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sábado, 22 de fevereiro de 2020

III SEMANA DA VISIBILIDADE TRANS DE ARACAJU >


REGISTRO de notícia da REDE ALESE, publicada em 10 de janeiro de 2017

III Semana da Visibilidade Trans de Aracaju é tema de entrevista na Alese

No Brasil, o preconceito às populações de travestis e transexuais é enorme em relação aos direitos humanos, a proteção de sua dignidade, bem como nas diversas esferas da sociedade civil e do Estado. Pensando nisso, em respeito a essas comunidades, Aracaju será palco da III Semana da Visibilidade Trans, que este ano traz o tema” Mídia e Representação”, em comemoração ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado dia 29 de Janeiro, data marco da luta pela cidadania e respeito à população trans. O evento, acontecerá de 29 de janeiro a 01 de fevereiro, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), OAB/SE, Unidas e Amosertrans, promovendo uma série de ações durante toda a semana, com a finalidade de despertar a reflexão, orientação e a consciência acerca de qual o papel da mídia e comunicação sobre a população LGBT, bem como políticas públicas. Além das atividades da III Semana, as entidades Astra e Adones irão desenvolver atividades específicas em alusão a data. As inscrições para a III Semana da Visibilidade Trans de Aracaju: Mídia e Representação é gratuita e poderão ser realizadas através do portal da UFS (sigaa).

Em entrevista realizada pela TV Alese e Agência de Notícias na manhã desta terça- feira (10), a trans, professora e assistente social, Adriana Lohana, falou das dificuldades e dos problemas enfrentados pelo grupo.

De acordo com Adriana Lohana, as pessoas trans são marginalizadas pela sociedade. Segundo ela, foi no dia 29 de janeiro de 2004, data marco na história da população LGBT, em virtude da primeira Campanha intitulada “Travesti e Respeito”, realizada Ministério da Saúde, que se começou a pensar sobre essa população.” Nossa realidade começou a mudar, mas ainda há muito o que se fazer”, disse.

Em seu depoimento, Adriana disse ainda que a primeira Campanha do Ministério da Saúde contou com a protagonista sergipana, Tatiane Araújo, presidente da Astra LGBT e Rede Trans. “O dia 29 possibilita um pensar e repensar sobre as questões de visibilidade Trans, além de mostrar a sociedade que somos mulheres, temos sentimentos, merecemos respeito, dignidade e direitos. Não a atribuição da rua e da noite”, salientou.

Uma das principais lutas Trans é o senso demográfico IBGE dessa população, avaliou Adriana. Para ela, é uma das grandes provas da invisibilidade LGBT e falta interesse politico para a realização do mesmo, bem como a promoção da despatologização das identidades trans, aprovação da Lei Brasileira de Identidade de Gênero, entre outros. “Nós não existimos no Estado Democrático de Direito do Brasil. O país quando faz o senso, pergunta se você é homem ou mulher, não existe a opção gay e homosexual”, frisou acrescentando que a necessidade de saber quanto somos é urgente e por isso é importante a realização desse senso com opção de identidade de gênero, bem com orientação sexual”.

Adriana explicou ainda que no último senso realizado foi possível saber quantos casais homoafetivos têm no país. Contudo, afirmou dizendo que não é suficiente. “O IBGE têm que perguntar qual o seu nome, qual o sexo biológico, qual identidade de gênero e qual a orientação sexual”, finalizou.

HISTÓRIA – O ano de 2004 foi um marco para o movimento de travestis e transexuais no Brasil: em parceria com o Ministério da Saúde, as travestis criaram a primeira campanha nacional voltada para esse público. A partir de então, o dia 29 de janeiro passou a ser reconhecido pela população LGBT como o (então) dia da Visibilidade das Travestis. Em 2004, a primeira campanha centrou-se no reforço a atitudes de respeito e de inclusão social para esse segmento da população.

Por Agência de Notícias Alese

Foto: Jadilson Simões

Texto e imagem reproduzidos do site: al.se.leg.br

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Mercado de trabalho ainda é excludente para transexuais


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 12 de novembro de 2018

Mercado de trabalho ainda é excludente para transexuais

Segundo Antra, 90% das pessoas trans estiveram ou estão na prostituição.

Foto: Jadilson Simões

“Eu saí com um cliente e ao terminar o trabalho, ele olhou para mim e disse para eu contar até três, que eu iria morrer naquele momento. Foi ali no Farol da Coroa do Meio há 11 anos. Era um fusca branco e se tratava de um jovem. Eu vi que não tinha bala e reagi. Ele me deu várias coronhadas de revólver. Não sei nem como cheguei ao Hospital João Alves. Perdi muito sangue e fiquei sem memória durante três dias”.

O relato acima é da transexual Jéssica Taylor. Ela foi expulsa de casa aos 10 anos de idade e, aos 11, se viu obrigada a entrar no submundo da prostituição para sobreviver. Isso mesmo, sobreviver. À época, há mais de 30 anos, o preconceito era latente e ecoava aos quatro cantos das imediações do Centro da cidade, principal reduto para aquelas que ousaram ser diferentes.

“Iniciei no Banese Central, até que fui para o Calçadão da Rua São Cristóvão com Itabaianinha. Depois tive que migrar para a Rua da Frente, foi aí que fui conhecer a Rua da Frente, porque a gente parecia morcego e não podia sair durante o dia. A gente se escondia e só aparecia à noite. A sociedade se recolhia e a gente aparecia”, narra Jéssica.

Mas, mesmo que a narrativa não dissesse o tempo exato dos acontecimentos, poderia ser facilmente confundida com os dias atuais, como se fosse um caso que tenha acontecido no início desse ano ou, até mesmo, na semana passada. A realidade continua semelhante.

Segundo o Relatório da violência homofóbica no Brasil, publicado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a transfobia faz com que esse grupo acabe tendo como única opção de sobrevivência a prostituição de rua.

E esse dado é ratificado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que, com base em dados colhidos nas diversas regionais da entidade, aponta que 90% das pessoas trans recorrem a essa profissão em algum momento de suas vidas.

Para a presidente da Associação de Travestis e Transgêneros de Aracaju (Astra), Tatiane Araújo, nada mudou. Pelo contrário, o mercado de trabalho para essas pessoas tem se tornado um ataque à ideologia de gênero.

“Eu denuncio isso há mais de 15 anos. Eu mesma, coordenei um projeto ligado a uma ONG internacional, há 10 anos, onde levantamos que travesti e transexuais possuíam como única alternativa de vida, a prostituição. E a gente vê que o dado não se altera. O mercado de trabalho discrimina e isso se reverbera na exclusão social, onde só resta a esquina, que muitas vezes, não é segura. Um dado que reflete essa mazela social”, lamenta Tatiane.

Ela continua: “Há uma carga de falta de informação e ataque à ideologia de gênero. Não que a prostituição seja algo errôneo, que as pessoas devam se envergonhar dela, porém, não deve ser a única alternativa de uma pessoa trans para a sobrevivência. As trans que conseguem vencer a barreira do preconceito da esquina, elas trabalham no mercado informal como cabeleireiras”.

Mesmo com toda essa história triste e de superação diária, Jéssica Taylor não se deixa abater. Ela fundou há 20 anos a Associação de Travestis Unidas, presidida, atualmente, por ela. A entidade serve como apoio principal para aquelas que, assim como Jéssica, ousaram se tornar donas de sua própria história em busca da tão almejada felicidade.

“O sonho que eu tenho é que eu possa dormir e acordar sem ter que ver nenhuma travesti e transexual ser violentada”, finaliza Jéssica Taylor.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

No Berço do Ódio - Parte 01


Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 5 de novembro de 2018

No berço do ódio: pessoas que nascem com os dias contados

Trinta e cinco anos. Essa é a expectativa de vida de uma pessoa transexual ou travesti no Brasil, segundo entidades em defesa destes grupos. A estatística é bem diferente do restante da população – que hoje tem expectativa de vida de 75 anos. O número é reflexo da intolerância e crimes de ódio perpetuados contra a comunidade LGBT. O caso mais recente em Sergipe foi o de Laysa Fortuna. A transexual foi esfaqueada no centro de Aracaju e morreu no dia seguinte no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Ela sequer chegou aos 35 anos de vida – foi morta aos 25. O Portal Infonet inicia agora a série de reportagens ‘No berço do ódio’.

Confira a primeira reportagem no vídeo:


Na reportagem de amanhã, 6, o Portal Infonet irá mostrar que o caso de Laysa não está isolado. Em tempos de reforço pelas campanhas de respeito às diversidades, os crimes contra transexuais e travestis cresceram em dois anos em Sergipe.

Texto imagem e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br e youtube.com

No Berço do Ódio - Parte 02

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 6 novembro de 2018 


Assassinatos de pessoas trans crescem em SE e casos caem no silêncio

O monitoramento dos crimes de assassinatos contra pessoas trans e travestis é tardio, de 2016. Mas, desde essa época, instituições em defesa deste grupo de pessoas passaram a apontar, com bastante critério, informações sobre homicídios contra transexuais e travestis – num levantamento chamado de Mapa de Assassinatos. Todos os casos que ocorreram nos 26 estados brasileiros e Distrito Federal estão registrados no mapa, citando, inclusive, veículos de comunicação que noticiaram o fato. Em Sergipe, de 2017 para 2018, o crescimento de crimes do tipo é de 150%. Nossa reportagem apurou que, alguns casos, mesmo meses após o crime, continuam com inquérito em aberto e sem nenhum responsável preso. Esta é a segunda reportagem da série ‘No berço do ódio’.

Confira a reportagem no vídeo:


Texto e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br e youtube.com

No Berço do Ódio - Parte 03

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 7 de novembro de 2018 

Preconceito que começa em casa e leva transexuais e travestis às ruas

Renúncias. Pessoas transexuais e travestis sabem, melhor do que ninguém, o significado dessa palavra. Assumir a identidade de gênero para a própria família, em muitos casos, é um ato que traz rejeição e abandono do afeto por alguns familiares. E quando o círculo familiar se fecha, a peregrinação pela própria sobrevivência se inicia. Na terceira e última reportagem da série especial ‘No berço do ódio’, o Portal Infonet mostra que não é por acaso que muitas transexuais e travestis estão na prostituição.

Confira a reportagem:


Texto e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br e youtube.com