quinta-feira, 29 de novembro de 2018

RELIGIÃO - Papa sugere vender bens da Igreja para ajudar pobres

Papa Francisco acena para os fiéis após a missa semanal na 
Praça de São Pedro, Vaticano, em 21 de novembro de 2018 - AFP

Publicado originalmente no site da revista ISTOÉ, em 29/11/18

Papa sugere vender bens da Igreja para ajudar pobres

Ansa

O papa Francisco afirmou nesta quinta-feira (29) que o valioso patrimônio cultural da Igreja Católica deve estar “a serviço dos pobres” e que sua eventual venda não pode ser vista com “escândalo”.

As declarações estão em uma mensagem aos participantes de um congresso sobre a gestão dos bens culturais eclesiásticos e a cessão de lugares de culto, realizado pelo Pontifício Conselho para a Cultura e pela Conferência Episcopal Italiana (CEI).

“Os bens culturais são voltados às atividades de caridade desenvolvidas pela comunidade eclesiástica. O dever de tutela e conservação dos bens da Igreja, e em particular dos bens culturais, não tem um valor absoluto, mas em caso de necessidade eles devem servir ao bem maior do ser humano e especialmente estar a serviço dos pobres”, disse o Papa.

Segundo Francisco, a constatação de que muitas igrejas “não são mais necessárias por falta de fiéis ou padres ou por mudanças na distribuição da população nas cidades e zonas rurais deve ser vista como um sinal dos tempos que nos convida a uma reflexão e nos impõe uma adaptação”.

Na mensagem, Jorge Bergoglio ressaltou que a cessão de bens da Igreja “não deve ser a primeira e única solução”, mas também não pode ser feita sob “escândalo dos fiéis”.

Texto e imagem reproduzidos do site: istoe.com.br

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

POLÊMICA DO BODE - Município de Riachão do Dantas/SE. - 01

Foto: Portal Riachão

Publicado originalmente no site FAN F1, em 14/11/2018 

Estátua do Bode Bito terá que voltar à praça de Riachão, determina MP

Por Célia Silva

O Ministério Público Estadual deu prazo de 10 dias para que o prefeito da cidade de Riachão do Dantas, a 99km de Aracaju (SE), recoloque a estátua do bode Bito no mesmo lugar de onde ele a tirou, na entrada do município da região centro-sul de Sergipe. O monumento foi retirado semana passada e causou revolta à população que buscou o MP. O prefeito interino, Pedro Santos Oliveira (PT), retirou a estátua na sexta-feira, 9.

O bode Bito sempre movimentou a cidade ao longo dos 18 anos de vida. O animal acompanhava enterros, missas, desfiles cívicos, foi tema de um documentário e chegou a ser preso por ordem judicial no ano de 1998.

Deu Bode, o documentário de Fátima Góes, bibliotecária e ex-vice-prefeita da cidade, foi um dos 40 selecionados pelo Ministério da Cultura no projeto Revelando os Brasis, um ano antes de Bito morrer, em 2006.  O vídeo de 14 minutos conta a vida do famoso bode comprado pelo pequeno comerciante e agricultor Joélio Araújo para servir de buchada, mas que caiu no agrado do dono.

Bito morreu no dia 29 de julho de 2007 de velhice, com problemas nas articulações – bode vive em média 17 anos – e foi enterrado no quintal da casa de Joélio. Dois meses depois, ele ganhou uma estátua de concreto e virou símbolo da cidade.

Pedro Oliveira, conhecido como Pedro da Lagoa, não foi localizado para explicar os motivos para a retirada da estátua, nem sobre a decisão do MP. Ele assumiu a prefeitura em setembro deste ano, após a cassação da prefeita Gerana Gomes Costa da Silva (PT do B), por abuso do poder econômico e político.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

POLÊMICA DO BODE - Município de Riachão do Dantas/SE. - 02


Publicado originalmente no site JLPolítica, em 14 de Nov de 2018

OPINIÃO - Riachão do Dantas, um berço de cultura bem além de um bode

[*] Gilton Freire

Riachão do Dantas, aqui no Estado de Sergipe, é um município da região Centro Sul que tem um povo trabalhador, com uma vocação para a agropecuária, produzindo laranja, abacaxi, maracujá, fumo, mandioca, milho e diversas outras culturas tanto de subsistência quanto para a comercialização.

Este município é um dos que se destacam na tradição de criação de bovinos, tendo como destaque a pecuária de leite e corte, assim como de equinos e animais de pequeno porte.

Riachão do Dantas chegou a ocupar posição de destaque no aprimoramento da raça bovina Indubrasil, levando esses animais a exposições em Sergipe e no Brasil e exportando para o mundo essa raça.

Em virtude da cultura de criações de pequeno porte, existem muitos criadores de ovelhas e caprinos no município, e é aí que surge um animal apelidado de Bode Bito, pertencente à propriedade do senhor Joel Araújo, produtor que tem sua terra praticamente dentro da cidade.

Esse animal, o caprino Bito, passou a circular pelas ruas de Riachão sem ser incomodado. Ele praticava, por seu instinto, algo diferenciado, como acompanhamento de sepultamentos, visitação a padarias e ao comércio em virtude de as pessoas darem-lhe algo para comer.

Consideremos isso tudo muito normal. No entanto, membros da população informaram as emissoras de televisão em nível nacional esse comportamento do animal e elas fizeram algumas matérias, o que tornou Bito bastante conhecido e por consequência a nossa cidade bastante noticiada.

Aproveitando a força da mídia, em especial a nacional, com destaque para a Rede Globo, o gestor municipal da época, Laelson Menezes, sem qualquer consulta à população e ao Poder Legislativo, mandou fazer uma estátua, uma peça de arte, do Bode Bito, e colocou na entrada da cidade em uma homenagem ao animal e uma intenção de marcar um gol de placa em matéria de marketing para a sua própria gestão.

Mas Laelson Menezes esqueceu que o município de Riachão do Dantas tem grandes personalidades no campo literário, a exemplo dos escritores Lourival Fontes, Arivaldo Fontes, Francisco Dantas, premiado internacionalmente por suas obras, e muitos outros não menos importantes que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento intelectual do município, do Estado e da nação.

Em virtude disso, a Câmara de Vereadores aprovou por nossa iniciativa o Dia Municipal do Escritor Riachãoense, com datas e períodos para realizações de seminários e palestras com a participação desses autores e filhos da terra.

Em total desprezo à lei, o então gestor que colocou um bode como símbolo para a cidade dos escritores jamais respeitou a decisão da Câmara, e durante toda a gestão dele jamais comemorou o Dia dos Escritores Riachãoenses, deixando claro que não o fez em virtude desses seminários não terem a repercussão da mídia nacional antecipada como teve as intuitivas peripécias do Bode Bito.

Na última semana, o gestor interino da cidade, vereador Pedro da Lagoa, em virtude das realizações da festa da padroeira, Nossa Senhora do Amparo, resolveu retirar a peça do Bode Bito e em lugar dela colocar a imagem da santa.

Sem qualquer dúvida, entendo que o Bode Bito não representa a grandeza do município e nem a do nosso povo para receber o destaque que tinha. Folclore à parte, não somos a cidade do Bode Bito. Somos a cidade de um povo trabalhador e intelectualmente merecedor de uma imagem positiva e racional.

Ora, se não homenageamos os homens cultos, como nossos ícones, como homenagear um bode, seja ele o Bito ou de qualquer nome? Jamais. Ante as razões aqui expostas, sou totalmente a favor da retirada da estatuazinha do Bode Bito da entrada da cidade de Riachão do Dantas. Além do mais, mesmo entendendo ser o Estado laico, vejo como melhor representar a nossa cidade com a imagem da sua padroeira, a Nossa Senhora do Amparo.

[*] É advogado.

Texto e imagem reproduzidos do site: jlpolitica.com.br

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Mercado de trabalho ainda é excludente para transexuais


Publicado originalmente no site do Jornal da Cidade, em 12 de novembro de 2018

Mercado de trabalho ainda é excludente para transexuais

Segundo Antra, 90% das pessoas trans estiveram ou estão na prostituição.

Foto: Jadilson Simões

“Eu saí com um cliente e ao terminar o trabalho, ele olhou para mim e disse para eu contar até três, que eu iria morrer naquele momento. Foi ali no Farol da Coroa do Meio há 11 anos. Era um fusca branco e se tratava de um jovem. Eu vi que não tinha bala e reagi. Ele me deu várias coronhadas de revólver. Não sei nem como cheguei ao Hospital João Alves. Perdi muito sangue e fiquei sem memória durante três dias”.

O relato acima é da transexual Jéssica Taylor. Ela foi expulsa de casa aos 10 anos de idade e, aos 11, se viu obrigada a entrar no submundo da prostituição para sobreviver. Isso mesmo, sobreviver. À época, há mais de 30 anos, o preconceito era latente e ecoava aos quatro cantos das imediações do Centro da cidade, principal reduto para aquelas que ousaram ser diferentes.

“Iniciei no Banese Central, até que fui para o Calçadão da Rua São Cristóvão com Itabaianinha. Depois tive que migrar para a Rua da Frente, foi aí que fui conhecer a Rua da Frente, porque a gente parecia morcego e não podia sair durante o dia. A gente se escondia e só aparecia à noite. A sociedade se recolhia e a gente aparecia”, narra Jéssica.

Mas, mesmo que a narrativa não dissesse o tempo exato dos acontecimentos, poderia ser facilmente confundida com os dias atuais, como se fosse um caso que tenha acontecido no início desse ano ou, até mesmo, na semana passada. A realidade continua semelhante.

Segundo o Relatório da violência homofóbica no Brasil, publicado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a transfobia faz com que esse grupo acabe tendo como única opção de sobrevivência a prostituição de rua.

E esse dado é ratificado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que, com base em dados colhidos nas diversas regionais da entidade, aponta que 90% das pessoas trans recorrem a essa profissão em algum momento de suas vidas.

Para a presidente da Associação de Travestis e Transgêneros de Aracaju (Astra), Tatiane Araújo, nada mudou. Pelo contrário, o mercado de trabalho para essas pessoas tem se tornado um ataque à ideologia de gênero.

“Eu denuncio isso há mais de 15 anos. Eu mesma, coordenei um projeto ligado a uma ONG internacional, há 10 anos, onde levantamos que travesti e transexuais possuíam como única alternativa de vida, a prostituição. E a gente vê que o dado não se altera. O mercado de trabalho discrimina e isso se reverbera na exclusão social, onde só resta a esquina, que muitas vezes, não é segura. Um dado que reflete essa mazela social”, lamenta Tatiane.

Ela continua: “Há uma carga de falta de informação e ataque à ideologia de gênero. Não que a prostituição seja algo errôneo, que as pessoas devam se envergonhar dela, porém, não deve ser a única alternativa de uma pessoa trans para a sobrevivência. As trans que conseguem vencer a barreira do preconceito da esquina, elas trabalham no mercado informal como cabeleireiras”.

Mesmo com toda essa história triste e de superação diária, Jéssica Taylor não se deixa abater. Ela fundou há 20 anos a Associação de Travestis Unidas, presidida, atualmente, por ela. A entidade serve como apoio principal para aquelas que, assim como Jéssica, ousaram se tornar donas de sua própria história em busca da tão almejada felicidade.

“O sonho que eu tenho é que eu possa dormir e acordar sem ter que ver nenhuma travesti e transexual ser violentada”, finaliza Jéssica Taylor.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

No Berço do Ódio - Parte 01


Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 5 de novembro de 2018

No berço do ódio: pessoas que nascem com os dias contados

Trinta e cinco anos. Essa é a expectativa de vida de uma pessoa transexual ou travesti no Brasil, segundo entidades em defesa destes grupos. A estatística é bem diferente do restante da população – que hoje tem expectativa de vida de 75 anos. O número é reflexo da intolerância e crimes de ódio perpetuados contra a comunidade LGBT. O caso mais recente em Sergipe foi o de Laysa Fortuna. A transexual foi esfaqueada no centro de Aracaju e morreu no dia seguinte no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). Ela sequer chegou aos 35 anos de vida – foi morta aos 25. O Portal Infonet inicia agora a série de reportagens ‘No berço do ódio’.

Confira a primeira reportagem no vídeo:


Na reportagem de amanhã, 6, o Portal Infonet irá mostrar que o caso de Laysa não está isolado. Em tempos de reforço pelas campanhas de respeito às diversidades, os crimes contra transexuais e travestis cresceram em dois anos em Sergipe.

Texto imagem e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br e youtube.com

No Berço do Ódio - Parte 02

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 6 novembro de 2018 


Assassinatos de pessoas trans crescem em SE e casos caem no silêncio

O monitoramento dos crimes de assassinatos contra pessoas trans e travestis é tardio, de 2016. Mas, desde essa época, instituições em defesa deste grupo de pessoas passaram a apontar, com bastante critério, informações sobre homicídios contra transexuais e travestis – num levantamento chamado de Mapa de Assassinatos. Todos os casos que ocorreram nos 26 estados brasileiros e Distrito Federal estão registrados no mapa, citando, inclusive, veículos de comunicação que noticiaram o fato. Em Sergipe, de 2017 para 2018, o crescimento de crimes do tipo é de 150%. Nossa reportagem apurou que, alguns casos, mesmo meses após o crime, continuam com inquérito em aberto e sem nenhum responsável preso. Esta é a segunda reportagem da série ‘No berço do ódio’.

Confira a reportagem no vídeo:


Texto e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br e youtube.com

No Berço do Ódio - Parte 03

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 7 de novembro de 2018 

Preconceito que começa em casa e leva transexuais e travestis às ruas

Renúncias. Pessoas transexuais e travestis sabem, melhor do que ninguém, o significado dessa palavra. Assumir a identidade de gênero para a própria família, em muitos casos, é um ato que traz rejeição e abandono do afeto por alguns familiares. E quando o círculo familiar se fecha, a peregrinação pela própria sobrevivência se inicia. Na terceira e última reportagem da série especial ‘No berço do ódio’, o Portal Infonet mostra que não é por acaso que muitas transexuais e travestis estão na prostituição.

Confira a reportagem:


Texto e vídeo reproduzidos dos sites: infonet.com.br e youtube.com 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

MELHOR AMIGO - Cachorro espera dona que fazia Enem em Cacoal

Mariana Barros de Assis, 22 anos, segura seu cachorro, que a esperou por quase 7 horas. 
Foto: Magda Oliveira/G1

Publicado originalmente no site G1 Cacoal, em 04/11/2018 

Cachorro espera por quase 7 horas dona que fazia Enem em Cacoal

"Melhor amiga" do cão o adotou há três anos e disse que o animal a acompanha em tudo. Exame continua no próximo domingo (11).

Por Magda Oliveira, G1 Cacoal e Zona da Mata

Nem o sol forte ou a chuva que encobriu Cacoal (RO) na tarde deste domingo (4) impediram que Rex, um cachorro vira-lata, aguardasse por pelo menos 7 horas a dona, a estudante de ciências contábeis Mariana Barros de Assis, de 22 anos, terminar de resolver as questões do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O G1 acompanhou a chegada e a saída do cachorro com Mariana. Desde que a candidata entrou na faculdade particular para fazer o exame, o cão não saiu do local. Na maior parte do tempo, ele olhava em direção a porta central na esperança de que a dona voltaria.

Por conta do tempo de espera, chegou a passar mal cinco vezes de fome e cochilou. Mariana conta que encontrou Rex há três anos, na frente de um supermercado. À época, o cachorro tinha por volta de cinco meses.

Comovida pelo estado do animal, já que fazia frio, resolveu levar para casa. "O achei bonitinho, peguei amor e levei", contou. Desde então, os dois não se separaram. Seja em comércio ou fazendo uma caminhada, Rex faz questão de acompanhar Mariana.

"Onde eu vou, ele me acompanha. E ainda fica me esperando sair", disse a dona do cão.

A relação dos dois chama a atenção de vizinhos e conhecidos. Mariana diz não se incomodar com a companhia diária do cachorro, já que essa é uma forma dele demonstrar carinho. Ela já tentou prendê-lo em casa, mas o cão fica bravo e, na maioria das vezes, consegue escapar. "Tenho muito amor por ele. E é legal ver como ele tem amor por nós assim. Todo mundo que vê fica impressionado", contou.


Rex não saiu da porta do local de prova enquanto a dona não voltava.
Fotos: Magda Oliveira/G1 

O cachorro pulou de alegria ao rever dona após quase sete horas de espera.  
Foto: Reprodução/Rede Amazônica 

Sonho com odontologia

Apesar de estudar ciências contábeis, Mariana informou que sonha com o curso de odontologia e que, por isso, resolveu arriscar para conquistar uma vaga na universidade federal. Ao G1, disse ainda que achou o tema da redação "bom, mas polêmico".

"Foi sobre internet. Foi um tema até bom de se escrever. Polêmico e bem atual", opinou a estudante.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/ro

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

AEROCLUBE DE ARACAJU - Visita dos Usuários do Centro Dia

 O passeio ao aeroclube promoveu muitas emoções aos usuários do Centro Dia







Rodrigo e a sua mãe a dona Iraci ficaram encantados com o momento

Lidiane Vieira - coordenadora Centro Dia

Rodrigo Cabral - médico e paraquedista

O Rodrigo foi selecionado para pular de paradequedas. Ele amou a experiência

Maria Betanea Cardoso - educadora social

Fotos: Danillo França

Publicado originalmente no site da PMA, em 26 de outubro de 2018 

Usuários do Centro Dia fazem visita ao Aeroclube com direito a voos panorâmicos e salto de paraquedas

Muita gente tem o sonho de voar, ver as nuvens de perto e até mesmo apreciar a bela paisagem lá do alto. Para quem gosta de adrenalina, o voo pode até ser uma oportunidade para experimentar um esporte que requer coragem: o paraquedismo. A tarde desta sexta-feira, 26, ficará marcada na memória dos usuários do Centro de Referência Especializado para Pessoa com Deficiência (Centro Dia), unidade da Secretaria Municipal da Assistência Social. É que os meninos e meninas que são atendidas pela instituição ganharam um presente especial do grupo de paraquedismo Skydive Carcará: um passeio ao aeroclube de Aracaju com direito a voos panorâmicos pela pequena mais charmosa do Nordeste e até saltos de paraquedas.

Tudo começou com alguns dizendo que estavam sentindo “um friozinho na barriga”. Para muitos dos usuários, essa foi a primeira vez que ficaram perto de um avião. O que muitos não sabiam até o momento era que alguns teriam a oportunidade de entrar na aeronave e até mesmo partir em uma viagem inesquecível apreciando a capital do Estado de Sergipe. Oito dos participantes, entre usuários e responsáveis, tiveram a oportunidade de fazer um passeio em dois voos panorâmicos. Uma delas foi a dona Maria Floraci Santos Dias, mãe do José Rodrigo de Jesus Santos. Ela que já andou de avião em voos comerciais, ficou encantada com a vista proporcionada pelo passei sobre Aracaju. “É algo que não tenho palavras para descrever. Foi lindo demais olhar a minha cidade lá de cima. Estou muito feliz com o que eles fizeram para nós e, claro, para os nossos filhos”, disse.

Na ocasião, o grupo preparou outra surpresa: um dos usuários ganhou um salto de paraquedas. O Rodrigo, filho da dona Iraci, foi o cara de coragem que enfrentou o medo e, ao invés de aterrissar na aeronave, ele desceu sob o auxílio do artefato de lona. Para a sua mãe, o há preço que pague o momento. “Foi demais. Quando fui a São Paulo, ele não quis ir de avião de jeito nenhum. Hoje ficou empolgado e queria porque queria pular de paraquedas. Eu autorizei. Estou muito contente por ele ter gostado demais. Não para de sorrir um só minuto. Essa é a maior alegria de uma mãe”, conta emocionada.

O momento também foi marcado pelas apresentações do grupo com saltos de paraquedas e performances de voos alegóricos, que fizeram muitos ficarem de boca aberta, mas também com sorrisos estonteantes. A tarde foi fruto de uma parceria entre a unidade da Assistência Social e o grupo de paraquedismo. “Um dos objetivos do Centro Dia é justamente tornar os usuários cada vez mais autônomos. Esse passeio foi muito bom para eles porque acabam interagindo com pessoas estranhas, que não fazem parte do seu dia a dia, e estão conhecendo uma atividade que, certamente, ficará marcada nas lembranças de todos. Os integrantes do Carcará foram parceiros maravilhosos. Organizaram tudo com o maior carinho. Só temos que agradecer a todos”, ressalta a educadora social responsável por articular a atividade, Maria Betanea Cardoso Lopes.

Segundo a coordenadora do Centro Dia, Lidiane Vieria, a instituição está sempre em busca de oferecer atividades que despertem o interesse em conhecer os diversos segmentos da vida humana. Para ela, neste caso, foi até uma forma de mostrar que o esporte também é um espaço que as pessoas com deficiência devem ser incluídas. “A gente sempre tenta fazer com que eles tenham dias diferentes, principalmente, com a família. Aqui, por exemplo, foi um momento de lazer e de descontração. Mas, acredito que vai muito além. Com a participação do Rodrigo no salto de paraquedas, mostrou aos pais e até mesmo aos usuários que o esporte também tem lugar para as pessoas que possuem deficiência. Foi um salto belíssimo. Todos nós que estávamos aqui embaixo amamos”, destaca.

Idealizado por um grupo de amantes do paraquedismo, o grupo Skydive Carcará existe há quatro anos. O médico e paraquedista  RodrigoCabral foi um dos organizadores do evento. “Quando recebemos o contato da Betanea, conversei com os demais colegas e resolvemos abraçar a ideia. Esperamos que essa tarde tenha sido muito especial para eles, porque para nós foi muito. Mostramos que esse é um esporte que é acessível para todos e, mesmo aqueles que possuem algumas limitações, é possível sentir as sensações da queda  livre com ajuda de uma outra pessoa preparada, no caso, o instrutor. Eu acho que o que fizemos ainda foi algo muito pequeno porque esses meninos e meninas merecem muito mais”, ressalta.

Texto e imagen reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

BRASIL - ELEIÇÕES 2018


Presidente - Brasil
      
                                                         
Jair Bolsonaro (PSL)
57.797.456 votos
55,13%
                                                                                                                                          
Fernando Haddad (PT)
47.040.819 votos
44,87%

Governador - Sergipe
                                                                        
                                                              
Belivaldo (PSD)
679.051 votos
64,72%
                                                                                                                                      
Valadares Filho (PSB)
370.161 votos
35,28%

sábado, 20 de outubro de 2018

CRIME EM ARACAJU - Transexual esfaqueada no Centro morre no Huse

Frase ‘Laysa, presente’ foi repetida por diversas vezes em coro (Foto: Portal Infonet)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 20 out, 2018 18:20

Corpo de Laysa Fortuna é sepultado sob protestos contra transfobia

O corpo da transexual Laysa Fortuna foi sepultado na presença de amigos e familiares na tarde deste sábado, 20, no Cemitério São João Batista, em Aracaju. Ela morreu na última sexta-feira no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde se recuperava da facada que levou de Alex da Silva Cardoso no dia anterior. Alex já está preso e será indiciado por homicídio. Nesta tarde, os amigos da vítima ecoaram gritos contra a transfobia e LGBTfobia no cemitério – assim como a frase ‘Laysa, presente!’.

Geovana: ela queria ver as pessoas felizes e livres

Geovana, transexual e amiga de Laysa, diz que guardará boas lembranças dos anos de convivência com a amiga. “Laysa era alegria. Era uma mulher guerreira e transmitia isso. Queria que as pessoas fossem livres, felizes e respeitadas”, pausou. Ela sempre enfrentou os casos de violência que via nas ruas. Ela sempre foi muito ativa. Ela lutava por todo mundo”, conta o amigo e homem trans, Daniel Lima. “A mensagem que fica é que nós estamos aqui. Vamos continuar aqui, resistindo por Laysa e tantas outras”, concluiu Geovana.

O assassinato de Laysa endossa uma grave estatística no Brasil, segundo apontam os dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). No levantamento da entidade, já são 131 mortes entre travestis, mulheres transexuais e homens trans no País somente em 2018. “Apenas 20% dos culpados foram presos. Lutamos diariamente para que essas pessoas não virem estatísticas. A Justiça vai muito além da prisão dos culpados”, afirmou transexual Geovana.

Marcelo: precisamos de políticas sérias de combate a LGBTfobia

“É preciso que a sociedade faça uma grande reflexão. Acima de qualquer coisa, é um atentado a vida de um ser humano. Mas as pessoas precisam compreender que a LGBTfobia existe. Todo ódio, todo preconceito, estão mais próximos do que imaginamos. São precisas políticas eficazes no combate a transfobia, ao preconceito, e da própria aceitação. 90% das pessoas trans estão na prostituição porque não têm alternativas”, alertou Marcelo Lima, representante da Adhones/LGBTI e assessor da diretoria de Direitos Humanos da Semfas.

Após todos os protestos e uma oração, o corpo de Laysa Fortuna foi enterrado sob aplausos e muita emoção dos presentes.

Por Ícaro Novaes

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br


Publicado originalmente no site da FAN F1, em 20/10/2018

Corpo de Laysa Fortuna é velado na Zona Norte de Aracaju (SE)

Por Leonardo Barreto

O corpo da transexual, Laysa Fortuna, de 26 anos está sendo velado na casa da família no bairro Porto Dantas na Zona Norte de Aracaju (SE). Laysa morava sozinha em uma casa próximo a família e segundo a tia, Roseane Calixto, ela tinha uma ótima relação com todos os familiares. “Era sempre alegre, todo mundo gostava muito dela”, contou.

A tia a ainda relatou sobre a relação entre Laysa e sua avó materna. “Ela amava muito minha mãe. Pouco antes de morrer, ela pediu que eu cuidasse da avó dela”, lamentou.

O sepultamento do corpo de Laysa está marcado para às 15h no Cemitério São João Batista em Aracaju (SE).

Laysa morreu no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) na tarde dessa sexta-feira, 19, depois de ter sido esfaqueada por um homem, identificado como Alex Silva Cardoso, de 33 anos, no cruzamento das ruas Itabaiana e Estância, no Centro de Aracaju (SE). O caso foi registrado na noite da quinta-feira, 18.

O agressor já foi preso.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

Alex Silva foi preso na Praça Fausto Cardoso (Foto: SSP/SE)

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 20 out, 2018 

Homem que assassinou transexual é preso na Praça Fausto Cardoso

O homem acusado assassinar transexual Laysa Fortuna foi preso na manhã deste sábado, 20, por policiais do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) na Praça Fausto Cardoso. Alex Silva Cardoso, que é morador de rua, foi encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana.

De acordo com a delegada Meire Mansuet, que responsável pelas investigações, Alex costuma dormir na calçada de uma agência bancária da Caixa Econômica, da avenida Barão de Maruim, nas proximidades do local onde transexuais fazem ponto. As investigações, conforme a delegada, apontaram que ele costumava circular pela região, praticando crime de ódio e intolerância e insultando as transexuais.

A delegada Meire Mansuet confirma que as ofensas e discursos de ódio deram origem ao desentendimento que culminou com a morte de Laysa Fortuna. “Ele sempre fazia provocações. Até que Laysa Fortuna revidou, eles entraram em luta corporal e Alex desferiu o golpe faca”, explica.

Alex da Silva Cardoso será indiciado por homicídio. O inquérito foi concluído e será encaminhado à Justiça nesta segunda-feira, 22. O acusado ficará detido na 4ª Delegacia Metropolitana, até que a Justiça defina para qual presídio ele será encaminhado.

Relembre o caso

Laysa Fortuna foi atacada na noite desta quinta-feira, 18, no Centro de Aracaju, por um homem identificado como Alex Silva Cardoso, que é morador de rua. O desentendimento começou após o suspeito passar pelo local, manifestando discurso de ódio contra as transexuais.

Laysa foi encaminhado ao Hospital Nestor Piva e logo depois para o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), mas não resistiu ao ferimento e veio a óbito na tarde desta sexta-feira, 19.

O homem foi preso em flagrante, mas o delegado plantonista confeccionou um Termo de Ocorrência Circunstanciado, considerando o crime como ameaça, com lesão corporal de natureza leve. Com isso, o suspeito obteve o direito de ser solto e responder em liberdade.

O caso foi encaminhado ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e nesta sexta-feira, 19, a pedido da delegada Meire Mansuet, o Poder Judiciário expediu o mandado de prisão contra Alex Silva.

por Verlane Estácio

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Bianca Medeiros (à esquerda) abraça uma amiga de Laysa Fortuna
Foto: Portal Infonet

Publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 19 out, 2018 

Amigos lamentam morte da transexual Laysa Fortuna

Amigos e familiares se encontraram na frente do Instituto Médico Legal (IML), no bairro São José, para lamentar a morte da transexual Laysa Fortuna, enquanto esperavam a liberação do corpo para o velório.

“Estamos aqui para prestar solidariedade”, diz a professora e a ativista LGBT, Adriana Lohana, que recebeu a notícia da morte de Laysa com muita tristeza. Para ela, acontecimentos como esse só reforçam a onda violenta de preconceito que os transexuais sofrem no Brasil.

Para a melhor amiga de Laysa, Bruna Medeiros, será difícil imaginar viver sem a convivência de Laysa. “Está sendo muito difícil pra mim saber que a minha amiga foi embora”, conta. Ainda de acordo ela, que estava com Laysa no momento do crime, a cena que ela presenciou será difícil de esquecer. “A polícia conseguiu pegar ele [o agressor] enquanto minha amiga chorava no chão e nos meus braços”, relembra.

O corpo de Laysa será velado na residência da mãe da jovem no bairro Porto Dantas.

Por João Paulo Schneider e Aisla Vasconcelos

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br

Foto: Rede Social - Reproduzida do site: f5news.com.br

Texto publicado originalmente no site do Portal Infonet, em 19 out, 2018

Transexual esfaqueada no Centro morre no Huse

Laysa Fortuna sofreu uma parada cardíaca e faleceu no Huse (Foto: Linda Brasil)

Polícia Civil está em busca de Alex da Silva Cardoso, acusado de esfaquear Laysa Fortuna (Foto: Grupo Sergipe Notícias)
A transexual Laysa Fortuna, que estava internada no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), depois de ter sido esfaqueada por um homem no Centro de Aracaju, sofreu uma parada cardíaca e faleceu na tarde desta sexta-feira, 19

A assessoria de comunicação do Huse explicou que Laysa passou por uma drenagem torácica, mas sofreu uma parada cardíaca. A equipe médica tentou reanimá-la, mas Laysa não resistiu e veio a óbito. De acordo com o Huse, o corpo de Laysa será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que comprovará a causa da morte.

O homem acusado de esfaquear a transexual foi identificado como Alex da Silva Cardoso, que é morador de rua. Ele foi preso em flagrante, mas obteve o direito de responder ao processo judicial em liberdade e foi solto.

A delegada Meire Mansuet informou que o Poder Judiciário decretou na tarde desta sexta-feira, 19, a prisão do acusado e que as equipes da Polícia Civil estão em diligência para localizá-lo.

Laysa Fortuna foi atacada na noite desta quinta-feira, 18, no Centro de Aracaju. A informação da ativista Linda Brasil é de que há dois dias, o agressor teria travado uma discussão com várias transexuais, manifestando um discurso de ódio e citando o nome de Jair Bolsonaro. Linda Brasil relatou que o homem retornou armado com faca e atacou Laysa Fortuna, que reagiu e foi atingida no tórax.

O homem foi preso em flagrante, mas o delegado plantonista confeccionou um Termo de Ocorrência Circunstanciado, considerando o crime como ameaça, com lesão corporal de natureza leve. Com isso, o suspeito obteve o direito de ser solto e responder em liberdade.

O caso foi encaminhado ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) e a delegada Meire Mansuet, entendendo que houve uma tentativa de homicídio, pediu ao Poder Judiciário que decretasse a prisão do acusado. A mandado de prisão foi expedido e a Polícia Civil está a procura do suspeito.

por Verlane Estácio

Texto reproduzido do site: infonet.com.br



Publicado originalmente no site FAN f1, em 19/10/2018

Instituto de Direito de Família lança nota de apoio à trans agredida

Por Célia Silva

O Instituto Brasileiro de Direito de Família de Sergipe (IBDFAM/SE) e a Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero lançaram nota de apoio à transexual Laysa Fortuna, de 25 anos, que foi esfaqueada na região do tórax, no Centro de Aracaju (SE) na noite dessa quinta-feira, 18.

A nota emitida diz que a violência transfóbica é um crime de ódio e que deve ser repudiada.

Leia a nota na íntegra:

“NOTA DE SOLIDARIEDADE

O Instituto Brasileiro de Direito de Família de Sergipe (IBDFAM/SE) e a Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero manifestam solidariedade, apoio e assistência à Laysa, mulher trans brutalmente agredida e mais uma vítima de transfobia na noite de 18 de outubro de 2018. A violência transfóbica é um crime de ódio contra a humanidade e deve ser repudiada e responsabilizada como tal.

Acácia Gardênia Santos Lelis
Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família de Sergipe

Daniela de Andrade Souza

Presidente da Comissão de Direito Homoafetivo e de Gênero do IBDFAM/SE”

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

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Imagem reproduzida do site: f5news.com.br

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Mulher transexual morre após ser esfaqueada no Centro

Publicado originalmente no site do Jornal do Dia, em 20/10/2018

A cabeleireira transexual Laysa Fortuna, 25 anos, morreu após ser esfaqueada em um ataque ocorrido às 22h desta quinta-feira, na esquina entre as ruas Estância e Itabaiana, centro da capital. O crime aconteceu depois que um homem armado fez uma série de provocações a um grupo de travestis que faziam ponto no local, ofendendo-as com palavrões e chegando a exibir o órgão genital para elas. Segundo testemunhas, uma primeira travesti foi atacada pelo agressor, mas Laysa tentou defende-la e acabou ferida na altura do tórax, próximo ao pescoço. As outras transexuais cercaram o homem e conseguiram dominá-lo até a chegada de soldados que estavam de plantão no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG).

Laysa foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A princípio, a informação dos médicos é de que o ferimento, apesar de profundo, não teria causado danos graves e poderia ser revertido com um procedimento que estabilizou o quadro de saúde da vítima. No entanto, o estado de saúde se agravou ao longo do dia de ontem e um dreno precisou ser implantado para tentar conter o sangramento pulmonar da paciente. Em meio a um procedimento de emergência, a transexual não resistiu e teve sua morte confirmada às 15h30.

O desdobramento mudou a forma como o crime está sendo investigado pela polícia. O ataque à Laysa foi levado à Delegacia Plantonista Sul e registrado inicialmente como "ameaça seguida de lesão corporal leve", crime no qual o autor do ataque, Alex da Silva Cardoso, foi autuado e liberado na manhã de ontem, após assinar um termo circunstanciado. "Na Delegacia, a guarnição e testemunhas foram ouvidas, bem como mantido contato com o Huse, que informou que o estado de saúde da vítima era estável e havia sido realizado um procedimento de assistência local, sem intercorrência. Em virtude do que foi levantado, (...) foi confeccionado um Termo de Ocorrência Circunstanciado e o acusado responderá em liberdade, como prevê a lei", justificou a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em nota divulgada durante a manhã de ontem.

Com a confirmação da morte de Laysa, a Polícia Civil reavaliou o caso, cujo procedimento já tinha sido remetido ao Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV). A delegada Meire Mansuet, responsável pela unidade que apura crimes relacionados à homofobia, ouviu novas testemunhas e indiciou Alex Cardoso pelo crime de homicídio doloso qualificado e pediu a prisão preventiva dele. A ordem foi concedida pela Justiça e, até o fechamento desta edição, duas equipes de captura do DAGV e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) faziam buscas para prendê-lo, junto com equipes de unidades da Polícia Militar.

No começo da noite, Mansuet confirmou ao JORNAL DO DIA que o crime foi motivado por transfobia, que é a discriminação contra travestis e transexuais, e que o acusado já tinha uma conduta agressiva em relação à presença das vítimas na região onde ele vive como guardador de carros. "As testemunhas relataram que, já há alguns dias atrás, o autor já provocava tanto a vítima como outras meninas trans que ficam ali pelo Centro. Ele sempre perseguia, importunava e, por ser provavelmente portador de algum distúrbio, ou usuário de drogas, ele tinha essa conduta ofensiva. A motivação foi mesmo a homofobia, a discriminação, a intolerância. Foi um crime lastimável", disse a delegada.

O crime causou revolta entre familiares, amigas e ativistas que apoiam a causa dos direitos dos homossexuais. Eles lamentaram a liberação do autor do crime e criticaram a onda de discriminação e violência contra a população LGBT. O protesto também se estendeu às redes sociais, onde foi divulgada uma das últimas gravações em vídeo feitas por Laysa. Nela, a transexual rebatia um comentário que criticava a afirmação de que "ser gay é uma doença". "Eu acho que doentes são as pessoas que usam o preconceito como arma para se defender. São pessoas que não têm coragem de expor o que realmente são ou querem para suas vidas. E a arma que eles usam é atacando as pessoas que dão a cara a tapa, que têm coragem de perder o amor de pais, mães, irmãos e amigos. Doentes são os homofóbicos", desabafou Laysa, na gravação.

O corpo da vítima foi liberado ontem à noite pelo Instituto Médico-Legal (IML) e está sendo velado na casa da família, no bairro Porto Dantas (zona norte).

Texto reproduzido do site: jornaldodiase.com.br



Publicado originalmente no site FAN F1, em 19/10/2018

Trans é esfaqueada no Centro de Aracaju (SE)

Por Redação FAN F1

Uma transexual identificada como Laysa Fortuna, de 25 anos foi esfaqueada na região do tórax. O caso foi registrado no Centro de Aracaju (SE) na noite dessa quinta-feira, 18, e segundo uma amiga da vítima, o ato teria sido praticado por um apoiador do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). O homem foi preso e encaminhado à 4ª Delegacia Metropolitana, no Conjunto Augusto Franco, zona Sul da capital.

A ativista Linda Brasil socorreu a vítima e disse que o agressor costuma ameaçar outras trans, que trabalham no centro da capital sergipana. Ela teme que ele possa ser solto hoje e voltar  a cometer outros crimes. “Estou em pânico porque fui informada, pelo delegado que o caso foi classificado como lesão corporal e que o agressor deve ser liberado hoje. Como uma pessoa que estava rodando no Centro à noite toda com uma faca na mão dizendo que se Bolsonaro ganhar todas nós seremos mortas, pode ser solto assim?”, questionou Linda Brasil que atua em defesa da comunidade LGBTQ+.

Para ela, o caso deve ser classificado como tentativa de homicídio. “Ele não pode ser solto e ficar impune. Eu quero justiça”, apelou.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal Nestor Piva e transferida para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A perfuração provocou uma hemorragia e o acúmulo de sangue nos pulmões. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, Laysa está com um dreno para tentar eliminar o sangue da região pulmonar e o seu quadro de saúde é estável.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP-SE) está em contato com o delegado responsável pelo caso e deve emitir um posicionamento ainda hoje pela manhã.

Texto e imagem reproduzidos do site: fanf1.com.br

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

DIA DO PROFESSOR - Prof. desempregado faz trabalho voluntário...

Publicado originalmente no site G1 SE., em 13/10/2018

Professor desempregado faz trabalho voluntário com crianças carentes

A renda mensal dele é de R$ 300, valor que utiliza para manter o projeto e pagar as contas da casa.

Por Anderson Barbosa, G1 SE — Aracaju

Professor desempregado faz trabalho voluntário com crianças carentes em Aracaju

No Bairro 17 de Março, Zona de Expansão de Aracaju (SE), um exemplo de dedicação à profissão de professor chama a atenção. O Tio Carlos, como é conhecido na região, leva literatura às crianças daquela comunicada carente e dá um novo sentido a vidas desses pequenos cidadãos.

No quintal da casa ele põe um tapeta e conta as histórias que nascem da cabeça dele e também dos livros de literatura infantil. Os meninos parecem hipnotizados ao ouvir o professor, que faz tudo isso de forma voluntária. No início do ano, a atividade ocorria na porta de uma vizinha.

A calçada da casa do professor se transforma em sala de aula
Foto: Mara Lúcia de Paula 

“Educação é o meio de transformação sócio- cultural para a vida de cada uma dessas crianças levando respeito, dignidade, conhecimento e independência financeira", diz com o sorriso no rosto.

Luiz Carlos é formado em Letras/Literatura, mas está desempregado desde 2016. Para sobreviver, ele dá aulas particulares e recebe menos de R$ 300, pelos oito alunos. É com este dinheiro que ele pagas as contas de casa e mantém o projeto que ocorre duas vezes por mês.

“É assim que consigo pagar as contas da casa, comprar roupas e alimentos. Deus é quem dá a força pra gente superar todas as dificuldades que a vida nos oferece”, afirma.

Professor Luiz Carlos com os alunos — Foto: Arquivo Pessoal 

Combate à deficiência na leitura

O trabalho do sergipano serve de combate à deficiência da leitura ainda no início da vida escolar, como aponta a Avaliação Nacional de Alfabetização, do Ministério da Educação e Cultura (MEC). O estudo revela que mais da metade dos alunos do terceito ano do ensino fundamental não consegue nota mínima em matérias básicas. No ano de 2014, a insuficiência em leitura era de 56,17% entre os alunos. Dois anos depois o número teve uma pequena queda, 54,73%.

“Quero ver a melhoria do bairro em que moro e dessas crianças, que muitas vezes vão à escola e não conseguem aprender o conteúdo. O que eu faço é com amor, com carinho e sou muito respeitado por elas, que serão os futuros homens e mulheres da nossa cidade. A maior recompensa é o prazer de contar histórias e contribuir no processo de alfabetização dessas crianças”, conta Luiz Carlos.

A batalha do mestre

Luiz Carlos nasceu no município de Malhada dos Bois e foi criado em Cedro de São João, ambos na Região do Baixo São Francisco de Sergipe. Filho de pais separados, ele é o mais velho entre nove irmãos, o único com nível superior, conquistado no ano de 2012 após cursar Letras/Português em uma universidade particular na capital.
  
“Concluí a graduação com muita dificuldade financeira, pois estava desempregado. Tive a ajuda de familiares e principalmente de uma ex-diretora da instituição, que me ajudou bastante nesta fase da minha vida”

Luiz Carlos já trabalhou em escolas particulares, em programas do governo e atualmente sobrevive dando aulas de reforço em casa, além de fazer 'bicos' auxiliando outros professores em projetos educacionais.

Texto e imagens reproduzidos do site: g1.globo.com/se