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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Estátua de Bode Bito é reinstalada na entrada da cidade

Polêmica da estátua do Bode Bito chega ao fim (Foto: Eduardo Chaves)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 14/12/2018 

Estátua de Bode Bito é reinstalada na entrada da cidade

A estátua do Bode Bito foi reinstalada na entrada do município de Riachão do Dantas. O prefeito interino Pedro Santos Oliveira, conhecido como Pedro da Lagoa, cumpriu o pedido do Ministério Público Estadual e manteve o símbolo cultural do município no lugar de origem.

O MPE foi provocado após reclamação dos moradores de Riachão que se rebelaram contra a iniciativa da prefeitura em retirar a estátua. A promotora de justiça, Luciana Duarte, entendendo que o prefeito interino só deve adotar medidas compatíveis com a gestão ordinária, pediu a adequação e o prazo se expirava nesta sexta-feira, 14.

Gestor

Pedro da Lagoa é vereador, presidente da Câmara Municipal de Riachão do Dantas, e foi empossado prefeito no mês de setembro deste ano após cassação do mandato da prefeita e do seu vice. Ao assumir o comando do município, o prefeito interino retirou a estátua do Bode Bito.

A Justiça Eleitoral cassou o diploma da prefeita Gerana Costa (PTdoB) e do vice-prefeito, Luciano Goes (PSB), em julho passado por abuso de poder econômico, nas modalidades dos meios de comunicação e fraude ao processo eleitoral referente ao pleito de 2016.

Bode Bito

O Bode Bito se tornou celebridade no município por acompanhar procissões, desfiles e enterros. Salvo do abate Bito costumava assistir às missas. Quando o sino da igreja soava, anunciando algum falecimento, Bito ficava de prontidão para acompanhar o velório e o enterro. Em qualquer uma destas situações, o caprino estava sempre à frente do desfile ou cortejo, quase nunca ao lado ou sendo um dos últimos da fila.

O animal morreu em 2007, aos 18 anos. Um ano antes, Bito virou protagonista do documentário “Deu Bode” feito por Maria de Fátima Fontes de Góes.

O Portal Infonet tentou entrar em contato com a Prefeitura de Riachão e também com o prefeito interino, mas não obteve êxito. Permanecemos à disposição através do e-mail jornalismo@infonet.com.br ou do telefone (79) 2106-8000.

por Raquel Almeida

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

POLÊMICA DO BODE - Município de Riachão do Dantas/SE. - 01

Foto: Portal Riachão

Publicado originalmente no site FAN F1, em 14/11/2018 

Estátua do Bode Bito terá que voltar à praça de Riachão, determina MP

Por Célia Silva

O Ministério Público Estadual deu prazo de 10 dias para que o prefeito da cidade de Riachão do Dantas, a 99km de Aracaju (SE), recoloque a estátua do bode Bito no mesmo lugar de onde ele a tirou, na entrada do município da região centro-sul de Sergipe. O monumento foi retirado semana passada e causou revolta à população que buscou o MP. O prefeito interino, Pedro Santos Oliveira (PT), retirou a estátua na sexta-feira, 9.

O bode Bito sempre movimentou a cidade ao longo dos 18 anos de vida. O animal acompanhava enterros, missas, desfiles cívicos, foi tema de um documentário e chegou a ser preso por ordem judicial no ano de 1998.

Deu Bode, o documentário de Fátima Góes, bibliotecária e ex-vice-prefeita da cidade, foi um dos 40 selecionados pelo Ministério da Cultura no projeto Revelando os Brasis, um ano antes de Bito morrer, em 2006.  O vídeo de 14 minutos conta a vida do famoso bode comprado pelo pequeno comerciante e agricultor Joélio Araújo para servir de buchada, mas que caiu no agrado do dono.

Bito morreu no dia 29 de julho de 2007 de velhice, com problemas nas articulações – bode vive em média 17 anos – e foi enterrado no quintal da casa de Joélio. Dois meses depois, ele ganhou uma estátua de concreto e virou símbolo da cidade.

Pedro Oliveira, conhecido como Pedro da Lagoa, não foi localizado para explicar os motivos para a retirada da estátua, nem sobre a decisão do MP. Ele assumiu a prefeitura em setembro deste ano, após a cassação da prefeita Gerana Gomes Costa da Silva (PT do B), por abuso do poder econômico e político.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

POLÊMICA DO BODE - Município de Riachão do Dantas/SE. - 02


Publicado originalmente no site JLPolítica, em 14 de Nov de 2018

OPINIÃO - Riachão do Dantas, um berço de cultura bem além de um bode

[*] Gilton Freire

Riachão do Dantas, aqui no Estado de Sergipe, é um município da região Centro Sul que tem um povo trabalhador, com uma vocação para a agropecuária, produzindo laranja, abacaxi, maracujá, fumo, mandioca, milho e diversas outras culturas tanto de subsistência quanto para a comercialização.

Este município é um dos que se destacam na tradição de criação de bovinos, tendo como destaque a pecuária de leite e corte, assim como de equinos e animais de pequeno porte.

Riachão do Dantas chegou a ocupar posição de destaque no aprimoramento da raça bovina Indubrasil, levando esses animais a exposições em Sergipe e no Brasil e exportando para o mundo essa raça.

Em virtude da cultura de criações de pequeno porte, existem muitos criadores de ovelhas e caprinos no município, e é aí que surge um animal apelidado de Bode Bito, pertencente à propriedade do senhor Joel Araújo, produtor que tem sua terra praticamente dentro da cidade.

Esse animal, o caprino Bito, passou a circular pelas ruas de Riachão sem ser incomodado. Ele praticava, por seu instinto, algo diferenciado, como acompanhamento de sepultamentos, visitação a padarias e ao comércio em virtude de as pessoas darem-lhe algo para comer.

Consideremos isso tudo muito normal. No entanto, membros da população informaram as emissoras de televisão em nível nacional esse comportamento do animal e elas fizeram algumas matérias, o que tornou Bito bastante conhecido e por consequência a nossa cidade bastante noticiada.

Aproveitando a força da mídia, em especial a nacional, com destaque para a Rede Globo, o gestor municipal da época, Laelson Menezes, sem qualquer consulta à população e ao Poder Legislativo, mandou fazer uma estátua, uma peça de arte, do Bode Bito, e colocou na entrada da cidade em uma homenagem ao animal e uma intenção de marcar um gol de placa em matéria de marketing para a sua própria gestão.

Mas Laelson Menezes esqueceu que o município de Riachão do Dantas tem grandes personalidades no campo literário, a exemplo dos escritores Lourival Fontes, Arivaldo Fontes, Francisco Dantas, premiado internacionalmente por suas obras, e muitos outros não menos importantes que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento intelectual do município, do Estado e da nação.

Em virtude disso, a Câmara de Vereadores aprovou por nossa iniciativa o Dia Municipal do Escritor Riachãoense, com datas e períodos para realizações de seminários e palestras com a participação desses autores e filhos da terra.

Em total desprezo à lei, o então gestor que colocou um bode como símbolo para a cidade dos escritores jamais respeitou a decisão da Câmara, e durante toda a gestão dele jamais comemorou o Dia dos Escritores Riachãoenses, deixando claro que não o fez em virtude desses seminários não terem a repercussão da mídia nacional antecipada como teve as intuitivas peripécias do Bode Bito.

Na última semana, o gestor interino da cidade, vereador Pedro da Lagoa, em virtude das realizações da festa da padroeira, Nossa Senhora do Amparo, resolveu retirar a peça do Bode Bito e em lugar dela colocar a imagem da santa.

Sem qualquer dúvida, entendo que o Bode Bito não representa a grandeza do município e nem a do nosso povo para receber o destaque que tinha. Folclore à parte, não somos a cidade do Bode Bito. Somos a cidade de um povo trabalhador e intelectualmente merecedor de uma imagem positiva e racional.

Ora, se não homenageamos os homens cultos, como nossos ícones, como homenagear um bode, seja ele o Bito ou de qualquer nome? Jamais. Ante as razões aqui expostas, sou totalmente a favor da retirada da estatuazinha do Bode Bito da entrada da cidade de Riachão do Dantas. Além do mais, mesmo entendendo ser o Estado laico, vejo como melhor representar a nossa cidade com a imagem da sua padroeira, a Nossa Senhora do Amparo.

[*] É advogado.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br