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domingo, 24 de janeiro de 2021

VACINA CONTRA COVID - 19 > Alegria e Esperança

 ALEGRIA E ESPERANÇA > Vacina contra Covid -19
Sergipe na Pandemia, janeiro de 2021.
Foto: Marcelle Cristinne
Reproduzida do site: aracaju.se.gov.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

A ESPERANÇA DA VACINA > Contra Covid -19


MESMO APÓS SER VACINADO CONTRA COVID -19, é preciso continuar usando a máscara, lavando sempre as mãos com água e sabão, na falta, higienizar as mãos com álcool líquido 70% ou álcool gel 70% e manter o distanciamento social.

Brasil, 18 de janeiro de 2021.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

PANDEMIA > Morrer sem oxigênio em Manaus...

Foto: Homem chora do lado de fora da hospital 28 de Agosto, em Manaus, em meio ao segundo colapso da cidade na pandemia. Falta de oxigênio obriga transferência de pacientes para outros Estados. (MICHAEL DANTAS/AFP).

Publicado originalmente no site do jornal EL PAÍS BRASIL, em 14 de janeiro de 2021

Morrer sem oxigênio em Manaus, a tragédia que escancara a negligência política na pandemia

Após minimizar crise, Planalto e Governo do Amazonas correm contra o relógio para transferir pacientes a outros Estados e conseguir importar insumo. Nos primeiros dias de janeiro, morreram 1.654 pessoas no Estado, mais do que entre abril e dezembro

Por Steffante Schimidt 

“É difícil você ter que escolher quais pacientes devem receber oxigênio suplementar. Os que têm mais chances.” O relato é de um médico do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), em Manaus, um dos epicentros da crise sem precedentes que escala na capital do Amazonas. A cidade registrou ao menos duas mortes nesta quinta-feira por causa da falta de oxigênio nas unidades de saúde colapsadas pelo aumento das internações por covid-19 ―mas os números são incertos e vários relatos davam conta de que o total de vítimas que morreu sem ar pode ser maior. As cenas de desespero das equipes médicas e de parentes ao redor dos centros de atendimento se multiplicaram, numa situação que é crítica e não têm solução imediata, admitem agora as autoridades do Estado e do Governo federal, depois de meses de negligência com o avanço da pandemia. No momento, há uma corrida desesperada tanto para transportar cilindros de oxigênio na própria capital como para importar o insumo até via fluvial de outras partes do país. Enquanto isso, tenta-se transferir pacientes estáveis para outros Estados.

Ao longo do dia, o médico do HUGV, que preferiu não se identificar, contava que todos os pacientes lá internados deveriam receber uma fração mais baixa de oxigênio, uma vez que os estoques só eram suficientes para cobrir oito horas. No Instagram, o médico intensivista Anfremon D’Amazonas, que também trabalha no Hospital Getúlio Vargas, contou a operação hercúlea montada para tentar salvar os pacientes apesar da falta de O2. Primeiro colocaram todos de bruços (pronar, no jargão médico), para melhorar a oxigenação. Depois, a corrida para trazer pequenas quantidades de oxigênio usadas em outros setores do hospital. “A gente conseguiu salvar quem dava, quem podia”, lamentou.

No Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e na Policlínica Dr. José de Jesus Lins de Albuquerque, na zona centro-oeste da cidade, a busca por transporte de cilindros de O2 mobilizou famílias de pacientes internados e até mesmo policiais, convocados para reforçar a segurança em frente às unidades de saúde. Há relatos de familiares que pagaram do próprio bolso para garantir oxigênio oas doentes. No SPA do Coroado, no leste, ao menos dois pacientes morreram à espera de atendimento.

“Considero que sim, há um colapso no atendimento de saúde em Manaus, a fila para leitos cresce bastante, estamos hoje com 480 pessoas na fila”, admitiu o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em uma transmissão ao vivo ao lado de Jair Bolsonaro nesta quinta-feira e falou das ações da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar oxigênio até a cidade. Nesta semana, Pazuello esteve no Amazonas e usou sua entrevista a jornalistas no local para cobrar a aplicação do “tratamento precoce” contra a covid-19 usando cloroquina. Trata-se de uma obsessão da Administração federal que não tem respaldo científico no mundo, apesar de ser chancelado por entidades de classe médicas no Brasil.

“Nosso Governo, um Governo que eu votei, tem sido negacionista. Relativiza tudo, banaliza tudo”, seguiu criticando o médico Anfremon D’Amazonas. “A última coisa foi dizer que o que está acontecendo em Manaus foi por falta de tratamento precoce. Dizer isso é uma sacanagem com quem trabalha sério. O Governo tem que preparar o país para a segunda onda, porque ela é devastadora e está levando vidas.”

Recorde de mortes nos primeiros 14 dias de janeiro

Em meio à comoção pelo colapso no atendimento, pacientes com quadro clínico estável começaram a ser transferidos para outros Estados. O Governo do Estado anunciou a remoção inicial de 90 pessoas para os Estados do Maranhão, Piauí e Distrito Federal nesta quarta. Estão previstas ainda transferência de outros 145 com a ajuda da Força Aérea Brasileira nos próximos dias para o Rio Grande do Norte e Goiás.

A operação tenta desafogar a demanda por oxigênio que registrou um aumento de 160% em relação ao primeiro pico da doença, nos meses de abril e maio de 2020. Na ocasião, o consumo máximo foi de 30 mil metros cúbicos/mês. No segundo pico, o consumo passou a 76 mil metros cúbicos por dia, segundo o principal fornecedor do gás ao Governo do Estado, a fábrica White Martins. A empresa afirma que este quantitativo é quase o triplo da capacidade nominal de produção da unidade local, de 28 mil metros cúbicos, após ampliação.

No momento, há 2.205 pessoas internadas nas redes pública e privada, num cenário de escassez de leitos e de UTIs. Em mais de dez meses de crise, não houve aumento da capacidade efetiva de atendimento intensivo do Estado, toda concentrada em Manaus, apenas remanejamento de alas para serem dedicadas ao combate da covid-19. O Amazonas contabiliza mais de 5.900 óbitos, num Estado com uma população de 4,2 milhões habitantes. Nesta quinta, foi dia de mais recordes: o Estado registrou o maior número de infecções em um único dia, 3.816 casos nas últimas 24 horas, totalizando 223.360 infectados. Nos primeiros 14 dias de janeiro, foram 1.654 mortos por todas as causas na cidade. É mais do que todos os sepultamentos realizados desde o auge da pandemia, em abril, até dezembro: 1.285 óbitos, um número catapultado pela pandemia.

Uma operação via fluvial e aérea foi iniciada para trazer oxigêno de outras plantas da empresa em Estados como Pará, São Paulo e Ceará. De balsa, a duração da viagem chega a durar de 4 a 5 dias. Via aérea, cada viagem em um C130 (Hércules da FAB) consegue transportar 5.000 metros cúbicos do gás. Nesta quinta-feira, a aeronave encontrava-se em manutenção para poder retornar ao trajeto. Para suprir a demanda atual seriam necessárias 35 viagens diárias.

Mas a escassez não era apenas de O2. Medicamentos previstos para quatro meses, como fentanil, um opióide sintético utilizado contra dores intensas, estão sendo consumidos em uma semana. No caso da claritromicina, indicada para o tratamento de pneumonia, sinusite crônica e aguda e amidalite aguda, o consumo previsto para um ano está sendo feito em 10 dias. “Vamos ter furo na programação e atendimento”, diz uma mensagem de um funcionário do hospital a que a reportagem teve acesso.

O problema da falta de oxigênio atinge diretamente a estratégia de ampliação do atendimento adotada até então, principalmente no Hospital Getúlio Vargas, que era de expandir as alas dedicas à covid-19. A crise escala apenas um dia após o ministro da Saúde anunciar, em Manaus, a abertura de 60 novos leitos.

No segundo colapso do sistema de saúde de Manaus na pandemia, a falta profissionais é também um fator na crise, segundo o Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas. “A maioria conta com pessoal afastado. Além disso, os que estão trabalhando recebem avental, luva de baixa qualidade, com gramatura inferior à recomendada para atuação em UTI”, afirma o presidente da entidade, Sandro André.

Nova cepa e transmissão acelerada em todo o Brasil

O panorama é ainda mais explosivo e imprevisível com a descoberta de uma nova cepa do coronavírus confirmada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) circulando no Estado, com uma velocidade maior de transmissão. “A taxa de transmissão está em 1,3. Acima de um é uma velocidade que aumenta o número de casos. É uma velocidade semelhante à observada durante o primeiro pico em abril e maio”, afirmou a diretora da FVS-AM, Tatyana Amorim.

A aceleração da transmissão não se dá apenas no Amazonas. Todas as regiões do país tem índices maiores do que 1, como o Estado do Norte, segundo a ferramenta da USP e da Unesp que utiliza matemática e inteligência artificial para analisar dados da covid-19. A média móvel de casos medidas por um consórcio de meios de imprensa registrou recorde nesta quinta. Já a média móvel de mortes voltou a ser mais de 1.000 e é 42% maior do que há 14 dias atrás.

Depois de recuar em impor um lockdown em dezembro por causa de protestos populares, o Governo do Estado, chefiado por Wilson Lima (PSC) anunciou, pela primeira vez, toque de recolher em todo o Estado, de 19h às 6h, exceto para pessoas que trabalham em áreas essenciais, além de proibir o transporte coletivo entre rodovias e rios, exceto para transporte de carga. Ainda nesta quarta-feira, o Governo do Estado do Pará proibiu a entrada no estado de embarcações de passageiros provenientes do Amazonas.

Já a Prefeitura de Manaus reduziu para 25% a circulação da frota de ônibus da capital no horário entre 19h e 06h da manhã. No contraturno, o funcionamento dos ônibus continua com a redução adotada anteriormente de 20% do total da frota que atualmente é de 831 veículos. Uma decisão da Justiça federal ordenou o adiamento do Enem no próximo domingo no Estado, mas a AGU (Advocacia Geral da União) recorreu.

Texto e imagem reproduzidos do site: brasil.elpais.com

segunda-feira, 13 de abril de 2020

CORONAVÍRUS NO BRASIL > Mandetta critica postura de Bolsonaro...

Ministro Mandetta e presidente. Foto: Isac Nóbrega/PR/Fotos Pública

Publicado originalmente no site da revista CARTACAPITAL, em 13 de abril de 2020

Mandetta critica postura de Bolsonaro e pede que a ciência seja ouvida

Em entrevista à Globo, o ministro da Saúde diz que o brasileiro não sabe se escuta ele ou o presidente

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, criticou a postura do presidente Jair Bolsonaro, que diversas vezes relativizou os efeitos do novo coronavírus, e pediu que a ciência e a disciplina sejam pautadas no combate a pandemia.

“Eu espero que essa validação dos diferentes modelos de enfrentamento dessa situação possa ser comum e que a gente possa ter uma fala única, unificada. Por que isso leva para o brasileiro uma dubiedade: ele não sabe se escuta o ministro da Saúde, se ele escuta o presidente, quem é que ele escuta”, afirmou.

O ministro concedeu uma entrevista neste domingo 12 ao Fantástico, da tv Globo. Sem citar Bolsonaro, Mandetta criticou pessoas que estão indo até padarias e supermercados causando aglomerações, exatamente como tem feito o presidente na última semana.

“Quando você vê as pessoas entrando em padaria, entrando em supermercado, fazendo filas uma atrás da outra, encostadas, grudadas, pessoas fazendo piquenique em parque, isso é claramente uma coisa equivocada”, disse o ministro.

O chefe da pasta também criticou quem defende que o vírus é um complô da China contra o mundo, tese defendida por bolsonaristas e até pelo ministro da Educação, Abraão Weintraub. “Muita gente que gosta da internet, que vê na internet alguma fake news dizendo que isso é uma invenção de países para ganharem vantagem econômica. Outras pessoas porque (acham que) existe um complô mundial contra elas. Como se tivesse alguma solução, com passe de mágica e que não precisasse que ninguém fizesse sacrifício”, afirmou.

Texto e imagem reproduzidos do site: cartacapital.com.br

domingo, 12 de abril de 2020

CORONAVÍRUS NO BRASIL > Publicações denunciam Bolsonaro

Jair Bolsonaro limpa o nariz e cumprimenta apoiadores (Foto: Reprodução/TV Globo)

Publicado originalmente no site [brasil247.com], em 12 de abril de 2020

Pelo menos vinte publicações internacionais já denunciaram o risco que Bolsonaro representa para o Brasil e para o mundo

A revista The Economist foi uma dessas publicações e o chamou de "BolsoNero"

247 – A imagem do Brasil no mundo nunca foi tão negativa quanto agora, em razão do comportamento de Jair Bolsonaro, que nega o coronavírus e, com isso, expõe os brasileiros ao risco de morte pela pandemia. Confira alguns exemplos e também reportagem sobre nota da Human Rights Watch:

1. The Guardian (Inglaterra)

"Jair Bolsonaro diz que crise de coronavírus é um truque da mídia"

theguardian.com/world/2020/mar…

2. The Economist

"Bolsonero: Presidente do Brasil "toca arpa" enquanto a pandemia cresce"

3. Wall Street Journal.

'Volte ao trabalho': Bolsonaro descarta riscos mortais do coronavírus no Brasil

wsj.com/articles/bolso…

4. Forbes

"Em Coronavírus versus Brasil, Bolsonaro fica quase sozinho"

5. BBC

"Enquanto o mundo tenta combater a pandemia, Bolsonaro faz possível para desacreditá-la"

bbc.com/news/world-lat…

6. New York Times

"Bolsonaro, é o único "grande" líder mundial que continua questionando os méritos das medidas de bloqueio

7. Washington Post

"Bolsonaro é o líder negacionista mundial do coronavirus"

washingtonpost.com/world/2020/04/…

8. El País

"A atitude imprudente e irresponsável do líder do maior país da América do Sul ameaça causar inúmeras mortes"

9. Business Inder

"O presidente Bolsonaro sugeriu que seu povo é naturalmente imune ao coronavírus, alegando que eles podem nadar no esgoto e 'nada acontece'"

businessinsider.com/coronavirus-ja…

10. The Japan Times

"Bolsonaro enfraquecido pela negação de coronavírus"

11. The Wire

"Bolsonaro está usando uma crise de saúde pública para ampliar divisões no Brasil"

thewire.in/world/bolsonar…

12. The Time of India

"Presidente do Brasil tira selfies e aplaude manifestantes apesar de riscos da pandemia"

13. The Chicago Tribune

"Bolsonaro promoveu tratamentos não comprovados de coronavírus e sugeriu que o vírus é menos perigoso do que dizem."

chicagotribune.com/coronavirus/sn…

14. The Independent

"Coronavírus: Bolsonaro alega que a mídia 'engana' os brasileiros"

15. The Asahi Shimbun (Japão)

"Pelo menos um líder mundial seguiu as alegações de Trump de promover o uso das drogas. -  Bolsonaro".

asahi.com/ajw/articles/1…

16. Al Jazeera English

"COVID-19: Bolsonaro está colocando 'vidas em perigo'"

17. The Sydney Morning Herald (Austrália)

"Bolsonaro joga com a vida e a morte em meio a pandemia"

smh.com.au/world/south-am…

18. Daily Herald

"Facebook se une resistência contra as alegações de Bolsonaro sobre o vírus"

19. Jacobin Magazine

"Numa pandemia, Bolsonaro é mais perigoso do que nunca"

jacobinmag.com/2020/03/jair-b…?

20. TIME - O presidente do Brasil ainda insiste que o coronavírus é um exagero. Governadores revidam.

Sputinik – A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) divulgou uma nota neste sábado (11) afirmando que o presidente Jair Bolsonaro coloca os brasileiros em "grave perigo" ao incentivar o não cumprimento do isolamento social para combater o coronavírus.

De acordo com a organização, Bolsonaro "age de forma irresponsável disseminando informações equivocadas sobre a pandemia".

"Bolsonaro está colocando os brasileiros em grave perigo ao incitá-los a não seguir o distanciamento social e outras medidas para conter a transmissão da COVID-19, implementadas por governadores no país inteiro e recomendadas por seu próprio Ministério da Saúde", diz a nota.

O diretor da Divisão das Américas da Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, citado pelo G1, afirmou que "Bolsonaro tem sabotado os esforços dos governadores e do seu próprio Ministério da Saúde para conter a disseminação da COVID-19, colocando em risco a vida e a saúde dos brasileiros".

O presidente Jair Bolsonaro vem defendendo a ideia de estabelecer um isolamento social apenas para idosos e grupos de risco, chegando a declarar que a população deveria voltar à vida normal, o que contraria as orientações da Organização Mundial da Saúge (OMS) e do próprio Ministério da Saúde.

Texto e imagens reproduzidos do site: brasil247.com

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

CORONAVÍRUS > O que você precisa saber

Imagem ilustrativa postada pelo blog Segmento NEWS

Texto publicado originalmente no site SÉRGIO FRANCO

Coronavírus: o que você precisa saber

"Um novo Coronavírus chinês, primo do vírus da SARS, infectou centenas de pessoas desde o início do surto em Wuhan , na China, em dezembro. O cientista Leo Poon, virologista da Escola de Saúde Pública da Universidade de Hong Kong, que primeiro decodificou o vírus, acredita que esse teve origem em um animal e se espalhou para os seres humanos.

"O que sabemos é que causa pneumonia e, em seguida, não responde ao tratamento com antibióticos, o que não é surpreendente", disse Poon.

Não está claro o quão mortal o Coronavírus de Wuhan será, mas as taxas de mortalidade atualmente são mais baixas que o MERS e o SARS. Os especialistas enfatizam que isso mudará à medida que o surto se desenvolver.A Organização Mundial da Saúde ofereceu orientação aos países sobre como eles podem se preparar para isso, incluindo como monitorar os doentes e como tratar os pacientes. Aqui está o que você deve saber sobre os Coronavírus.

O que é um Coronavírus?

O Coronavírus é um grupo de vírus que comum entre os animais. Em casos raros, ele é o que os cientistas chamam de zoonótico, o que significa que pode ser transmitido de animais para seres humanos, de acordo com os Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças.

Sintomas de Coronavírus

O vírus pode deixar as pessoas doentes, geralmente com uma doença do trato respiratório superior de leve a moderada, semelhante a um resfriado comum. Os sintomas do Coronavírus incluem coriza, tosse, dor de garganta, possivelmente dor de cabeça e talvez febre, que pode durar alguns dias.

Para aqueles com um sistema imunológico enfraquecido, idosos e muito jovens, há uma chance do vírus causar uma doença do trato respiratório mais baixa e muito mais grave, como uma pneumonia ou bronquite.

Há alguns tipos de Coronavírus humanos que são conhecidos por serem mortais.

A síndrome respiratória do Oriente Médio, também conhecida como vírus MERS, foi relatada pela primeira vez no Oriente Médio em 2012 e também causa problemas respiratórios, mas esses sintomas são muito mais graves. Três a quatro em cada 10 pacientes infectados com MERS morreram, de acordo com o CDC.

A síndrome respiratória aguda grave, também conhecida como SARS, é o outro Coronavírus que pode causar sintomas mais graves. Identificado pela primeira vez na província de Guangdong, no sul da China, de acordo com a OMS, causa problemas respiratórios, mas também pode causar diarreia, fadiga, falta de ar, dificuldade respiratória e insuficiência renal. Dependendo da idade do paciente, a taxa de mortalidade por SARS variou de 0 a 50% dos casos, sendo os idosos os mais vulneráveis.

Atualmente, acredita-se que o Coronavírus de Wuhan seja mais leve que o SARS e o MERS e leva mais tempo para desenvolver sintomas. Até hoje, os pacientes têm uma experiência de tosse leve por uma semana, seguida de falta de ar, levando-os a visitar o hospital, explica Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes e saúde global da Universidade de Oxford. Até o momento, cerca de 15% a 20% dos casos se tornaram graves, exigindo, por exemplo, ventilação no hospital.

Como se espalha

Os vírus podem se espalhar pelo contato humano com os animais. Os cientistas acham que o MERS começou em camelos, de acordo com a OMS. Com a SARS, os cientistas suspeitavam que os gatos civetas eram os culpados. As autoridades ainda não sabem qual animal pode ter causado o atual surto em Wuhan.

Quando se trata da transmissão de vírus de humano para humano, geralmente acontece quando alguém entra em contato com as secreções de uma pessoa infectada, como gotículas na tosse.

Dependendo da virulência do vírus, tosse, espirro ou aperto de mão podem causar exposição. O vírus também pode ser transmitido ao tocar em algo que uma pessoa infectada tocou e depois em sua boca, nariz ou olhos. Às vezes, os profissionais da saúde podem ser expostos manipulando os resíduos de um paciente, de acordo com o CDC.

A transmissão de humano para humano foi confirmada para o Coronavírus Wuhan, mas agora os especialistas estão tentando entender quem está transmitindo mais, quem está em maior risco e se a transmissão está ocorrendo principalmente em hospitais ou na comunidade. O SARS e o MERS foram amplamente transmitidos dentro de hospitais, disse Horby.

Quem é afetado?

MERS, SARS e o Coronavírus de Wuhan parecem causar doenças mais graves em idosos, embora a incerteza permaneça em torno do último surto. Dos casos de Coronavírus de Wuhan relatados até o momento, nenhum ainda está confirmado entre crianças, disse Horby. A idade média é de 40 anos ou mais, disse ele.

Tratamento do Coronavírus

Não há tratamento específico, mas a pesquisa está em andamento. Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem por conta própria e os especialistas aconselham a procurar atendimento precocemente. Se os sintomas forem piores que um resfriado comum, consulte seu médico.

Os médicos podem aliviar os sintomas prescrevendo um medicamento para dor ou febre. O CDC diz que um umidificador de ambiente ou um banho quente pode ajudar com dor de garganta ou tosse.

A recomendação é para beber bastante líquido e ficar em repouso.

Você deve se preocupar com o coronavírus Wuhan?

A taxa de mortalidade por Coronavírus de Wuhan é menor que a SARS e MERS, mas ainda comparável à pandemia de gripe espanhola de 1918, explica Neil Ferguson, professor de biologia matemática do Imperial College London.

"É uma preocupação significativa, globalmente", diz Ferguson, já que ainda não entendemos completamente a gravidade.

Ferguson acredita que a taxa de mortalidade provavelmente será mais baixa devido a um "iceberg" de casos mais leves que ainda não encontramos, mas ele destaca que novos vírus se espalham muito mais rapidamente pela população.

Como você pode evitá-lo?

Não há vacina para proteger contra essa família de vírus, pelo menos ainda não. Ensaios para uma vacina MERS estão em andamento. Os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA estão trabalhando em uma vacina contra o novo vírus, mas levará meses para que os ensaios clínicos sejam iniciados e mais de um ano até que ele se torne disponível.

Você pode reduzir o risco de infecção, evitando pessoas doentes. Tente evitar tocar nos olhos, nariz e boca. Lave as mãos frequentemente com água e sabão e por pelo menos 20 segundos.

Consciência é a chave. Se você estiver doente e tiver motivos para acreditar que pode ser o Coronavírus Wuhan devido a viajar para a região ou entrar em contato com alguém que já esteve lá, informe um médico e procure tratamento precoce.

Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e desinfete os objetos e as superfícies em que for tocar.

Se estiver viajando para a China, esteja ciente dos sintomas e evite os mercados de animais vivos, onde foi iniciado o último surto em Wuhan.

Coronavírus e gravidez

Nas mulheres grávidas, as versões mais graves dos Coronavírus MERS e SARS podem ser graves.

As doenças associadas à SARS foram associadas a casos de aborto espontâneo, morte materna e doença materna crítica, segundo um estudo de 2004.

Coronavírus, gatos, cães e outros animais

Animais de estimação podem pegar Coronavírus e as infecções podem se tornar graves. Às vezes, os vírus podem levar a doenças mortais. Pode-se causar Peritonite Infecciosa Felina em gatos e algo chamado Coronavírus Canino Pantrópico pode infectar cães e gatos, de acordo com um estudo de 2011.

Gatos podem pegar SARS, mas nenhum dos gatos infectados desenvolveu sintomas, de acordo com o estudo. O Coronavírus felino geralmente é assintomático, mas pode causar diarréia leve. A peritonite infecciosa felina, ou FIP, pode causar sintomas semelhantes aos da gripe em um gato, mas também pode ser mais grave para gatos e causar falência de órgãos, mas não é contagiosa e não se espalha de animal para animal ou de pessoa para pessoa.

O Coronavírus Canino Pantrópico que pode afetar gatos e cães pode ser fatal para os cães, mostram estudos.

Esses vírus específicos de cães e gatos não parecem se espalhar para os seres humanos."

Fonte: CNN Health

"O Coronavírus é uma cepa nova de origem animal da mesma família da SARS proveniente da Índia, que tivemos em 2012.

Através de sua mutação passou a causar infecção em homens, na localidade de Wuhan na China.

O risco de disseminação dessa doença em outros países é baixo, só existe transição sustentada do vírus na China, apenas em algumas regiões próximas a cidade de Wuhan.

Há uma tentativa de bloqueio de transmissão na China, para diminuir o risco de expansão e disseminação.

O risco no Brasil é pequeno e nesse momento a recomendação é de diminuir o risco de infecções respiratórias; quem está doente, com tosse ou resfriado, evitar contato com outras pessoas, utilizar lenço de papel ao espirrar, fazer higiene frequente das mãos com álcool gel, e em momentos de surto, evitar aglomerações", comenta o infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Dr. Alberto Chebabo.

Texto reproduzido do site: sergiofranco.com.br