respirando com a ajuda de aparelhos, fazendo hemodiálise e em monitoramento contínuo das disfunções neurológica, renal e hepática. À noite, o hospital emitiu a nota de falecimento.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com

PAULINHA ABELHA > Laudo final da causa da morte

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Publicação compartilhada do site A8 SE, de 31 de março de 2022  

Laudo final descarta que medicação para emagrecer foi causa da morte de Paulinha Abelha

Por Redação Portal A8SE

Nesta quinta-feira (31), um novo laudo foi emitido sobre as causas da morte de Paulinha Abelha. O documento mostra que a cantora não faleceu devido às medicações para emagrecer.

As investigações foram iniciadas a pedido do marido da cantora, Clevinho Santos, e a conclusão foi assinada pelo doutor Nelson Bruni C. Freitas. Exames realizados evidenciam uma infecção no sistema nervoso central, demonstrando a hipótese diagnóstica de uma meningite.

"As lesões renais apresentadas pela paciente não possuem relação com uso de medicamentos. Baseado nos documentos médicos analisados, a lesão hepática não possui nexo causal com os medicamentos prescritos pela clínica e durante a internação hospitalar", diz o registro.

O laudo aponta ainda que o tratamento instituído pelos hospitais seguiu o protocolo específico e bibliografia médica atual, e os medicamentos não colaboraram para a intoxicação, porém, houve uma rápida evolução para o óbito. A declaração fala também sobre questões alimentares.

"Não há elementos para concluir que uma intoxicação alimentar desencadeou a patologia da paciente, porém, intoxicações alimentares podem causar lesões renal, hepática e cerebral, culminando em alguns casos com o óbito do paciente dependendo da gravidade da doença e a virulência do agente patológico", continua.

Por fim, o documento aponta que o óbito de Paulinha ocorreu por conta de um processo infeccioso no sistema nervoso central, conforme consta na Certidão de Óbito, e não decorrente de intoxicação exógena medicamentosa.

Após ter acesso ao relatório final, o esposo de Paulinha, Clevinho Santos, disse que encerra as investigações da causa da morte dela e que o momento agora é de viver o luto, que não conseguiu em razão dessa angústia por respostas sobre o que causou a morte de Paulinha e várias especulações. Agora de forma reservada, "o que a família quer é descansar um pouco, refletir sobre essa perda precoce é inestimável, e reunir forças para seguir em frente e acima de tudo honrar o legado que Paulinha deixou".

Relembre o caso

Paulinha foi hospitalizada no dia 11 de fevereiro após sentir um mal-estar e retornar de uma turnê com a banda em São Paulo.

Com diagnóstico de insuficiência renal aguda, o quadro evoluiu para hepatite, coma profundo e agravamento de lesões neurológicas, que ocasionaram em um comprometimento multissistêmico. Os médicos responsáveis pelo acompanhamento suspeitavam que o possível uso excessivo de tratamentos estéticos, como chás diuréticos e remédios para emagrecer, provocaram uma intoxicação medicamentosa pelo corpo.

Biopsia

A certidão de óbito da artista sergipana, registrada no dia 23 de fevereiro, apontou quatro causas da morte: meningoencefalite, hipertensão craniana, insuficiência renal aguda e hepatite.

Carreira

Natural de Simão Dias, Paula de Menezes Nascimento Leça Viana, conhecida como Paulinha Abelha, nasceu em 1978 e iniciou a carreira artística com apenas 12 anos em trios elétricos pela região.

Desde criança esbanjava simpatia em concursos escolares e cantava no coral da igreja. Ela teve passagens por bandas sergipanas de forró, como Flor de Mel, Furação e Panela de Barro, onde conheceu o cantor Daniel Diau.

Em 1998, teve o talento reconhecido pelo empresário e diretor da banda Calcinha Preta, Gilton Andrade. Com a banda, um dos grupos de forró eletrônico de maior sucesso no Brasil, gravou músicas como Baby Doll, Armadilha, Abra o Meu Coração e Louca Por Ti, tendo a sensualidade como uma de suas características marcantes. Entre idas e vindas, a cantora ficou na banda por 17 anos.

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com

domingo, 6 de março de 2022

PAULINHA ABELHA > É insubstituível



Texto publicado originalmente no site DESAQUE NOTÍCIAS, de 4 de março de 2022

   

Paulinha Abelha é insubstituível 


Paulinha Abelha gravou 21 CDs e três DVDs 


Depois da morte de Paulinha Abelha, a banda Calcinha Preta decidiu manter a formação e não vai contratar uma cantora para substituí-la. “Paulinha é insubstituível”, disse Diassis Marques, empresário do grupo, ao R7. A vocalista sergipana morreu há uma semana, após ficar 12 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Primavera, em Aracaju, devido a problemas renais. Ela tinha 43 anos e dedicou quase duas décadas a banda Calcinha Preta. 


De acordo com o empresário, os shows e compromissos da banda estão suspensos até o dia 10 de março, e ainda não há uma data oficial de retorno aos palcos. Nas redes sociais, Bell Oliver, um dos vocalistas do grupo musical, também confirmou a informação: “A banda seguirá com Daniel Diau, Silvânia Aquino e Bell Oliver”. 


Abelha na marca 


Para homenagear a vocalista, a banda mudou a sua logomarca, que agora traz o nome do grupo acompanhado do desenho de uma abelha. “Como homenagem, decidimos agregar o desenho da abelhinha à nossa marca, num gesto de respeito, amizade, reconhecimento e saudade. Paulinha seguirá com a gente, prometemos levá-la a todos os lugares que ela sempre almejou estar e pra sempre amá-la!”, frisou Diassis. 


Daniel Diau, um dos vocalistas da banda Calcinha Preta, relembrou Paulinha Abelha. O cantor postou um vídeo de um show, em que aparece ao lado da artista no palco, e desabafou ao dizer que a ficha ainda não caiu. “Hoje é TBT mas não imaginava que fosse através de um vídeo que não vai poder mais se repetir. Continuo ainda acreditando que você viajou, não sei quando voltar aos palcos se vou cair na real ou se é um trabalhar de Deus na minha vida pra não sofrer com sua ausência. Te amarei pra sempre minha irmã”, escreveu Daniel na legenda da publicação. 


Carreira vitoriosa 


Paulinha tinha 43 anos e ficou conhecida nacionalmente graças ao trabalho que fazia como vocalista da Banda Calcinha Preta. Ela começou a cantar ainda na infância em bandas do interior de Sergipe, rendo sido vocalista de grupos musicais como Flor de Mel e Panela de Barro. Começou a se destacar em 1998, quando entrou na Banda Calcinha Preta, se transformando e uma das principais vozes do grupo. 


A cantora sergipana gravou 21 CDs e três DVDs e participou de sucessos como “Você Não Vale Nada”, “Louca Por Ti”, “Ainda Te amo”, “Baby Doll” e “Liga Para Mim”. A vocalista deixou a banda em 2009 para integrar a G.D.Ó. do Forró com Marlus Viana, com quem foi casada. Em 2014,  retornou para a Calcinha Preta e em 2016, saiu novamente para formar dupla com Silvânia Aquino. Retornou à Calcinha Preta em 2018, tendo permanecido até agora. 


Texto reproduzido do site: destaquenoticias.com.br 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

MORTE DE PAULINHA ABELHA > Alerta para risco de emagrecedores


Publicação compartilhada do site CORREIO DE SERGIPE, de 26 de fevereiro de 2022 

Morte de Paulinha Abelha alerta para risco de emagrecedores 


A morte da cantora Paulinha Abelha, aos 43 anos, chama a atenção não só pela perda da artista, mas pela falta de uma causa específica para seu quadro. Apesar de o atestado de óbito apontar “comprometimento multissistêmico” como causa da morte, em coletiva de imprensa foi revelado que a investigação do quadro da vocalista apontava para três hipóteses: uma doença autoimune não identificada, síndrome de Haff ou intoxicação hepática gerada por medicamentos para perder peso. A cantora tomava uma fórmula receitada por um nutrólogo. 


Para o doutor Henrique Perobelli, mestre em Ciências da Saúde e gastro e proctologista na Rede de Hospitais São Camilo, apenas a própria investigação médica poderá afirmar qual é a hipótese correta. Todavia, é inegável que os sintomas de Paulinha Abelha, como enjoo, vômito e inflamação no fígado, se assemelham aos de quem enfrenta problemas hepáticos associados à ingestão de inibidores de apetite e queimadores de gordura. 


“O fígado é um órgão que depura todas as proteínas ingeridas pelo organismo. Se você ingere constantemente um medicamento hepatotóxico, você pode estar causando uma sobrecarga nele, seguida de lesão hepática e, por último, uma insuficiência hepática. Neste caso, o paciente pode até morrer de insuficiência múltipla dos órgãos”, aponta Perobelli. 


Pressão estética  


Segundo o médico, os motivos para uso deste tipo de medicamento não devem envolver estética. Muito pelo contrário, devem ser embasados através de avaliação endocrinológica e fatores de risco à saúde, como obesidade, hipertensão, síndrome metabólica, entre outras enfermidades. 


“Uma pessoa que é magra, no caso, não deve procurar um especialista para tomar esse remédio”, comenta o médico.

 

Independente dos fatores de saúde ou estéticos que levaram Paulinha Abelha a se submeter a um tratamento como esse, para Jéssica Souza, psicóloga clínica, é importante dar um olhar social ao caso. Em sua avaliação, é preciso levar em consideração as pressões estéticas sobre o corpo feminino e que se trata de uma mulher artista, cujo corpo e imagem eram seu portfólio.

 

“No caso dela, há, sim, uma suscetibilidade maior a estas pressões estéticas. Como ela era famosa, se torna alvo fácil de críticas, assim como seu corpo. Além disso, querendo ou não, ela fazia parte de um grupo que as vestimentas evidenciam a sensualidade”, pondera. 


Os riscos de ceder às pressões estéticas, segundo a profissional, vão muito além dos prejuízos físicos. Existe, inclusive, a possibilidade de desenvolver distúrbio de distorção de imagem. Ou seja, quanto mais a pessoa se olhar no espelho, mais ela achará que há algo a ser mudado. 


“Quando a pessoa faz pequenas mudanças no corpo, ela pode desenvolver isso. Em algumas pessoas é como se fosse uma droga. De fato, podemos ver aí exemplos como Ken Humano, a Barbie Humana. São pessoas que fizeram mudanças no corpo e não conseguiram parar”, explica Souza. 


Cuidado com a saúde 


A origem da inflamação no fígado de Paulinha Abelha ainda não foi divulgada. Entretanto, especialistas orientam que as pessoas redobrem o cuidado com a saúde física e psíquica. O uso de inibidores de peso, por exemplo, deve ser feito apenas sob prescrição médica. 


“É viável evitar fórmulas também, pois têm muitas substâncias que não são necessárias no nosso organismo. Além disso, em qualquer sinal de enjoô, vômito ou urina escura interrompa o uso do remédio e procure ajuda médica”, aconselha o médico Henrique Perobelli. 


Do ponto de vista psicológico, Jessica Souza aconselha a busca pelo autoconhecimento. Para ela, a psicoterapia é um caminho eficaz para lidar com essas pressões. “Se vc não se conhece você está fadado a tomar caminhos que você não tem consciência sobre eles”, acrescenta. 


Mais sobre Paulinha Abelha 


Integrante do Calcinha Preta, Paulinha Abelha teve uma relação de idas e vindas com o grupo, que foi fundado em 1990. A cantora entrou na banda em 1998 e permaneceu até 2010, quando decidiu seguir novos projetos profissionais. Quatro anos depois, ela retornou ao grupo. Em 2016, anunciou que se afastaria novamente, mas sem revelar o motivo certo. Em 2018, mais uma vez, ela retornou à banda. 


Fonte: Terra 


Texto reproduzido do site: ajn1.com.br