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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

CASO DA TRANS LAYSA > Acusado é condenado a 12 anos de prisão


Laysa Fortuna foi esfaqueada no peito, sofreu parada cardíaca e faleceu no Huse
Foto: Divulgação

Texto publicado originalmente no site SE NOTÍCIAS, em 12 de novembro de 2019

Acusado de matar transexual é condenado a 12 anos de prisão

Por Cassia Santana

Acusado pelo assassinato da transexual Laysa Fortuna, crime que ocorreu em outubro do ano passado em Aracaju, Alex da Silva Cardoso foi condenado a 12 anos de prisão em júri popular ocorrido na manhã desta terça-feira, 12, no Fórum Gumersindo Bessa, na capital sergipana. A vítima foi atingida por golpes de arma branca na noite do dia 18 de outubro do ano passado no centro de Aracaju e nesta terça-feira, o réu foi submetido a júri popular.O juiz Alício de Oliveira Rocha Júnior, presidente do 1° Tribunal do Júri, publicou a sentença ao meio-dia, após o corpo de jurados opinar pela condenação do acusado. O advogado Ermelino Costa Cerqueira, que atuou na defesa do réu, não concorda com o resultado do julgamento e já ingressou com apelação criminal no juízo da 5° Vara Criminal, por onde tramitou a ação penal.

Na sentença, o juiz Alício Júnior não concedeu ao réu o direito de aguardar a apelação criminal em liberdade, entendendo que o crime foi praticado com violência e grave ameaça. O réu foi preso dois dias após o crime, no dia 20 de outubro, mediante mandado de prisão preventiva expedido pela justiça por solicitação do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP). O juiz entendeu que o fato do réu ter ficado preso por um período de um ano e 23 dias não seria suficiente para o réu abandonar o regime fechado e o manteve preso.

ExpectativaO julgamento começou com a composição do corpo de jurados. A presidente da Associação Unidas de Luta pela Cidadania, Jéssica Taylor, foi a primeira testemunha a ser ouvida durante a sessão do júri, que ocorreu no auditório da 6ª Vara Criminal no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. “A torcida de todas as trans [transexuais] é que ele seja condenado”, disse, logo após o depoimento. “Esse caso não pode ficar impune, que sirva de exemplo. É um momento para que a sociedade reflita e que justiça seja feita. Ninguém pode tirar a vida de uma pessoa só porque ela é transexual”, comentou, após o depoimento.

No depoimento, Jéssica Taylou informou que, antes do crime, ela própria teria sido abordada por Alex Cardoso, que costumava ficar na praça e ‘perturbar’ as transexuais, ameaçando-as de morte, inclusive. Além de xingá-las, conforme Jéssica Taylor, o acusado também jogava pedras nas transexuais, profissionais do sexo, que costumam rondar o centro da cidade à noite em busca de clientes.

Jéssica Taylor informou que na noite do crime estava distribuindo preservativos no centro comercial, um trabalho rotineiro do grupo da Associação Unidas, e que Alex Cardoso chegou a abordá-la, exibindo uma faca. “Fiquei muito assustada, minha sorte é que apareceu um homem, que foi meu anjo da guarda, e disse: ‘o que você quer com ela, rapaz?’ e ele então saiu”, contou a ativista.

No depoimento, ela ressaltou que momentos depois dessa abordagem foi informada sobre o crime através de um homem, que teria se aproximado dela, em um veículo, determinando que ela entrasse no carro porque tinha acontecido algo ruim como uma das colegas dela, em local bem próximo onde Jéssica se encontrava distribuindo preservativos. “Entrei no carro e lá [na rua] já me deparei com ela desesperada, ferida”, contou.

Naquela noite, Alex Cardoso chegou a ser localizado e conduzido a uma Delegacia de Polícia Civil, mas foi liberado. Posteriormente, o caso começou a ser investigado pelo DAGV e o acusado acabou preso por determinação judicial.

Texto reproduzido do site: senoticias.com.br


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Publicado originalmente no site A8 SERGIPE, em 22 de outubro de 2018 

Família da trans Laysa denuncia negligência no atendimento do Huse

Redação Portal A8

A equipe do Balanço Geral Manhã acompanhou toda revolta  e dor de familiares e amigos da Trans Laysa Fortuna, assassinada na última sexta-feira, 19. Durante velório, a mãe de Laysa, Rosângela dos Santos, clamou que a violência contra trans termine. "Eu queria que acabasse com essa violência, que as pessoas aceitassem da maneira que eles são, não só o meu, mas os outros também. São seres humanos e filhos de Deus da mesma forma, essa violência contra eles precisa acabar", disse.

Dona Rosângela denunciou ainda uma suposta negligência médica durante o atendimento no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). "Deixaram meu filho se acabar em cima de uma cama, ele morreu nos braços da minha irmã, agonizando e o hospital não fez nada. Meu filho deu entrada às 23h e morreu  por volta das 14h30min  do outro dia, por falta de atendimento médico", contou.

Segundo a amiga Bruna Bianque , que estava  com Laysa no momento do crime, houve negligência no hospital." Eu presenciei tudo, do momento que ele deu a facada até a hora do hospital. Houve negligência por parte do Huse, eles não quiseram acreditar que minha amiga estava morrendo, ela dizia para mim que estava morrendo, mas eles pensavam que por causa do ferimento pequeno ela estava bêbada, quiseram dar glicose, mas ela não tinha ingerido uma gota de álcool.  Laysa foi morrendo aos poucos, por causa que os médicos não fizeram cirurgia, se tivesse operado logo, ela estaria viva, mas não fizeram nada. Naquele lugar somos tratados como lixo'', lamentou.

A assessoria do Huse foi procurada pela produção do Balanço Geral Manhã e ficou de enviar uma nota a respeito da denúncia.

Relembre o caso

Na noite de quinta-feira (18), a transexual Laysa Fortuna, de 25 anos, foi agredida e atingida com uma facada no tórax. O crime aconteceu no centro de Aracaju, por volta das 22h, segundo a amiga e presidente da Associação das Travestis Unidas na Luta pela Cidadania, Jéssica Tylor, elas estavam no centro da cidade quando o agressor teria passado fazendo ameaças, com conotação política, e em seguida acertou a faca no peito de Laysa.

O caso foi registrado na delegacia do conjunto Augusto Franco, ainda durante a noite, e o agressor foi preso, mas liberado em seguida, por que, segundo a presidente da associação, o delegado constou lesão corporal leve.

Após a morte de Laysa o suspeito foi preso novamente

O homem acusado de matar a trans Laysa Fortuna foi preso na manhã do último sábado (20), ele foi identificado como, de 33 anos, como Alex Cardoso da Silva, natural de Alagoas. Segundo a delegada responsável pelo caso Meire Mansuet, informou ao portal A8SE que ele foi preso pela polícia militar na praça Fausto Cardoso, no centro de Aracaju.

O suspeito é morador de rua e trabalhava como flanelinha do centro da capital. O mandado de prisão foi solicitado pela delegada responsável pelo inquérito e expedido pela justiça, por volta das 15h desta sexta-feira (19). Ele foi encaminhado para a 4ª Delegacia Metropolitana e será encaminhado para o sistema prisional de Sergipe.

Fonte: Redação Portal A8

Texto e imagem reproduzidos do site: a8se.com/sergipe

sábado, 20 de outubro de 2018

CRIME EM ARACAJU - Transexual esfaqueada no Centro morre no Huse

Frase ‘Laysa, presente’ foi repetida por diversas vezes em coro (Foto: Portal Infonet)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 20 out, 2018 18:20

Corpo de Laysa Fortuna é sepultado sob protestos contra transfobia

O corpo da transexual Laysa Fortuna foi sepultado na presença de amigos e familiares na tarde deste sábado, 20, no Cemitério São João Batista, em Aracaju. Ela morreu na última sexta-feira no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde se recuperava da facada que levou de Alex da Silva Cardoso no dia anterior. Alex já está preso e será indiciado por homicídio. Nesta tarde, os amigos da vítima ecoaram gritos contra a transfobia e LGBTfobia no cemitério – assim como a frase ‘Laysa, presente!’.

Geovana: ela queria ver as pessoas felizes e livres

Geovana, transexual e amiga de Laysa, diz que guardará boas lembranças dos anos de convivência com a amiga. “Laysa era alegria. Era uma mulher guerreira e transmitia isso. Queria que as pessoas fossem livres, felizes e respeitadas”, pausou. Ela sempre enfrentou os casos de violência que via nas ruas. Ela sempre foi muito ativa. Ela lutava por todo mundo”, conta o amigo e homem trans, Daniel Lima. “A mensagem que fica é que nós estamos aqui. Vamos continuar aqui, resistindo por Laysa e tantas outras”, concluiu Geovana.

O assassinato de Laysa endossa uma grave estatística no Brasil, segundo apontam os dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). No levantamento da entidade, já são 131 mortes entre travestis, mulheres transexuais e homens trans no País somente em 2018. “Apenas 20% dos culpados foram presos. Lutamos diariamente para que essas pessoas não virem estatísticas. A Justiça vai muito além da prisão dos culpados”, afirmou transexual Geovana.

Marcelo: precisamos de políticas sérias de combate a LGBTfobia

“É preciso que a sociedade faça uma grande reflexão. Acima de qualquer coisa, é um atentado a vida de um ser humano. Mas as pessoas precisam compreender que a LGBTfobia existe. Todo ódio, todo preconceito, estão mais próximos do que imaginamos. São precisas políticas eficazes no combate a transfobia, ao preconceito, e da própria aceitação. 90% das pessoas trans estão na prostituição porque não têm alternativas”, alertou Marcelo Lima, representante da Adhones/LGBTI e assessor da diretoria de Direitos Humanos da Semfas.

Após todos os protestos e uma oração, o corpo de Laysa Fortuna foi enterrado sob aplausos e muita emoção dos presentes.

Por Ícaro Novaes

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br


Publicado originalmente no site da FAN F1, em 20/10/2018

Corpo de Laysa Fortuna é velado na Zona Norte de Aracaju (SE)

Por Leonardo Barreto

O corpo da transexual, Laysa Fortuna, de 26 anos está sendo velado na casa da família no bairro Porto Dantas na Zona Norte de Aracaju (SE). Laysa morava sozinha em uma casa próximo a família e segundo a tia, Roseane Calixto, ela tinha uma ótima relação com todos os familiares. “Era sempre alegre, todo mundo gostava muito dela”, contou.

A tia a ainda relatou sobre a relação entre Laysa e sua avó materna. “Ela amava muito minha mãe. Pouco antes de morrer, ela pediu que eu cuidasse da avó dela”, lamentou.

O sepultamento do corpo de Laysa está marcado para às 15h no Cemitério São João Batista em Aracaju (SE).

Laysa morreu no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) na tarde dessa sexta-feira, 19, depois de ter sido esfaqueada por um homem, identificado como Alex Silva Cardoso, de 33 anos, no cruzamento das ruas Itabaiana e Estância, no Centro de Aracaju (SE). O caso foi registrado na noite da quinta-feira, 18.

O agressor já foi preso.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

Alex Silva foi preso na Praça Fausto Cardoso (Foto: SSP/SE)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 20 out, 2018 

Homem que assassinou transexual é preso na Praça Fausto Cardoso

O homem acusado assassinar transexual Laysa Fortuna foi preso na manhã deste sábado, 20, por policiais do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) na Praça Fausto Cardoso. Alex Silva Cardoso, que é morador de rua, foi encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana.

De acordo com a delegada Meire Mansuet, que responsável pelas investigações, Alex costuma dormir na calçada de uma agência bancária da Caixa Econômica, da avenida Barão de Maruim, nas proximidades do local onde transexuais fazem ponto. As investigações, conforme a delegada, apontaram que ele costumava circular pela região, praticando crime de ódio e intolerância e insultando as transexuais.

A delegada Meire Mansuet confirma que as ofensas e discursos de ódio deram origem ao desentendimento que culminou com a morte de Laysa Fortuna. “Ele sempre fazia provocações. Até que Laysa Fortuna revidou, eles entraram em luta corporal e Alex desferiu o golpe faca”, explica.

Alex da Silva Cardoso será indiciado por homicídio. O inquérito foi concluído e será encaminhado à Justiça nesta segunda-feira, 22. O acusado ficará detido na 4ª Delegacia Metropolitana, até que a Justiça defina para qual presídio ele será encaminhado.

Relembre o caso

Laysa Fortuna foi atacada na noite desta quinta-feira, 18, no Centro de Aracaju, por um homem identificado como Alex Silva Cardoso, que é morador de rua. O desentendimento começou após o suspeito passar pelo local, manifestando discurso de ódio contra as transexuais.

Laysa foi encaminhado ao Hospital Nestor Piva e logo depois para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas não resistiu ao ferimento e veio a óbito na tarde desta sexta-feira, 19.

O homem foi preso em flagrante, mas o delegado plantonista confeccionou um Termo de Ocorrência Circunstanciado, considerando o crime como ameaça, com lesão corporal de natureza leve. Com isso, o suspeito obteve o direito de ser solto e responder em liberdade.

O caso foi encaminhado ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e nesta sexta-feira, 19, a pedido da delegada Meire Mansuet, o Poder Judiciário expediu o mandado de prisão contra Alex Silva.

por Verlane Estácio

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Bianca Medeiros (à esquerda) abraça uma amiga de Laysa Fortuna
Foto: Portal Infonet

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 19 out, 2018 

Amigos lamentam morte da transexual Laysa Fortuna

Amigos e familiares se encontraram na frente do Instituto Médico Legal (IML), no bairro São José, para lamentar a morte da transexual Laysa Fortuna, enquanto esperavam a liberação do corpo para o velório.

“Estamos aqui para prestar solidariedade”, diz a professora e a ativista LGBT, Adriana Lohana, que recebeu a notícia da morte de Laysa com muita tristeza. Para ela, acontecimentos como esse só reforçam a onda violenta de preconceito que os transexuais sofrem no Brasil.

Para a melhor amiga de Laysa, Bruna Medeiros, será difícil imaginar viver sem a convivência de Laysa. “Está sendo muito difícil pra mim saber que a minha amiga foi embora”, conta. Ainda de acordo ela, que estava com Laysa no momento do crime, a cena que ela presenciou será difícil de esquecer. “A polícia conseguiu pegar ele [o agressor] enquanto minha amiga chorava no chão e nos meus braços”, relembra.

O corpo de Laysa será velado na residência da mãe da jovem no bairro Porto Dantas.

Por João Paulo Schneider e Aisla Vasconcelos

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Foto: Rede Social - Reproduzida do site: f5news.com.br

Texto publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 19 out, 2018

Transexual esfaqueada no Centro morre no Huse

Laysa Fortuna sofreu uma parada cardíaca e faleceu no Huse (Foto: Linda Brasil)

Polícia Civil está em busca de Alex da Silva Cardoso, acusado de esfaquear Laysa Fortuna (Foto: Grupo Sergipe Notícias)
A transexual Laysa Fortuna, que estava internada no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), depois de ter sido esfaqueada por um homem no Centro de Aracaju, sofreu uma parada cardíaca e faleceu na tarde desta sexta-feira, 19

A assessoria de comunicação do Huse explicou que Laysa passou por uma drenagem torácica, mas sofreu uma parada cardíaca. A equipe médica tentou reanimá-la, mas Laysa não resistiu e veio a óbito. De acordo com o Huse, o corpo de Laysa será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que comprovará a causa da morte.

O homem acusado de esfaquear a transexual foi identificado como Alex da Silva Cardoso, que é morador de rua. Ele foi preso em flagrante, mas obteve o direito de responder ao processo judicial em liberdade e foi solto.

A delegada Meire Mansuet informou que o Poder Judiciário decretou na tarde desta sexta-feira, 19, a prisão do acusado e que as equipes da Polícia Civil estão em diligência para localizá-lo.

Laysa Fortuna foi atacada na noite desta quinta-feira, 18, no Centro de Aracaju. A informação da ativista Linda Brasil é de que há dois dias, o agressor teria travado uma discussão com várias transexuais, manifestando um discurso de ódio e citando o nome de Jair Bolsonaro. Linda Brasil relatou que o homem retornou armado com faca e atacou Laysa Fortuna, que reagiu e foi atingida no tórax.

O homem foi preso em flagrante, mas o delegado plantonista confeccionou um Termo de Ocorrência Circunstanciado, considerando o crime como ameaça, com lesão corporal de natureza leve. Com isso, o suspeito obteve o direito de ser solto e responder em liberdade.

O caso foi encaminhado ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e a delegada Meire Mansuet, entendendo que houve uma tentativa de homicídio, pediu ao Poder Judiciário que decretasse a prisão do acusado. A mandado de prisão foi expedido e a Polícia Civil está a procura do suspeito.

por Verlane Estácio

Texto reproduzido do site: infonet.com.br



Publicado originalmente no site FAN f1, em 19/10/2018

Instituto de Direito de Família lança nota de apoio à trans agredida

Por Célia Silva

O Instituto Brasileiro de Direito de Família de Sergipe (IBDFAM/SE) e a Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero lançaram nota de apoio à transexual Laysa Fortuna, de 25 anos, que foi esfaqueada na região do tórax, no Centro de Aracaju (SE) na noite dessa quinta-feira, 18.

A nota emitida diz que a violência transfóbica é um crime de ódio e que deve ser repudiada.

Leia a nota na íntegra:

“NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Instituto Brasileiro de Direito de Família de Sergipe (IBDFAM/SE) e a Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero manifestam solidariedade, apoio e assistência à Laysa, mulher trans brutalmente agredida e mais uma vítima de transfobia na noite de 18 de outubro de 2018. A violência transfóbica é um crime de ódio contra a humanidade e deve ser repudiada e responsabilizada como tal.

Acácia Gardênia Santos Lelis
Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família de Sergipe

Daniela de Andrade Souza

Presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero do IBDFAM/SE”

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

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Imagem reproduzida do site: f5news.com.br

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Mulher transexual morre após ser esfaqueada no Centro

Publicado originalmente no site do Jornal do Dia, em 20/10/2018

A cabeleireira transexual Laysa Fortuna, 25 anos, morreu após ser esfaqueada em um ataque ocorrido às 22h desta quinta-feira, na esquina entre as ruas Estância e Itabaiana, centro da capital. O crime aconteceu depois que um homem armado fez uma série de provocações a um grupo de travestis que faziam ponto no local, ofendendo-as com palavrões e chegando a exibir o órgão genital para elas. Segundo testemunhas, uma primeira travesti foi atacada pelo agressor, mas Laysa tentou defende-la e acabou ferida na altura do tórax, próximo ao pescoço. As outras transexuais cercaram o homem e conseguiram dominá-lo até a chegada de soldados que estavam de plantão no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG).

Laysa foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A princípio, a informação dos médicos é de que o ferimento, apesar de profundo, não teria causado danos graves e poderia ser revertido com um procedimento que estabilizou o quadro de saúde da vítima. No entanto, o estado de saúde se agravou ao longo do dia de ontem e um dreno precisou ser implantado para tentar conter o sangramento pulmonar da paciente. Em meio a um procedimento de emergência, a transexual não resistiu e teve sua morte confirmada às 15h30.

O desdobramento mudou a forma como o crime está sendo investigado pela polícia. O ataque à Laysa foi levado à Delegacia Plantonista Sul e registrado inicialmente como "ameaça seguida de lesão corporal leve", crime no qual o autor do ataque, Alex da Silva Cardoso, foi autuado e liberado na manhã de ontem, após assinar um termo circunstanciado. "Na Delegacia, a guarnição e testemunhas foram ouvidas, bem como mantido contato com o Huse, que informou que o estado de saúde da vítima era estável e havia sido realizado um procedimento de assistência local, sem intercorrência. Em virtude do que foi levantado, (...) foi confeccionado um Termo de Ocorrência Circunstanciado e o acusado responderá em liberdade, como prevê a lei", justificou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em nota divulgada durante a manhã de ontem.

Com a confirmação da morte de Laysa, a Polícia Civil reavaliou o caso, cujo procedimento já tinha sido remetido ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). A delegada Meire Mansuet, responsável pela unidade que apura crimes relacionados à homofobia, ouviu novas testemunhas e indiciou Alex Cardoso pelo crime de homicídio doloso qualificado e pediu a prisão preventiva dele. A ordem foi concedida pela Justiça e, até o fechamento desta edição, duas equipes de captura do DAGV e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) faziam buscas para prendê-lo, junto com equipes de unidades da Polícia Militar.

No começo da noite, Mansuet confirmou ao JORNAL DO DIA que o crime foi motivado por transfobia, que é a discriminação contra travestis e transexuais, e que o acusado já tinha uma conduta agressiva em relação à presença das vítimas na região onde ele vive como guardador de carros. "As testemunhas relataram que, já há alguns dias atrás, o autor já provocava tanto a vítima como outras meninas trans que ficam ali pelo Centro. Ele sempre perseguia, importunava e, por ser provavelmente portador de algum distúrbio, ou usuário de drogas, ele tinha essa conduta ofensiva. A motivação foi mesmo a homofobia, a discriminação, a intolerância. Foi um crime lastimável", disse a delegada.

O crime causou revolta entre familiares, amigas e ativistas que apoiam a causa dos direitos dos homossexuais. Eles lamentaram a liberação do autor do crime e criticaram a onda de discriminação e violência contra a população LGBT. O protesto também se estendeu às redes sociais, onde foi divulgada uma das últimas gravações em vídeo feitas por Laysa. Nela, a transexual rebatia um comentário que criticava a afirmação de que "ser gay é uma doença". "Eu acho que doentes são as pessoas que usam o preconceito como arma para se defender. São pessoas que não têm coragem de expor o que realmente são ou querem para suas vidas. E a arma que eles usam é atacando as pessoas que dão a cara a tapa, que têm coragem de perder o amor de pais, mães, irmãos e amigos. Doentes são os homofóbicos", desabafou Laysa, na gravação.

O corpo da vítima foi liberado ontem à noite pelo Instituto Médico-Legal (IML) e está sendo velado na casa da família, no bairro Porto Dantas (zona norte).

Texto reproduzido do site: jornaldodiase.com.br



Publicado originalmente no site FAN F1, em 19/10/2018

Trans é esfaqueada no Centro de Aracaju (SE)

Por Redação FAN F1

Uma transexual identificada como Laysa Fortuna, de 25 anos foi esfaqueada na região do tórax. O caso foi registrado no Centro de Aracaju (SE) na noite dessa quinta-feira, 18, e segundo uma amiga da vítima, o ato teria sido praticado por um apoiador do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). O homem foi preso e encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana, no Conjunto Augusto Franco, zona Sul da capital.

A ativista Linda Brasil socorreu a vítima e disse que o agressor costuma ameaçar outras trans, que trabalham no centro da capital sergipana. Ela teme que ele possa ser solto hoje e voltar  a cometer outros crimes. “Estou em pânico porque fui informada, pelo delegado que o caso foi classificado como lesão corporal e que o agressor deve ser liberado hoje. Como uma pessoa que estava rodando no Centro à noite toda com uma faca na mão dizendo que se Bolsonaro ganhar todas nós seremos mortas, pode ser solto assim?”, questionou Linda Brasil que atua em defesa da comunidade LGBTQ+.

Para ela, o caso deve ser classificado como tentativa de homicídio. “Ele não pode ser solto e ficar impune. Eu quero justiça”, apelou.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal Nestor Piva e transferida para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A perfuração provocou uma hemorragia e o acúmulo de sangue nos pulmões. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, Laysa está com um dreno para tentar eliminar o sangue da região pulmonar e o seu quadro de saúde é estável.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE) está em contato com o delegado responsável pelo caso e deve emitir um posicionamento ainda hoje pela manhã.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br