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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

CASO CLAUTENES 36 > Julgamento de 1 dos policiais Jun/2021

Foto reproduzida do site F5 NEWS e postada pelo blog, para ilustrar o presente artigo

Texto publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 15 de fevereiro de 2021

Caso Clautenes: julgamento de um dos policiais acontece em junho

O julgamento do policial José Humberto dos Santos, suspeito de envolvimento na morte do designer gráfico Clautenis José dos Santos, que ocorreu durante uma abordagem policial no Bugio, em abril de 2019, será realizado em junho deste ano.

Por decisão do juiz Claudio Bahia Felicíssimo, o julgamento será realizado no dia 28 de junho, às 8h, na 4ª Vara Criminal de Aracaju, que fica no Fórum Gumersindo Bessa.

Relembre

Clautenis foi morto no dia 8 de abril de 2019, durante abordagem policial no momento em que se deslocava do Bugio para a Barra dos Coqueiros em um carro solicitado por meio de um aplicativo de transporte.

José Humberto dos Santos é um dos dois policiais civis que participaram da abordagem policial que levou a morte do design. A audiência e julgamento do outro policial envolvido na ação policial que levou a morte de Clautenis ainda não foi marcado.

Por Karla Pinheiro

Texto reproduzido do site: infonet.com.br

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

CASO CLAUTENES 35 > Advogada quer tipificar crime...

Clautenis morreu após ser atingido por tiros em abordagem policial
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 20 de janeiro de 2020

Clautenis: advogada quer tipificar crime como homicídio qualificado

A advogada Laura Lustosa, que atua como assistente de acusação no processo judicial relativo à morte do designer gráfico Clautenis José dos Santos, vítima de uma abordagem policial no Bugio, em Aracaju, continuará tentando meios de punir os dois agentes da Polícia Civil por homicídio qualificado e atuará para modificar a tipificação do crime atribuído àqueles policiais, envolvidos naquela operação que culminou com a morte do designer, ocorrida no dia 8 de abril do ano passado.

Recentemente, o Ministério Público Estadual se manifestou classificando o crime como lesão corporal, seguida de morte, cuja pena varia entre quatro a 12 anos de reclusão. Entendimento diferente do inicial, que seria de homicídio culposo, com previsão de pena mais branda, conforme Laura Lustosa. Mas a advogada compreende que aquele episódio se caracteriza como homicídio qualificado, cuja pena máxima prevista no Código Penal Brasileiro chega aos 30 anos de reclusão.

A advogado observa que, na denúncia formalizada pelo Ministério Público, ocorreu uma mudança significativa, já que havia a tendência do crime ser tipificado como homicídio culposo [quando não há o intuito de matar], com pena que varia entre um a três anos de reclusão. A advogada explica que o crime de lesão corporal seguida de morte se assemelha ao homicídio simples, cuja pena varia entre seis anos a 12 anos de reclusão.

Mesmo com esses avanços alcançados com a denúncia do MP, a advogada acredita, e estará atuando para tanto, que, durante a fase da instrução processual que se inicia a partir da manifestação do Ministério Público, prevalecerá a tese do homicídio qualificado, tratado como hediondo e traz pena mais severa ao acusado. “A soma de esforços está imensa”, diz a advogada. Ela revelou que a OAB já se habilitou como amicus curiae [na tradução, amigo da Corte] “para fiscalizar esse processo e dar sua contribuição para que a justiça seja feita”.

por Cassia Santana

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

domingo, 19 de janeiro de 2020

CASO CLAUTENES 34 > Ministério Público denuncia dois policiais civis

Clautênis José dos Santos, 37 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Publicado originalmente no site G1 SE, em 18 de janeiro de 2020

Caso Clautenis: Ministério Público denuncia dois policiais civis por lesão corporal na morte do designer de interiores

Clautenis José dos Santos morreu em abril, de 2018, durante uma ação policial.

Por G1 SE — Aracaju

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou dois policiais civis por lesão corporal na morte do desinger de interiores, Clautenis José dos Santos, 37 anos, morto a tiros dentro de um táxi durante uma abordagem policial no dia 8 de abril, no Conjunto Bugio, em Aracaju.

De acordo com o MPE, os policiais não tiveram a intenção de matar e os disparos só aconteceram após a recusa da ordem de descida dos passageiros de dentro do veículo, depois que Clautenis teria aberto a porta do carro de forma brusca.

A denúncia contra 2 dos 3 policiais envolvidos no caso, foi de lesão corporal, sendo que o policial que atirou foi denunciado por lesão corporal seguida de morte.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/se

terça-feira, 2 de julho de 2019

CASO CLAUTENES 33 > Família... e defesa... criticam inquérito

Foto reproduzida do site [a8se.com/tv-atalaia] e postada pelo 
blog: 'Segmento NEWS', para ilustrar a presente postagem

Texto publicado originalmente no site do Jornal do Dia, em 28/06/2019 

Família de designer e defesa de policiais criticam inquérito

Por Gabriel Damásio

O resultado do inquérito oficial da Corregedoria de Polícia Civil sobre a morte de Clautenes José dos Santos começou a ser criticado ainda no meio da entrevista coletiva dada pelo delegado Júlio Flávio Prado e pela perita criminal Fernanda Faro. O advogado Cícero Dantas, um dos responsáveis pela defesa dos policiais investigados, estava entre os jornalistas que acompanharam a divulgação e disse não concordar com o indiciamento do agente José Humberto, alegando que ele agiu em legítima defesa.

Dantas sustenta que Humberto teria reagido a uma agressão sofrida no momento em que a porta foi aberta bruscamente, derrubando-o ao chão, e que isso teria acontecido por um suposto erro do próprio Clautenes. "A vítima, segundo a perícia, e o delegado não discorda, foi atingida uma única vez. O policial estava com uma arma automática de mais de 10 munições, e poderia ter usado todas. [Ação] mais moderada do que essa, não consigo enxergar. A atitude do policial se repele perfeitamente na legítima defesa. Onde ele foi imprudente, negligente ou imperito?", questiona.

O advogado ainda minimizou o fato de Clautenes e o colega que o acompanhava estarem desarmados naquela noite, o que foi apontado como principal erro da abordagem. A defesa atribuiu o equívoco ao nervosismo característico das abordagens policiais. "Hoje estamos aqui em uma sala confortável com ar-condicionado, quase três meses depois do caso. Assim é muito fácil detalhar o que houve e sabermos que todos eram pessoas de bem, mas naquele momento não. Na adrenalina, os policiais seguiram os protocolos. Depois que foi constatado o que de fato havia acontecido, a primeira atitude foi socorrer as vítimas", disse Cícero na coletiva.

Dolo eventual - Já a família de Clautenes contesta totalmente o inquérito da Corregedoria e adiantou que vai procurar o Ministério Público Estadual (MPE) para desqualificar seus autos e também a perícia da reconstituição feita pelo Instituto de Criminalística. Em declarações publicadas pelo site F5 News, a advogada Laura Lustosa, representante da família do designer, confirmou que vai se inscrever no processo como assistente de acusação e denunciar os policiais envolvidos por homicídio doloso, com intenção ou risco assumido de matar. 

A estratégia é tentar levar o processo ao júri popular, que pode resultar em condenação dos réus a até 30 anos de prisão. "O inquérito não vincula ação penal. Vou conversar com o promotor do Ministério Público e vamos enquadrar como dolo eventual ou até mesmo direto [quando há intenção]. Vou pedir julgamento pelo tribunal do júri e dar ênfase no homicídio por dolo eventual porque ele assumiu o risco de matar o Clautenes. Não acredito em negligência e nem imprudência", declarou Laura, apontando ainda que os laudos periciais trazem vários erros, incluindo a não-preservação do local de crime.  

Texto reproduzido do site: jornaldodiase.com.br

domingo, 30 de junho de 2019

CASO CLAUTENES 32 > Defesa não vê motivo para indiciar policial...

Advogado diz que vai aguardar decisão do MP (Foto: Portal Infonet)

Publicado originalmente no site SENOTÍCIAS, em 28/06/ 2019

Defesa não vê motivo para indiciar policial por tiro contra designer

Os detalhes da investigação policial sobre as circunstâncias da morte do designer Clautênis José dos Santos, que culminou com o indiciamento de um dos policiais envolvidos na abordagem no dia 8 de abril, foram passados em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 28, sob o olhar do advogado de defesa dos policiais. Cícero Dantas elogiou o trabalho conduzido pelo delegado Júlio Flávio, da Corregedoria da Polícia Civil, mas disse discordar do desfecho do caso.

“Temos muito respeito a conclusão do inquérito, mas não concordamos. Não concordamos que houve ato ilício administrativo e criminal cometido pelos policiais. O delegado entendeu por homicídio culposo, que se divide em três institutos: negligência, imprudência e imperícia. Qual delas se aplica? Ele [policial] foi imprudente, negligente e imperito em que momento?”, questiona o advogado, justificando logo em seguida sua tese de que o policial agiu em legítima defesa.“A perícia mostrou que o policial foi ferido durante a abordagem. Fazendo a leitura legal da Legitima Defesa, diz que ‘usando moderadamente dos meios necessários, repele a agressão atual e iminente a direito seu e de outrem’. O policial estava armado com mais de 10 munições, ele tinha possibilidade de disparar os 10, mas ele só atingiu um [na vítima]. Ação moderada. Repeliu também a agressão que havia sofrido, já que o delegado diz que o policial foi ferido quando caiu ao chão com impacto da porta”, explicou Cícero Dantas.

Apesar de discordar nas teses apresentadas pelo delegado, o advogado afirmou que vai aguardar agora a posição do Ministério Público Estadual sobre o caso. “O inquérito já foi remetido e podemos ter algumas posições no MP: pedido de arquivamento, ação com legítima defesa, pode oferecer denúncia e dar respaldo a conclusão por homicídio culposo, pode também entender como homicídio doloso e até pedir novas diligências. Temos que aguardar agora e o trabalho da defesa é posterior a essa decisão do MP”, pontuou o advogado.

Por Ícaro Novaes

Texto e imagem reproduzidos do site: senoticias.com.br

sexta-feira, 28 de junho de 2019

CASO CLAUTENES 31 > Advogada do designer contesta perícia...

Clautenis morreu após ser atingido por tiros em abordagem policial
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 28 de junho de 2019 

Advogada do designer contesta perícia e vê dolo eventual do policial

O desfecho da investigação envolvendo a morte designer de interiores Clautênis José dos Santos, que culminou com o indiciamento do policial civil José Humberto por homicídio culposo (quando não há intenção de matar, mas há imprudência, imperícia ou negligência), surpreendeu a advogada dos familiares da vítima, Laura Lustoza. Para ela, o policial deveria ser indiciado por dolo eventual, por entender que ele agiu assumindo o risco de matar Clautênis durante a abordagem policial.

A advogada acrescentou ainda que vai contestar a perícia que baseou o desfecho do inquérito policial. “Tomo muito como surpresa e vamos contestar. Como o inquérito policial não vincula o processo, em juízo, vou requerer assistente técnico para analisar essa perícia e comprovar que foi dolo eventual”, pontuou Laura. A advogada afirmou que vai esperar os prazos legais para leitura do processo e posteriormente fará a solicitação. Na tese da advogada, o correto é que o processo seja jogado para o Tribunal do Júri.

Laura Lustosa vê equívoco em desfecho do caso

A investigação do caso durou mais de dois meses e foi conduzia pela Corregedoria da Polícia Civil. Nesta sexta-feira, 28, o delegado Júlio Flávio e peritos do Instituto de Criminalística detalharam os laudos e perícias realizados durante o processo de investigação.

Por Ícaro Novaes

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

CASO CLAUTENES 30 > Policial... é indiciado por homicídio culposo

Delegado Júlio Flávio e peritos detalharam toda investigação 
do caso nesta sexta-feira (Fotos: Portal Infonet)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 28 de junho de 2019 

Policial que atirou contra designer é indiciado por homicídio culposo

O policial civil José Humberto, responsável pelo disparo que matou o designer Clautenis José dos Santos, de 37 anos, durante uma abordagem no dia 8 de abril, foi indiciado por homicídio culposo (quando não intenção há intenção de matar, mas há imperícia, imprudência ou negligência). Essa foi a conclusão do inquérito presidido pelo delegado Júlio Flávio Prado, da Corregedoria da Polícia Civil. Durante os mais de dois meses de investigação, sete laudos foram efetuados e diversas testemunhas foram ouvidas. O inquérito já foi remetido para o Poder Judiciário e tramita na 5ª Vara Criminal.

De acordo com o delegado, com base nos resultados das perícias, o entendimento é que o policial José Humberto não agiu como deveria na ocorrência. “O disparo contra a vítima foi um equívoco, tanto é que nós o indiciamos por homicídio culposo. Chegamos a conclusão que faltou prudência ao policial naquele momento, mas assim como chegamos a conclusão também que ele não chegou ali com a intenção de tirar a vida da vítima”, detalhou.

Os outros dois policiais que também participaram da abordagem, de primeiros nomes Bruno e Valdemar, e que também fizeram disparos de contenção no local da abordagem, saíram ilesos no inquérito porque a perícia não conseguiu identificar de onde partiu o disparo que atingiu a perna do motorista de aplicativo, Eduardo. “O próprio Eduardo em depoimento não sabe dizer de onde partiu o tiro. O disparo atravessou a perna dele e nós não encontramos o projétil no local, o que dificultou o trabalho da perícia”, explicou Júlio.

Reconstituindo a abordagem

Imagens retratam a reconstituição: peritos detalharam como ocorreu a ação

Peritos da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) detalharam nesta sexta-feira, 28, como foi feita a reconstituição da abordagem policial daquele dia 8 de abril, no bairro Santos Dumont. Os três policiais estavam em plantão extraordinário numa caminhonete da Polícia Civil sem plotagem. Ao delegado, os policiais disseram que encontraram uma situação suspeita no veículo que fazia aplicativo de transporte e havia sido solicitado por Clautenis e o amigo Leandro. “Os policiais visualizaram que duas pessoas no banco de trás, e apenas o condutor na frente. A condição suspeita, para os policiais, se deu porque se tem visto esse método de operação em assaltos a veículos de transporte por aplicativo”, detalhou o delegado.

Ao receber a ordem de parada dos policiais, segundo a reconstituição, o motorista do veículo (Eduardo) foi o primeiro a descer com as mãos na cabeça. Clautenis e Leandro, conforme explicações do delegado, teriam levado mais tempo para descer do carro – fator que gerou desconfiança dos policiais. “Nós acreditamos que o primeiro disparo foi no momento que o Clautenis abriu a porta. Os policias acreditavam que estavam numa situação de risco e efetuaram os disparos”, afirmou o delegado. Segundo os autos, a porta de Clautenis foi aberta abruptamente, chegando a atingir o policial José Humberto.

Durante os primeiros disparos, o motorista do veículo teria corrido em direção ao outro lado da rua – nesse momento teria sido atingido na perna. Leandro permaneceu deitado no chão do lado direito do veículo, conforme ordem dos policiais. “Quando a situação ficou mais tranquila, os policiais colocaram Clautenis e o motorista do aplicativo, Eduardo, na Caminhonete, com intuito de socorrê-los”, completou o delegado.

Encaminhamentos

O delegado informou que o inquérito já está no Poder Judiciário e negou que tenha pedido segredo de Justiça, mas disse que o Ministério Público e a própria Justiça podem entender o contrário e manter em segredo. Júlio Flávio também afirmou que não vê motivos para que os policiais continuem afastados das suas funções, afirmando que eles não representam perigo para sociedade, mas lembrou que um procedimento administrativo na própria Corregedoria, sob tutela da delega Érica, está investigando a conduta dos policiais.

Por Ícaro Novaes

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

CASO CLAUTENES 29 > SSP reconhece que polícia agiu c/imprudência


Publicado originalmente no site FAN F1, em 28/06/2019

Caso Clautenis: SSP reconhece que polícia agiu com imprudência

Por Célia Silva (Fan F1)

O policial civil identificado como José Humberto foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Já os policiais Bruno e Valdemar não foram indiciados por falta de provas. Os três têm envolvimento no caso da morte do designer de interiores Clautenis, morto numa ação policial no dia 8 de abril na zona Norte de Aracaju (SE). O inquérito foi concluído semana passada e apresentado hoje, 28, na Secretaria de Segurança Pública.

O delegado-corregedor Júlio Flávio Prado informou na entrevista coletiva que acabou há pouco na sede da SSP que José Humberto além de ter confessado que atirou em Clautenis, disse que faltou a cautela devida na ação. Ainda segundo o delegado, a perícia comprovou que o tiro que matou a vítima partiu da arma de Humberto.

Os três envolvidos já voltaram a trabalhar e respondem agora a um inquérito administrativo. O inquérito foi concluído semana passada e será levado agora à Justiça.

Relembre – Clautenis José dos Santos foi morto a tiros nas proximidades do Sesi do bairro Santos Dumont. Ele e um amigo tinham saído do Conjunto Bugio e seguiam para a Barra dos Coqueiros (SE) em um carro de um aplicativo de transporte. Por volta das 22h, policiais civis encapuzados fizeram o veículo parar e dispararam vários tiros. Segundo o tio da vítima, o rapaz foi baleado na cabeça e depois teve o corpo jogado na carroceria da viatura. O jovem foi levado ao hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

quinta-feira, 27 de junho de 2019

CASO CLAUTENES 28 > Delegado conclui investigações...

Foto reproduzida do site fanf1.com.br e postada pelo blog 'Segmento NEWS'

Texto publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 26 de junho de 2019  

Delegado conclui investigações sobre a morte do designer Clautenis

A Secretaria de Segurança Pública confirmou nesta quarta-feira, 26, que o delegado Júlio Flávio, da Corregedoria da Polícia Civil, concluiu as investigações relacionadas à morte do designer de interiores, Clautenis José dos Santos.

O delegado Júlio Flávio preferiu não comentar a conclusão das investigações, mas esclareceu que o caso, a partir de agora, segue sob responsabilidade do Ministério Público. “Cabe ao MP analisar se denuncia A ou B, se pede arquivamento ou se pede novas diligências”, explica.

O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário e tramita em segredo de justiça na 5ª Vara Criminal.

Relembre o caso

Clautenis foi morto no dia 8 de abril, durante abordagem policial no momento em que se deslocava do Bugio para a Barra dos Coqueiros em um carro solicitado por meio de um aplicativo de transporte.

Os policiais foram afastados e o caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado. A reconstituição do crime com participação de todos os envolvidos ocorreu no dia 29 de abril.

No início de maio, a pedido do delegado Júlio Flávio, que justificou a necessidade de aguardar a conclusão de todas as perícias que subsidiariam às investigações, a Justiça prorrogou o prazo para conclusão do inquérito.

Por Verlane Estácio

Texto reproduzido do site: infonet.com.br

sábado, 15 de junho de 2019

CASO CLAUTENES 27 > Delegado pede reanálise de laudos da perícia

Delegado acredita que inquérito deve ser 
concluído até final do mês de junho 
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Publicado originalmente no site do Portal INFONET, em 14 de junho de 2019

Caso designer: delegado pede reanálise de laudos da perícia

O delegado responsável pela investigação do caso do designer Clautenis José dos Santos, 37, anos, morto no dia 8 de abril na capital durante uma abordagem policial, informa que o inquérito deve ser concluído até o final do mês de junho. O delegado Júlio Flávio acrescenta que pediu a reanálise de alguns laudos e a conclusão do inquérito depende dos novos resultados da perícia.

“Recebi todos os laudos das perícias no decorrer na semana passada e formulei novos quesitos da perícia e estou aguardando o relatório. É um caso complexo que exigiu vários laudos porque tivemos várias perícias, mas acredito que não demore muito para obter esses resultados”, explica Júlio Flávio.

O delegado disse que não tem como precisar uma data para a conclusão do inquérito porque depende da perícia que está sendo realizada pelo Instituto de Criminalística. “É um trabalho técnico, científico, que de fato exige um tempo para ser realizado. Temos a certeza que o pessoal está empenhado, trabalhando muito e até o final do mês devemos concluir esse caso”, afirma.

Inquérito

O inquérito policial deveria ter sido concluído dia 8 de maio, 30 dias após o crime, mas por conta da complexidade do caso, o delegado pediu dilação do prazo, e o Ministério Público Estadual concedeu mais 60 dias para conclusão do inquérito. A polícia Civil tem até dia 8 de julho para apresentar a conclusão do caso.

Por Karla Pinheiro

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

segunda-feira, 10 de junho de 2019

CASO CLAUTENES 26 > Inquérito deve ser concluído nos p/dias


Publicado originalmente no site FAN F1, em 10/06/2019 

Caso Clautenis: inquérito deve ser concluído nos próximos dias

Por Leonardo Barreto

Dois meses depois da morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos, a família dele permanece sem uma resposta da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE).

O inquérito, que deveria ter sido concluído em 30 dias, teve o prazo dilatado e agora sob a justificativa da necessidade de alguns laudos técnicos, o prazo se arrasta.

Em entrevista ao radialista J Pereira, durante o Jornal da Fan desta segunda-feira, o pai e mãe de Clautenis informaram, que a informação passada pela SSP é que esta semana ainda o inquérito deve ser concluído.

“Nos estamos esperando. É muita demora e muita angústia para o coração de um pai, que quer saber o que de fato aconteceu naquela noite”, afirmou o pai de Clautenis, seu José dos Santos.

Ontem, se fosse vivo, Clautenis faria 38 anos. Amigos do rapaz, fizeram um bolo e comemoraram a data (in memoriam). A mãe dele ficou bastante emocionada. “Quando cheguei em casa e vi aquele pedaço de bolo, mais uma vez refleti sobre o quanto meu filho era importante, não só pra nós, mas para toda comunidade aqui da Barra dos Coqueiros (SE). Ele era muito querido. Nunca teve envolvimento com coisa errada”, lamentou.

A SSP, informou que o inquérito que investiga a morte do rapaz está em fase de conclusão, mas preferiu não estabelecer data para isto.

Entenda o caso

Clautenis José dos Santos/ Foto: arquivo pessoal

O designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos morreu no dia 8 deste mês. Ele foi morto a tiros por policiais civis durante uma abordagem policial quando voltava desta igreja católica no Conjunto Bugio. A abordagem foi realizada na avenida Serafim Bomfim, no bairro Santos Dumont, Zona Norte, menos de cinco minutos depois da viagem ter sido iniciada. Clautenis e um amigo estavam em um veículo de aplicativo. De acordo com testemunhas, os polícias já chegaram atirando. Clautenis chegou a ser levado pelos polícias ao Huse mas já chegou morto. O motorista foi baleado na perna e o amigo do designer não sofreu nenhum ferimento.

Texto e imagens reproduzidos do site: fanf1.com.br

quarta-feira, 8 de maio de 2019

CASO CLAUTENES 25 > Morte completa um mês sem resposta


Publicado originalmente no site FAN F1, em 08/05/2019 

Caso Clautenis: morte de designer completa um mês sem resposta

Por Redação FAN F1

Acontece nesta quarta-feira, 8, às 19h na Paróquia Santa Luzia, no município da Barra dos Coqueiros (SE), uma missa em homenagem ao designer de interiores Clautenis José dos Santos, de 37 anos. A morte dele completa hoje um mês.

Após este período, já foram realizadas entrevistas coletivas, audiências no Ministério Público Estadual (MPE), reconstituição do crime, mas o inquérito que deveria ser concluído hoje, continua aberto.

O irmão de Clautenis, Cleverton Santos, disse que não entende o motivo de tanta demora. “A impressão que dá é que estão esperando a poeira baixar. Demore o tempo que for, não vamos aceitar que a imagem do meu irmão seja machada. Ele era um homem de bem, íntegro e pacífico. Não tinha armas, não há como justificar uma reação. Clautenis foi vítima de uma irresponsabilidade do Estado”, afirmou.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE), informou que o delegado Júlio Flávio, da Corregedoria da Polícia Civil, solicitou dilação de prazo no Inquérito Policial, porque as perícias que devem subsidiar o resultado das investigações não foram concluídas.

Entenda o caso

O designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos morreu no dia 8 de abril deste ano. Ele foi morto a tiros por policiais civis durante uma abordagem policial quando voltava da igreja católica do Conjunto Bugio, na Zona Oeste e Aracaju (SE). A abordagem foi realizada na avenida Serafim Bonfim, no bairro Santos Dumont, Zona Norte,  menos de cinco minutos depois da viagem ter sido iniciada.

Clautenis e um amigo estavam em um veículo de aplicativo. De acordo com testemunhas, os polícias já chegaram atirando. Clautenis chegou a ser levado pelos polícias ao Huse mas já chegou morto. O motorista foi baleado na perna e o amigo do designer não sofreu nenhum ferimento.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

sábado, 4 de maio de 2019

CASO CLAUTENES 24 > Missa de um mês da morte de Clautenis

Imagem reproduzida de @MidiaNINJA - Arte: Cris Vector
Postada pelo blog, para ilustrar a presente notícia

Texto publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 4 de maio de 2019

Missa de um mês da morte de Clautenis dos Santos acontece dia 8

A missa de um mês da morte do designer de interiores, Clautenis José dos Santos, será realizada no dia 8 de maio, a partir das 19h, na Igreja Santa Luzia, que fica no bairro Luzia, em Aracaju.

Clautenis foi morto no dia 8 de abril, durante abordagem policial no momento em que se deslocava do Bugio para a Barra dos Coqueiros em um carro solicitado por meio de um aplicativo de transporte.

Os policiais foram afastados e o caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado. A reconstituição do crime com participação de todos os envolvidos ocorreu no último dia 29.

Por Verlane Estácio

Texto reproduzido do site: infonet.com.br

terça-feira, 30 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 23 > Polícia Civil realiza a reconstituição do crime

Local foi isolado para a reconstituição do crime
Fotos: Portal Infonet

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 29  de abril de 2019 

Caso designer: Polícia Civil realiza a reconstituição do crime

A Polícia Civil realizou na noite desta segunda-feira, 29, a reconstituição do crime que culminou com a morte do designer de interiores, Clautênis José dos Santos. O fato ocorreu no último dia 8, quando ele se deslocava do Bugio para a Barra dos Coqueiros em um carro solicitado por meio de um aplicativo de transporte.


Momento em que policiais faziam isolamento de uma das áreas

A reconstituição contou com a participação do condutor do veículo (cujo nome mão foi divulgado), Leandro Santos, amigo de Clautênis que presenciou o crime, além dos policiais envolvidos no fato. A avenida Serafim Bomfim, que liga os bairros Santos Dumont e Bugio, local onde ocorreu o crime, foi totalmente isolada, devido ao trabalho de reconstituição do crime. A imprensa não pôde acompanhar a ação de perto.

Na reconstituição, que é conduzida por peritos do Instituto de Criminalística, conforme informações do delegado Júlio Flávio, cada um dos envolvidos dá a sua versão, simulando como o fato teria acontecido. A participação é feita individualmente e os envolvidos não têm contato um com outro, para que não haja constrangimentos ou interferências nos depoimentos.

O diretor do Instituto de Criminalística, Luciano Homem, informou que o laudo que é produzido pela perícia após reconstituição do crime é enviado a autoridade policial para conclusão do inquérito. “O prazo para envio do laudo depende da complexidade dos depoimentos. A ideia é que seja concluído o mais rápido possível e disponibilizado a autoridade policial para que dê seguimento ao inquérito”, explica.

Laura Lustosa, advogado de Leandro Santos, amigo de Clautênis

Em entrevista ao Portal Infonet, a advogada de Leandro Santos, Laura Lustosa, revelou ter expectativas de que a reconstituição do crime traga um avanço maior nas investigações. “Vai ocorrer um comparativo do depoimento dado as autoridades policiais com o laudo cadavérico. Cada um dos envolvidos na dinâmica do crime vai dar a sua versão em separado. Nenhum vai ter acesso à versão do outro e isso vai ser filmado. Daí o perito, após a simulação, vai fazer um comparativo do depoimento que mais se aproximada do laudo cadavérico para chegar a realidade dos fatos”, comenta.

Leandro Santos estava com Clautênis durante a abordagem policial

Minutos antes de participar da reconstituição, Leandro Santos também conversou com a imprensa e ressaltou que o sentimento é de ansiedade para que a verdade sobre o crime seja revelada. “A expectativa é de que a verdade venha à tona. A gente sempre reza e preza pela verdade. Já perdemos o Clautenis, mas não podemos perder a dignidade do homem que ele foi”, contou.

O motorista do veículo que conduzia Clautênis e Leandro, e o advogado dele, José Marcial, optaram por não falar com a imprensa.

Relembre o caso

Clautênis e Leandro se deslocavam do Bugio para a Barra dos Coqueiros em um carro acionado por meio de um aplicativo, quando foram abordados por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos. O designer foi atingido por tiros e veio a óbito.  Os policiais foram afastados e o caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado.

Por Verlane Estácio

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

segunda-feira, 29 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 22 > Reconstituição da abordagem...


Publicado originalmente no site FAN F1, em 29/04/2019 

Caso Clautenis: reconstituição da abordagem policial já tem data marcada

Por Redação FAN F1

A reconstituição da abordagem policial, que terminou na morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos, acontece nesta segunda-feira, 29, a partir das 20h30. A informação foi confirmada por um familiar de Clautenis.

O designer foi morto na avenida Serafim Bonfim, bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju (SE). Parte da via será isolada para que a reconstituição aconteça. A família do designer poderá acompanhar os trabalhos à distância, sem contato com os envolvidos.

A Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE), ainda não informou detalhes sobre a reconstituição.

O caso está sendo investigado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Entenda o caso

O designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos morreu no dia 8 deste mês. Ele foi morto a tiros por policiais civis durante uma abordagem policial quando voltava desta igreja católica no Conjunto Bugio. A abordagem foi realizada na avenida Serafim Bomfim, no bairro Santos Dumont, Zona Norte, menos de cinco minutos depois da viagem ter sido iniciada. Clautenis e um amigo estavam em um veículo de aplicativo. De acordo com testemunhas, os polícias já chegaram atirando. Clautenis chegou a ser levado pelos polícias ao Huse mas já chegou morto. O motorista foi baleado na perna e o amigo do designer não sofreu nenhum ferimento.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

terça-feira, 23 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 21 > Advogada da vítima vê contradições...

A advogada teve acesso ao inquérito na última quinta–feira, 17, após fazer 
uma solicitação à Secretaria de Segurança Pública (SSP) 
Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 22 de abril de 2019

Caso Design: advogada da vítima vê contradições em depoimentos

Em um primeiro encontro realizado na manhã desta segunda-feira, 22, no Ministério Público Estadual (MPE), a defesa da família de Clautenis José dos Santos afirmou que após ter acesso ao inquérito da morte do design percebeu que havia muitas contradições nos depoimentos prestados à polícia. Segundo a advogada de defesa, Laura Lustosa, as contradições do motorista de aplicativo foram as que mais lhe chamaram atenção.

A advogada teve acesso ao inquérito na última quinta–feira, 17, após fazer uma solicitação à Secretaria de Segurança Pública (SSP). Após fazer a leitura dos autos, Laura classificou o inquérito como “raso e com poucos depoimentos”. “O que me chamou a atenção nos autos do inquérito foi o depoimento do motorista de aplicativo. Ele foi totalmente contraditório. Não sei se foi por nervosismo ou o que possa ter havido. Acredito que na justiça o depoimento dele há de mudar alguma coisa”, avalia.

Ainda segunda ela, o ponto-chave da contradição diz respeito às 
circunstâncias da morte de Clautenis (Foto: Portal Infonet)

Ainda segunda ela, o ponto-chave da contradição diz respeito às circunstâncias da morte de Clautenis. “O Leandro [amigo de Clautenis e que estava no veículo durante a abordagem policial] não teve contradição nenhuma em seus depoimentos. Ele relata que Clautenis foi morto dentro veículo. Já o motorista de aplicativo tem duas versões. Quem está falando a verdade?!”, questiona.

No que se refere às testemunhas ouvidas, ela também diz encontrar pontos que não se cruzam. “No inquérito encontramos testemunhas de ‘ouvir dizer’. Mas ‘ouvir dizer’ não é testemunha ocular que estava no fato. Há testemunhas que presenciaram toda dinâmica do crime e não consta nos autos do inquérito policial”, ressalta Laura. Diante dos fatos, ela diz acreditar nos encaminhamentos que o Ministério Público pode ofertar. “Eu acredito na imparcialidade e na credibilidade do Ministério Público. Além do seu poder de investigação. Não é só a Polícia que investiga. O promotor também tem o poder de investigar”, destaca. “Eu torço por uma investigação com qualidade. Que se investigue de maneira mais profunda”, assinala.

MP

O motorista de aplicativo chegou a comparecer a sede do MPE, mas não foi ouvido. Um novo encontro foi remarcado, ainda sem data definida. O promotor do caso, Djaniro Jonas, informou que ainda não leu os autos do inquérito e que só irá se manifestar “no momento oportuno”. Segundo Jonas, ainda é cedo para qualquer parecer. “Por isso que as investigações estão sob sigilo. Para não atrapalhar o andamento do processo”, assinala.

Por João Paulo Schneider

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br

quinta-feira, 18 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 20 > Inquérito sai do DHPP...



Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 17 de abril de 2019

Inquérito do caso designer sai do DHPP e fica com a Corregedoria

O inquérito que investiga a morte do designer de interiores Clautênis José dos Santos já não está mais com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Corregedoria da Polícia Civil conduzirá as investigações de agora em diante. O irmão da vítima, Cleverton Santos, já havia mostrado receio com a investigação do DHPP, acreditando que poderia prevalecer um ‘corporativismo’, e afirmou que fez essa solicitação de mudança na reunião de ontem ao secretário de Estado da Segurança Pública (SSP/SE) – pedido que foi atendido. Os advogados da família também reclamaram da falta de acesso ao inquérito, mas o impasse foi resolvido no final da manhã desta quarta-feira, 17.


Texto, imagem e vídeo reproduzidos do site: infonet.com.br e youtube.com

terça-feira, 16 de abril de 2019

CASO CLAUTENES 19 > Familiares recebidos pelo Secretário João Eloy


Publicado originalmente no site FAN F1, em 16/04/2019

Caso Clautenis: “não existe abordagem padrão de se chegar atirando” diz secretário

Por Leonardo Barreto

Nove dias depois da morte do designer de interiores Clautenis José dos Santos de 37 anos, familiares foram recebidos pelo secretário de Segurança Pública do Estado de Sergipe, João Eloy e pela delegada-geral da Polícia Civil Katarina Feitosa, na sede da SSP.

Questionado sobre a abordagem policial que vitimou Clautenis, João Eloy declarou: “Não existe abordagem padrão de se chegar atirando. A polícia atira quando tem uma reação. O policial assume que atirou. Agora é preciso investigar as circunstâncias do fato. Se já chegou atirando, se o Clautenis chegou a sair do carro. Enfim toda a dinâmica”.

No carro em que o designer estava, não foi encontrada nenhuma arma.

Reconstituição – O secretário informou que, apesar de só ter recebido a família hoje, colocou-se à disposição deles no dia seguinte ao crime, quando esteve pessoalmente com o amigo de Clautenis, com o padre e com um vereador. “Como houve a demora no retorno, pedi a minha assessoria que fizesse o contato no sábado, marcando a reunião para hoje”, esclareceu João Eloy.

Informou, também, que será feita uma reconstituição do crime, em data ainda a ser definida e garantiu a isenção das investigações. “O inquérito será remetido para Justiça e tem ai o Ministério Público do Estado, para caso não concordar com a investigação da polícia, rever todos os atos, a instituição tem autonomia para isto”, pontou.

O irmão de Clautenis, Cleverton Santos, disse que está mais aliviado com a garantia dada pelo secretário de que o caso será esclarecido. “Nós vamos acompanhar a investigação através da nossa advogada, ela nos representará”, explicou.

O inquérito tem o prazo legal de 30 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais 30.

Entenda o caso

A morte do designer tem repercutido na imprensa local e nacional desde a última segunda-feira, 8. Clautenis é apontado por amigos e familiares como um homem religioso, trabalhador e de conduta ilibada, sem antecedentes criminais.

Ele foi morto a tiros por policiais civis, quando voltava da igreja católica do Conjunto Bugio, na Zona Oeste de Aracaju (SE) para sua casa, no município da Barra dos Coqueiros (SE), na região metropolitana da capital. Clautenis e um amigo estavam em um veículo de aplicativo de transporte, quando na avenida Serafim Bonfim, no bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju foram abordados por policiais civis, que disparam vários tiros contra o veículo. Cleutenis foi alvejado e levado pelos policiais ao Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas já chegou morto.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

CASO CLAUTENES 18 > Deputado afirma "Clautênis foi assassinado..."


Publicado originalmente no site FAXAJU [https://bit.ly/2UJOiPv], em 16/04/2019 

DEPUTADO AFIRMA QUE “CLAUTÊNIS FOI ASSASSINADO DURANTE ABORDAGEM”

Continua repercutindo a morte brutal do designer de interiores, Clautênis José dos Santos, ocorrido na semana passada durante uma abordagem da polícia civil em Aracaju.

Clautênis morreu dentro de um veículo de aplicativo na noite do último dia 8, no bairro Santos Dumont, quando se dirigia em companhia de um amigo e do motorista do aplicativo para a sua residência no município de Barra dos Coqueiros.

Durante a abordagem policial, o motorista do aplicativo foi atingido por um tiro na perna, enquanto Clautênis foi alvejado por dois tiros, sendo um na cabeça. O outro passageiro saiu ileso.

O deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC), foi duro em seu comentário sobre o fato, afirmando que ele foi assassinado.  “Clautênis foi assassinado. Não havia arma dentro do veículo. Dizer que ele não foi assassinado é querer transformar o morto, pessoa de bem, desarmada, sem passagem pela polícia, em culpado por sua própria morte”, disse o parlamentar.

Texto e imagem reproduzidos do site: faxaju.com.br 

CASO CLAUTENES 17 > Advogado de motorista baleado...

Advogado de motorista do carro onde designer de interiores foi baleado falou pelo cliente

Publicado originalmente no site G1 SE., em 15/04/2019 

Advogado de motorista baleado em abordagem policial diz que ele não sabe porque veículo foi parado

Abordagem terminou com a morte do designer de interiores, Clautênis José dos Santos, na última segunda-feira (8).

Por G1 SE

O advogado do motorista de aplicativo baleado durante ação policial que resultou na morte do designer de interiores, Clautênis José dos Santos, 37 anos, na noite da segunda-feira (8) no Bairro Santos Dumont, na Zona Norte de Aracaju (SE), falou sobre a versão de seu cliente a respeito da ocorrência.

Segundo o advogado, José Macial Santos, seu cliente, disse que foi acionado para buscar os passageiros no Conjunto Bugio e durante o tempo em que esteve com eles não notou nenhuma atitude suspeita.

Ainda de acordo com o advogado, o motorista notou que um carro estava seguindo o veículo em que eles estavam e em seguida os policiais deram ordem de parada. “Ele desceu do carro, se identificou como motorista de aplicativo e ficou em posição de revista, de costas para o veículo. Foi quando ele ouviu os disparos e por medo correu e também foi baleado. Ele retornou, se identificou novamente e foi socorrido pelos policiais juntamente com o Clautênis”, contou.

O advogado disse também que o motorista, que não tem passagem pela polícia, ainda não sabe o motivo pelo qual foi abordado naquela noite.

O que diz uma testemunha

O amigo e testemunha da morte de Clautênis, contou detalhes do que aconteceu antes e depois dos disparos que foram realizados contra um veículo de aplicativo em que eles estavam durante a abordagem policial.

Em conversa com o G1, Leandro Santos, disse que horas antes da ocorrência ele e Clautênis estavam em uma pescaria com amigos, e de lá seguiram para o Santuário Nossa Senhora Aparecida no Conjunto Bugio para visitar o padre da paróquia.

“Por volta das 21h30 chamamos um veículo de aplicativo para deixar o local com destino ao município da Barra dos Coqueiros, onde moramos. Mas minutos depois de cruzar a ponte entre o Conjunto Bugio e Bairro Santos Dumont uma caminhonete encostou a esquerda do nosso carro e gritaram: ‘para, para, para’. Nós estávamos no banco de trás e pensamos que era um assalto. Nos agachamos, o motorista baixou o vidro e eles começaram a atirar. Foi muito tiro, muito tiro”, contou.

Ainda de acordo com a testemunha, ele abriu a porta do carro e tentou puxar o amigo que já estava baleado. “Estava todo ensanguentado, porque o tiro pegou no rosto. Quando percebi que era uma ação policial, eu disse, ‘pelo amor de Deus não atirem não, aqui é passageiro, de aplicativo’. E o motorista gritando, calma’. E eles atiraram. Um dos tiros também acertou a perna do motorista”, lembrou

A investigação

Segundo o delegado da Polícia Civil, Jonathan Evangelista, é prematuro fazer qualquer avaliação sobre o caso que está sendo investigado. “O objetivo é que a apuração seja bastante rigorosa. As versões que estão correndo nos aplicativos não são as versões que estão no papel. Temos cinco oitivas que precisam ser confrontadas. E temos que tratar o caso com bastante seriedade. Precisamos aprofundar as investigações, para que a conclusão seja real e transmita o que realmente aconteceu”, disse.

Defesa dos policiais

“Eles estavam no levantamento de eventuais roubos de carros na região do Bugio e avistaram um veículo em atitude suspeita, com motorista e dois passageiros no banco de trás. Isso é errado? Não. Isso é normal? Também não. Nada mais justo, nada mais correto as suas funções do que proceder com a abordagem. Essa abordagem seguiu os padrões que lecionam a literatura policial”, disse o advogado Cícero Dantas.

Para o advogado, Alessandro Calazans, alguns pontos da investigação ainda precisam ser esclarecidos. “Existe a informação de pessoas que nem sequer estavam na cena do crime dando conta de uma situação que nenhuma das pessoas que estavam no local do fato relataram. Então, é preciso confrontar os diversos depoimentos dos policiais civis, do amigo do Clautênis, do motorista do aplicativo e das provas teóricas periciais, que essas, sem sombra de dúvida são as com mais respaldo. Então, no momento, existem alguns depoimentos e algumas provas periciais, que estão sendo analisadas. É isso que estamos aguardando, com calma e tranquilidade”.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com