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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

CORPO NA GELADEIRA > Perícia revela traumatismo craniano... *

Celso Adão Portela, que teria 80 anos em 2023 
 Foto: Arquivo pessoal

Legenda da foto: Geladeira onde corpo foi encontrado em Aracaju — (Crédito da foto Reprodução/Jairo Júnior)

Publicação compartilhada do site G1 GLOBO SE, de 18 de dezembro de 2023

Perícia revela que advogado gaúcho encontrado morto em geladeira em Aracaju foi vítima de traumatismo craniano há sete anos *

O corpo foi descoberto durante uma ordem de despejo de um apartamento na Zona Sul da capital. A companheira de Celso foi indiciada por ocultação de cadáver e maus-tratos contra a filha de quatro anos.

Por Jéssica França, g1 SE

O advogado e jornalista gaúcho Celso Adão Portella morreu há cerca de sete anos e foi vítima de traumatismo craniano causado por queda da própria altura. As informações foram confirmadas pela Secretaria de Segurança Pública em coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (18). O corpo do idoso, que atualmente teria 80 anos, foi encontrado dentro de uma mala em uma geladeira de um apartamento durante uma ordem de despejo, no dia 20 de setembro deste ano. A companheira dele, uma técnica de enfermagem, de 37 anos, foi indiciada por ocultação de cadáver e maus-tratos contra a filha dela.

"Foi evidenciada uma fissura na parte frontal do crânio, isso indica que ele teve, antes da morte, um traumatismo craniano, decorrente de uma possível queda, visto que a fissura era diminuta, não podia ter sido causada por nenhum instrumento contundente, nenhuma ação contusa", disse o perito e diretor do Instituto Médico Legal de Sergipe, Victor Barros.

Ainda segundo o diretor, a perícia não determinou se houve ou não homicídio. "A perícia não é capaz de informar se essa queda foi espontânea, ou seja, se ele escorregou e caiu, ou se ele foi empurrado. Vale ressaltar que ele era uma pessoa com mobilidade reduzida, visto que já possuía uma enfermidade no joelho, fato que gerou o implante de uma prótese. Possuía também diagnóstico de doença de Parkinson, o que também contribui para a perda de mobilidade".

Segundo a perícia, o idoso caiu, bateu a cabeça, e entrou em um chamado 'intervalo lúcido'. "É o tempo em que o sangue começa a se acumular na caixa craniana. Quando chega no momento em que o sangue já é vultoso, ele gera um processo intracerebral, que gera o coma, e em seguida, a morte", explicou Barros.

Não foi encontrado vestígio de formol no corpo e a polícia acredita que o que contribuiu para a contribuiu para a conservação do corpo foi a temperatura da geladeira, além da mala fechada. Para o diretor do IML, o trabalho pericial desenvolvido em torno do caso foi um dos mais complexos em Sergipe.

Quem era a vítima?

De acordo com a família, Celso Adão Portella era natural de Ijuí, no Norte do Rio Grande do Sul, mas construiu a vida em Porto Alegre (RS). Radialista e advogado, ele deixou o estado em 2001, quando a mãe morreu, foi para o Espírito Santo e familiares perderam contato. Celso é um de 12 irmãos e deixou quatro filhos no estado.

Ele veio para Sergipe a convite da Universidade Tiradentes, onde trabalhou de 2005 a 2008 como professor e coordenador do curso de direito do campus de Propriá (SE). Segundo a Polícia Civil, ele recebeu aposentadoria até 2019 pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Um histórico de movimentação bancária foi solicitado pela polícia.

No dia 23 de outubro, o corpo foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe e levado para o Rio Grande do Sul, onde foi sepultado.

A suspeita

A companheira de Celso, um técnica de enfermagem, de 37 anos, foi presa por ocultação de cadáver e maus-tratos contra a filha dela, de quatro anos, que residia no imóvel onde o corpo foi encontrado. Além do corpo no local, o apartamento estava sujo, com lixo entulhado e objetos espalhados. Para a polícia, a situação era insalubre para a criança, que está em acompanhamento do Conselho Tutelar e foi encaminhada para a família materna.

Em depoimento à Polícia Civil, ela informou que a vítima teria morrido em 2016, mas negou ter cometido o homicídio. A mulher disse que saiu para trabalhar e, quando voltou para casa, encontrou o homem, com quem tinha um relacionamento amoroso desde 2008, morto. Por medo do que iriam pensar dela, escondeu o corpo na mala e colocou na geladeira.

Segundo a defesa, ela está internada no Hospital de Custódia e deve passar por nova avaliação em janeiro de 2024.

Como o corpo foi encontrado?

Na manhã do dia 20 de setembro, a Polícia Militar foi até o apartamento, no Bairro Suíssa, na Zona Sul de Aracaju, para dar suporte ao cumprimento da ordem de despejo por falta de pagamento do aluguel.

Em um quarto do imóvel encontrou a mulher ferida, e, na sala, a filha dela. Ambas foram atendidas por uma equipe do Serviço Móvel de Urgência (Samu), que constatou que a mulher teria tentado tirar a própria vida. A criança não estava ferida.

À tarde, um oficial de Justiça que estava atuando na ação, e um homem contratado para fazer a retirada dos móveis do local, encontraram o corpo dentro da geladeira, que estava amarrada por cordas. O corpo estava em avançado estágio de decomposição, em posição fetal.

Por causa dessa constatação, a mulher foi presa e levada a prestar depoimento na delegacia. Após avaliação psiquiátrica, foi internada.

No dia 28 de setembro, a polícia confirmou que o corpo era de Celso Adão Portella. A identificação foi possível através de informações de prontuários clínicos e hospitalares de Celso, de uma prótese que a vítima possuía e documentos encontrados no apartamento, além de depoimentos prestados por três filhos dele.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo com/se

domingo, 24 de setembro de 2023

sábado, 23 de setembro de 2023

CASO CORPO NA GELADEIRA > Técnica enfermagem escondia corpo...

Corpo é encontrado dentro de geladeira em apartamento... 
 
...com acumulo de objetos e muita sujeira.

Publicado originalmente no site G1 GLOBO SE, em 21 de setembro de 2023  

Técnica de enfermagem que escondia corpo em geladeira em Aracaju tem prisão preventiva decretada

O cadáver foi descoberto por oficiais de justiça durante uma ação de despejo.

Por g1 SE

Após passar por uma audiência de custódia no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, a técnica de enfermagem, de 37 anos, que confessou ter escondido um corpo dentro da geladeira em um apartamento teve a prisão preventiva decretada. A informação foi confirmada pelo delegado Tarcísio Tenório, que investiga o caso.

Por determinação judicial, a suspeita foi encaminhada para uma avaliação psiquiátrica no Hospital São José, na capital, e em seguida levada para o Hospital de Custódia.

“Ela passou por uma prévia avaliação aqui no hospital São José, daqui foi relatado que ela precisaria passar por um internamento. Nesse internamento ela vai ter uma avaliação diária, ela vai tomar as medicações e ela vai fazer todo o tratamento. E aí, dentro desse tratamento, das avaliações diárias com psicólogo com psiquiatra, para depois sair um laudo final da situação dela”, disse a advogada Katiuscia Barbosa.

Mais cedo, a delegada Roberta Fortes informou que a mulher confessou que havia guardado o corpo dentro da geladeira. “Ela fala que não matou a vítima e que teria saído para trabalhar e encontrado o homem morto. Por medo, ela guardou o corpo na geladeira”, disse.

A identidade da vítima está sendo apurada. “Nós tivemos informações de quem poderia ser a vítima. A presa confessou quem seria a pessoa e que teria tido um relacionamento amoroso com ele, mas ainda vão ser feitos exames periciais para comprovar se é a real identidade”, acrescentou a delegada.

O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição dentro de uma mala na geladeira de um apartamento do Bairro Suíssa, na Zona Sul de Aracaju, nessa quarta-feira (20), durante uma ação de despejo contra a suspeita que ocupava o imóvel juntamente com a filha de quatro anos.

Quando oficiais de justiça chegaram ao apartamento para cumprir a ordem de despejo, a porta foi arrombada e a mulher foi encontrada em um dos cômodos, desacordada e sangrando. A informação é que a ela teria atentado contra a própria vida após saber que seria despejada.

A criança, que não estava ferida, foi encontrada sentada em um sofá, assistindo a um vídeo em um celular. Ela foi retirada do apartamento pelo Conselho Tutelar e entregue a família.

Lixo e entulhos pelo apartamento

Além da ocultação de cadáver ela está sendo acusada de maus-tratos contra a criança porque o apartamento estava em situação de insalubridade. O imóvel estava muito sujo e com objetos espalhados. Segundo um vizinho da suspeita, ela morava no local há cerca de 12 anos e não costumava receber visitas, mas também não levantava suspeitas.

A delegada Roberta Fortes disse que outros vizinhos informaram que o apartamento tinha odor de lixo, mas o mau cheiro do corpo não era sentido.

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G1 SE. - 21/09/2023

"Ela não recebia ninguém no apartamento', diz vizinho de mulher que mantinha corpo dentro de geladeira em Aracaju

O cadáver foi descoberto por oficiais de justiça durante uma ação de despejo. A mulher foi ouvida e está presa por suspeita de ocultação de cadáver.

Por g1 SE

Corpo é encontrado dentro de geladeira em apartamento com acumulo de objetos e muita sujeira

Um vizinho da técnica de enfermagem de 37 anos, que foi presa por manter um corpo dentro de uma geladeira em um apartamento no Bairro Suíssa, na Zona Sul de Aracaju, contou ao g1, contou que ela morava no local há 12 anos e que era uma pessoa reservada. O corpo, em avançado estado de decomposição, foi descoberto por oficiais de justiça durante uma ação de despejo. Ela morava no local com a filha de quatro anos, que foi encaminhada para outros familiares.

“Ela não recebia ninguém no apartamento. Tinha uma parente que vinha há muito tempo, depois nunca mais a vi”, disse o homem, que não será identificado.

Ele disse ainda que, nessa quarta-feira (20), dia em que o corpo foi encontrado, chegou a conversar rapidamente com a mulher, que havia saído de casa para comprar pão. “Eu sempre falava com ela, nunca desconfiei de nada”, contou.

Para o vizinho, tudo parecia normal até que o corpo foi encontrado por oficiais de justiça. “Pela manhã quando eu a vi saindo na ambulância do Samu, eu até chorei porque fiquei com pena. Soube que ela estava sendo despejada, mas a tarde tive a surpresa: encontraram um corpo dentro da casa dela e soube que ela tinha atentado contra a própria vida”, disse, apavorado.

Também de acordo com o vizinho, a filha da mulher costumava brincar no prédio e na casa de uma outra vizinha. “Eu acredito que ela nem desconfiava que havia um corpo ali dentro de casa. Estamos todos muito assustados”, lamentou.

Segundo a Polícia Civil, após receber atendimento médico, a suspeita foi ouvida por uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e está presa por suspeita de ocultação de cadáver e maus tratos à criança. Até o fechamento dessa matéria o corpo encontrado na geladeira do imóvel ainda não havia sido identificado.

A criança está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar, que informou ao g1 que nunca recebeu nenhuma denúncia sobre a situação de insalubridade em que a criança vivia no apartamento.

Corpo é encontrado dentro de mala em apartamento de Aracaju

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G1 SE. - 22/09/2023 

Corpo de homem encontrado dentro de geladeira em SE é de advogado e jornalista do RS, diz família

Celso Adão Portella teria, hoje, 80 anos. Trabalhou em Porto Alegre entre as décadas de 70 e 80, tendo passagens pelas rádios Farroupilha e Gaúcha.

Por João Pedro Lamas, g1 RS

O corpo encontrado dentro de uma geladeira de um apartamento em Sergipe, na última quarta-feira (20), é de um advogado e jornalista gaúcho. A família de Celso Adão Portella, que teria hoje 80 anos, aguarda contato da Polícia Civil para ir ao Nordeste do país buscar o corpo e fazer o sepultamento. Ele deixa quatro filhos. A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) divulgou uma nota de pesar lamentando a morte de Portella (leia abaixo).

O irmão de Celso, Paulo Portella, conta que ele é natural de Ijuí, no Norte do estado, mas construiu a vida em Porto Alegre, tendo se formado em direito e jornalismo.

"Fez toda a vida na Capital. Atuou entre as décadas de 1970 e 1980 nas rádios Farroupilha e Gaúcha. Como advogado, teve um escritório em Porto Alegre. Atualmente, estava aposentado", lembra Paulo.

Ele diz que Celso deixou o estado em 2001, quando a mãe deles morreu. Ele foi para o Espírito Santo e, depois, os irmãos perderam contato.

"Eu sequer sabia que ele estava em Aracaju. Somos em 12 irmãos, e alguns acabaram se distanciando. Mesmo assim, a notícia foi um choque. Ele sempre foi um irmão muito bom, uma pessoa muito boa", diz Paulo.

O caso

Uma mulher de 37 anos, técnica de enfermagem, está presa preventivamente desde quinta-feira (21) e é investigada por envolvimento na morte de Celso.

O caso foi descoberto por um oficial de justiça na quarta-feira após o cumprimento de uma ordem de despejo no apartamento onde ela vivia, no bairro Suíssa, em Aracaju. No imóvel, que estava em estado insalubre, residia também a filha dela, uma criança de 4 anos.

A mulher foi detida e ficou sob custódia. O corpo do homem foi encontrado depois, em avançado estado de decomposição, dentro de uma mala que estava em uma geladeira.

A mulher disse, em depoimento à Polícia Civil, que os dois tiveram um relacionamento amoroso. Contou que um dia, em 2016, voltou para casa do trabalho e encontrou o companheiro morto. Por medo, guardou o corpo na geladeira.

Essa mulher é suspeita de ocultação de cadáver e de maus-tratos contra a filha por conta de ter submetido ela a uma situação como essa. A menina foi acolhida pelo Conselho Tutelar. A mulher foi encaminhada para uma avaliação psiquiátrica no Hospital São José, em Aracaju, e, agora, está no Hospital de Custódia.

A causa da morte do companheiro é investigada e deve ser constatada pelo exame que é feito pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). Se houver indícios de morte por causa violenta, a mulher pode ser responsabilizada.

Nota da ARI

"Nota de pesar

Na semana do dia do radialista, uma notícia choca a imprensa gaúcha e brasileira, com a identificação do corpo do jornalista e radialista, Celso Adão Portella. O seu corpo foi localizado na quarta-feira (20), em um apartamento localizado no Bairro Suíssa, em Aracaju, no Sergipe. A descoberta foi feita por um oficial de justiça, e por um homem contratado para fazer a retirada dos móveis do local, durante o cumprimento de uma ordem de despejo.

A Associação Riograndense de Imprensa (ARI), lamenta com profundo pesar esse fato, que toma características macabras, uma vez que Portella estaria morto desde 2016. A direção e Conselho Deliberativo da ARI se solidarizam com os familiares de Portella, ao mesmo tempo que pede celeridade na investigação, e a pronta responsabilização dos responsáveis pelos crimes".

Textos e imagens reproduzidos do site: g1 globo com/se